Director: Lázaro Manhiça

UTENTES e vendedores do Mercado Municipal do Xipamanine, na cidade de Maputo, continuam a ignorar as medidas de prevenção da Covid-19, com destaque para o distanciamento de pelo menos um metro e meio e a utilização de máscara de protecção facial. O “Notícias” constatou que nalguns sectores, como o de venda de legumes e mariscos, os vendedores continuam próximos uns dos outros. Leia mais

 

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DEZENAS de vendedores de hortícolas, que exerciam a actividade comercial em locais impróprios, estão a expor os seus produtos nos corredores do mercado municipal da Polana- Caniço, popularmente conhecido por “Mucoreanoˮ, na cidade de Maputo, onde mais de 140 bancas encontram-se, completamente, ocupadas.
Trata-se dum cenário incomum, neste mercado, comparativamente há semanas, em que pouco mais de 10 vendedores exerciam a actividade no local.
Segundo apurámos, o processo de ocupação de bancas iniciou na sexta-feira, após os vendedores terem sido sensibilizados pela edilidade a se retirarem dos passeios e outros locais impróprios para a actividade comercial.
Florentina Alfredo, vendedora de cebola e tomate, contou que vende no “Mucoreanoˮ há menos de uma semana, mas quer continuar no local por muito tempo.
“Eu vendia o meu produto à porta de casa, mas fiquei sensibilizada com os apelos das autoridades sobre os riscos de trabalhar em locais impróprios. Por isso, requeri uma banca. As vendas tem sido fracas, mas este é o melhor sítio para os vendedoresˮ, disse.
Apesar do aumento de vendedores no “Mucoreanoˮ, as medidas de prevenção do novo coronavírus, como uso da máscara de protecção facial, lavagem das mãos e o distanciamento de pelo menos um metro e meio, têm sido observadas. 
Uma fonte do município de Maputo indicou que foram disponibilizados baldes com água e sabão, nos acessos ao mercado, para a higienização das mãos. Ademais, os vendedores e clientes só acedem ao local, devidamente mascarados.
Lamentou o facto de alguns pais e/ou encarregados continuarem a mandar as crianças ao mercado, sem máscara de protecção facial.
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O PRESIDENTE do Conselho Municipal da Cidade de Maputo (CMCM), Eneas Comiche, considera a prorrogação do estado de emergência, por mais 30 dias, uma oportunidade para a edilidade aprimorar o trabalho que tem vindo a desenvolver na capital moçambicana, particularmente no sector de transportes públicos para fazer face à Covid-19. A prorrogação foi anunciada pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, durante uma comunicação à nação, na noite de domingo. Comiche exige mais rigorosidade, pessoal e colectiva, por parte dos condutores e cobradores de transportes semicolectivos de passageiros, no que diz respeito às medidas de prevenção da Covid-19. “Permitir que as pessoas antes de entrarem nos meios de transporte colectivo de passageiro usem máscaras e entrem de uma forma ordeira. Nós vamos procurar fiscalizar melhor, de modo a evitar que haja avalanches nos transportes públicos de passageiros, que acaba prejudicando a aplicação das medidas decretadas no âmbito do estado de emergência”, disse. O autarca deplora o incumprimento das normas de prevenção do novo coronavírus por parte de alguns citadinos. Comiche pediu que as associações e cooperativas de transportes se juntem aos esforços da edilidade, para garantir a observância das medidas de prevenção da Covid-19. Comments

PARTE dos 565 vendedores informais retirados dos passeios em volta do Mercado Estrela Vermelha, na cidade de Maputo, já está a desenvolver as suas actividades no mercado retalhista do Zimpeto, local indicado pelo Conselho Municipal da capital do país. A retirada dos informais das imediações do mercado, popularmente conhecido por “Estrela”, na sua maioria vendedores de telefones celulares, aparelhos de som, televisores e acessórios diversos, tinha em vista a implementação do plano municipal de organizar o negócio informal na capital do país, que era associado à proliferação da imundície que se verifica em muitos destes locais. Leia mais

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O TRIBUNAL Judicial da Cidade de Maputo absolveu, quarta-feira, os cinco polícias acusados de envolvimento num assalto de 10 milhões de meticais a um casino.
Segundo a Lusa, o Tribunal decidiu "absolver os réus por insuficiência de provas".
No total, o processo tinha sete arguidos, entre os quais cinco polícias e dois funcionários do casino, acusados dos crimes de “roubo qualificado, associação para delinquir e uso de armas proibidas”, segundo o despacho de acusação.
Os dois funcionários do Casino, um dos quais foragido, foram condenados à pena de 12 anos de prisão, além da devolução dos 10 milhões de meticais roubados.
O assalto ocorreu em 31 de Julho de 2019 em Maputo, depois de o gerente do Casino Marina ter levantado 10 milhões de meticais num dos bancos comerciais da cidade.
O gerente estava na companhia de um dos motoristas do casino, quarta-feira condenado, quando a viatura em que seguiam foi bloqueada por outras duas.
Das duas viaturas, saíram dois homens que se apresentaram como agentes da Polícia.
Segundo a acusação, o motorista do casino não ofereceu resistência e destrancou o carro, desobedecendo ao gerente e facilitando o processo para os assaltantes, que se apoderaram dos 10 milhões de meticais.
O gerente ordenou que o motorista do casino perseguisse as viaturas, mas o motorista declinou mais uma vez.
De acordo com o Ministério Público, os agentes da Polícia terão visitado dias antes do assalto o casino, com uma falsa notificação e pedido informações contabilísticas, mas a verdadeira intenção era "reconhecer o local" para o posterior roubo.
O tribunal entendeu que o comportamento do motorista "visava facilitar a fuga dos assaltantes", o que prova o seu envolvimento no caso.
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