Director: Lázaro Manhiça

TRÊS indivíduos encontram-se detidos, desde semana passada, indiciados de matar e enterrar a esposa de um deles numa fossa, na zona de Napakala, no bairro de Muahivire-expansão, na cidade de Nampula. 

O trio está encarcerado nas celas da 2ª esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM), na cidade de Nampula, para procedimentos subsequentes.

O “Notícias” apurou que o crime ocorreu em Outubro de 2020, quando o esposo da vítima convidou seu amigo, para desferirem golpes com recurso a um almofariz e ferro, até tirar a vida da esposa, que se dedicava ao negócio de minérios, com promessa de 10 mil meticais depois de consumar o acto e apoderar-se de seus bens.

O terceiro indivíduo é indiciado de participar no negócio de venda de bens da finada, com destaque para uma casa, viatura, geleira e congelador.

O porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, Zacarias Nacute, disse a jornalistas que o esposo da malograda para ludibriar a família da vítima passou a usar o telefone celular da mesma para atender todas as chamadas.

Sentindo a falta da vítima por mais de seis meses, os familiares denunciaram as autoridades policiais, onde foi accionada a investigação que culminou com detenção dos três indivíduos suspeitos.

“Estes indivíduos serão encaminhados a outras autoridades para responder criminalmente pelo acto cometido”, disse Nacute.

O esposo da vítima, identificado por L. Nascimento assumiu ter executado o crime, alegando motivos passionais.

Depois do crime, o individuo junto do seu amigo, decidiram procurar um comissionista que tratou procurar cliente e vender a viatura da finada no valor de 80 mil meticais.

“Abdul arranjou cliente do carro vendeu e dividimos o dinheiro”, assumiu Nascimento, sustentando que depois seguiu-se com a venda de outros bens que existiam no interior da residência como é o caso de geleira, congelador, sofá e outras pequenas coisas.

Rahaia Jamal

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A DIRECÇÃO do Hospital Central de Nampula (HCN) está preocupada com o aumento de casos de pessoas que se envolvem em acidentes de viação, numa altura em que as autoridades recomendam os cidadãos a permanecerem em casa por causa dos riscos de contaminação pela Covid-19.

Dados estatísticos fornecidos ontem (27) pela porta-voz do HCN, Dalva Khossa, referem que na semana passada, num só dia, a instituição registou a entrada de 12 vítimas de sinistros ocorridos em diversas rodovias.

A maior unidade sanitária da região norte do país recebeu os doentes porque alguns dos hospitais dos distritos onde ocorreram os acidentes de viação não têm a capacidade de assistir as vítimas devido a gravidade dos ferimentos.

A agitação pela entrada de pessoas vítimas de acidentes de viação, cuja maioria ocorre na cidade de Nampula, é enorme e Khossa, explica que essa situação está a provocar pressão de serviços sanitários que deviam ser prestados para os casos de dificuldades respiratórias entre outras patologias.

Sérgio Fernando

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UMA cidadã que responde pelo nome de Fátima Ali ficou gravemente ferida depois de ter sido atingida por uma descarga atmosférica, esta semana, na zona de Cossore, bairro de Muatala, arredores da cidade de Nampula.

Devido a gravidade do incidente a vítima foi evacuada para o Hospital Central de Nampula (HCN), onde recebe tratamentos médicos, pois segundo Carlitos Albano, líder comunitário daquela zona, Fátima foi atingida no momento em que queria cartar água da chuva.

“Para além das queimaduras ela ficou com uma parte do corpo paralisada e sem conseguir falar”, explicou o líder.

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O CENTRO comercial de Namicopo, vulgarmente conhecido como mercado de “Mphavara”, um dos maiores estabelecimentos formais, na cidade de Nampula, ainda continua com as bancas às moscas, não obstante os apelos da edilidade para a sua ocupação.

Com uma capacidade para mais de 100 bancas condignas,este estabelecimento comercial, construído pelo Conselho Municipal local,contempla,igualmente,lojas para venda de vestuário e calçado, bem como balneários e outros compartimentos.

O Conselho Municipal da Cidade de Nampula, através do respectivo presidente Paulo Vahanle, admitiu que existe um mito, no seio dos munícipes residentes sobretudo nos bairros de Namicopo e Carrupeia, sobre a alegada falta de dinâmica no negócio naquele local, o que faz com que o centro comercial não seja ocupado e continue às moscas.

“Estes concidadãos pensam que este local não pode gerar rendimento, mas nunca experimentaram”, disse Vahanle.

Criticou, na ocasião, a atitude dos munícipes, salientando que enquanto um determinado espaço comercial não for bem aproveitado nunca vai produzir rendimentos desejados, uma vez que os clientes não vão procurar um mercado onde não existe exposição e venda de produtos alimentares.

“Este é um mercado construído de raiz, que devia ser bem explorado, mas os meus irmãos de Namicopo e Carrupeia,pura e simplesmente,negam vender os seus produtos lá”, lamentou Vahanle.

Em face do alegado fraco movimento de clientes, os vendedores optam por fixar-se nos passeios das ruas da cidade, para exercer a sua actividade, onde segundo eles, o negócio tem conhecido uma dinâmica satisfatória dada a demanda de clientes.

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POUCO mais de 1000 pessoas, na sua maioria crianças menores de cinco anos,com atraso no desenvolvimento da fala, vão ser submetidas a uma campanha de tratamento já em curso no Hospital Central de Nampula (HCN).

Segundo Elídio Nhacala, especialista da fala afecto a está unidade sanitária, para assegurar o tratamento deste tipo de doença estão envolvidos na campanha apenas dois técnicos da área.

Os primeiros sinais de desenvolvimento da fala em crianças, de acordo com Nhacala, começam a manifestar-se nos primeiros dois anos de vida.

Apesar de não ser uma tarefa facial, olhando pelo tempo de tratamento da fala, segundo disse, as campanhas realizadas nos anos passados surtiram resultados desejados porque o estado da fala, particularmente em crianças, tem registado melhoria.

O atraso no desenvolvimento da fala, conforme avançou Nhacala, muitas vezes em crianças, tem estado associado a outras patologias, como a má nutrição, epilepsia, entre outras, daí a necessidade de criação de equipas multidisciplinares para a sua identificação e erradicação.

A campanha prolongar-se-à até o final deste semestre, disse Nhacala, assumindo que a terapia ou reabilitação da fala não é algo que se resolve em curto espaço de tempo.

“Para a terapia da fala, a reabilitação em si não tem sido algo de um dia para outro. Pode levar vários meses, dependendo da patologia associada que a criança tem”, disse.

Nhacala apelou às pessoas a aderirem às consultas o mais atempadamente possível, porque, disse,  quanto mais precoce foro diagnóstico, mais facilmente a patologia pode ser resolvida.

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