Director: Júlio Manjate

O Conselho Municipal da Cidade de Nampula vai desencadear uma operação visando combater o encurtamento de rotas em diversas artérias da urbe, numa operação a ser gerida pela Vereação de Transportes e Trânsito e que arranca no dia 3 de Fevereiro próximo.

Trata-se de uma campanha destinada aos automobilistas dos transportes semicolectivos de passageiros que exploram diversas rotas nesta cidade, com destaque para o Mercado Grossista de Waresta/Muahivire, Waresta/Muhala-Expansão e Waresta/Memoria e Escola Secundária de Nampula, respectivamente.

Esta medida surge na sequência de várias reclamações dos munícipes residentes nestas rotas sobre o recorrente problema de transgressão do código que regula o funcionamento do transporte público de passageiros.

Com efeito, Cassimo Saguate, director de Transportes e Trânsito no Conselho Municipal da Cidade de Nampula, declarou tolerância zero ao fenómeno de encurtamento de rotas.

Devido a esta prática, que nos últimos tempos tem estado a ganhar contornos alarmantes, Cassimo Saguate garantiu que a autarquia de Nampula será implacável com todos aqueles que forem a transgredir as normas, e deu exemplo de casos de passageiros que para se deslocarem do Mercado do Waresta ao bairro de Muhala-Expansão são obrigados a apanhar dois “chapas”, mas isto numa única rota, alegadamente porque os transportadores não saem de um destino para o outro, mesmo estando licenciados para o efeito. Outros alegam mau estado da via para encurtar rotas.

Aliás, devido a esta situação o cidadão é ainda abrigado a gastar 20,00 meticais, contra os normais 10,00 que deveria gastar para chegar ao destino pretendido escalando um único transporte.

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A ponte sobre o rio Nicuta, no bairro de Napipine poderá desabar a qualquer momento devido a fúria das águas pluviais. Ademais, o seu principal sistema de escoamento encontra-se praticamente obstruído, na sequência de acumulação de grandes quantidades do lixo. LEIA MAIS

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CENTROS informais de venda de carne bovina, caprina e suína, entre outras espécies, multiplicam-se na cidade de Nampula colocando em perigo a saúde nao só dos consumidores, como dos próprios comerciantes.

Na maioria dos centros não se sabe onde a carne foi abatida e como ela é conservada até chegar ao comprador, para além dela ficar exposta em locais impróprios e próximo da imundice, o que concorre para a contaminação do produto.

Apesar de várias promessas das autoridades governamentais e municipais, sobre a tomada de medidas visando o combate a venda de carne em condições deploráveis, particularmente nos mercados informais, o negócio está a fluir e o número de lugares de venda do produto a multiplicar-se como se cogumelos se tratasse. 

Aliás, denota-se alguma fragilidade das autoridades ligadas ao assunto, que continuam a assistir “impávidas e serenas”, quiçá, à espera que algo de mal aconteça, em resultado do crescimento deste tipo de negócio.

A nossa Reportagem escalou esta semana o centro de venda de carne de Naloco, concretamente na zona mais conhecida por “Peixoto”, onde a falta de higiene constitui o principal “cartão de visita” do local, num ambiente complementado pelo mau cheiro, criado pelos excrementos igualmente mal acondicionados.

Naquele centro, as moscas e outros insectos transmissores de doenças pousam livremente sobre as peças de vários tamanhos de carne bovina, caprina e suína, a descoberto, trazida em grandes quantidades, mas em condições péssimas de conservação e transporte, a partir dos distritos de Mogovolas, Liupo, Moma e Angoche, onde supostamente, são abatidos em condições desconhecidas.

O abate acontece sem o cumprimento das mais elementares normas sanitárias e a maior parte da carne chega, de forma ilegal, aos mercados da cidade de Nampula, apresentando sinais de má conservação e com algum perigo para o consumo humano.

Na procura diária de se alimentar e olhando para a questão do preço, sempre mais baixo que o dos talhos convencionais, a maioria dos consumidores ignora a sua proveniência, contra todos os riscos que daí podem advir.

Ana Lourenço, residente daquele bairro, disse que conhece o perigo que advém do consumo de carne vendida naquelas condições, mas adquire por alegadamente não ter dinheiro para comprar em locais certificados, como por exemplo, em talhos e supermercados, onde os preços praticados estão aquém das suas possibilidades financeiras.

Vendedores esperam novo local

Alguns vendedores da carne nos centros ora em alusão reconhecem as condições inadequadas em que desenvolvem o negócio, não só por estarem ao ar livre, mas também pelo facto de os produtos e o local de venda não reunirem condições higiénicas.

Porém, tentam atirar culpas para o Conselho Municipal que alegadamente, prometeu criar locais apropriados, com todas as condições como vedação, refrigeração e fiscalização veterinária para exercerem a sua actividade.

“Nós abatemos os animais e cortamos a carne no mercado municipal, que tem mínimas condições para o efeito. Levar animais para longe implica mais custos. Por isso preferimos fazer abate nos bairros ou vender a carne que já vem abatida dos distritos de Mogovolas, Moma e Angoche”, explicou Momade Saul, um vendedor de Naloco.

Sector pecuário diz estar atento

O departamento de pecuária, na direcção provincial de agricultura e segurança alimentar em Nampula, diz que nunca deixou de estar atento a venda de carne em condições degradantes nos mercados informais da cidade, por ser um problema grave e de saúde pública.

O técnico de produção animal, Quemo Lino, disse que uma das medidas que o departamento tem vindo a tomar é o apelo insistente para que as pessoas não comprem a carne em locais inapropriadas da cidade de Nampula, evitando assim a contaminação de doenças.

“O abate de animais deve ser feito exclusivamente em locais certificados pelas autoridades competentes e o consumidor deve comprar carne em locais reconhecidos”, apelou.

Alertou que a maioria dos animais abatidos nos locais clandestinos, pode estar com problemas de saúde o que aumenta o risco de intoxicação alimentar.

Quemo Lino referiu que aquele departamento tem vindo a desenvolver outras acções multissectoriais de controlo de abate e venda de carne em locais não certificados, que contam com o envolvimento, por exemplo, do conselho municipal da cidade de Nampula, através do pelouro de mercados e feiras.

De acordo com as normas vigentes, todos os locais de abate de animais devem ser fiscalizados por técnicos veterinários, que verificam o estado de saúde dos animais para evitar que a carne contaminada seja vendida aos consumidores. 

Município e INAE em acusações

Num passado recente o chefe do gabinete de imagem comunicação do conselho municipal da cidade de Nampula, Nelson Carvalho, disse que a edilidade não só esta preocupada com a venda de carne em condições inadequadas mas também com os talhos certificados que funcionam sem possuírem cartão de sanidade dos seus colaboradores, algo que devia ser fiscalizado pelo INAE.

Já delegado da Inspecção Nacional das Actividades Económicas em Nampula, Hélio Rareque, deplorou a atitude dos responsáveis municipais acusando-os de permitir que a venda de produtos alimentares incluindo a carne seja feita em más condições. 

(Mouzinho de Albuquerque)

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MUNÍCIPES residentes na unidade comunal de Muacothaia, no bairro de Muahivire, na cidade de Nampula, manifestam-se preocupados com o recrudescimento da criminalidade, caracterizada por assaltos na via pública e roubos em residências, factos agravados devido à falta de patrulhamento policial.

A preocupação foi apresentada esta semana ao comandante provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Nampula, Moisés Gueve, num contacto com a população, promovida no quadro da ligação Polícia-comunidade.

A população considerou extremamente arriscado circular pelo bairro, sobretudo no período nocturno, por causa de assaltantes que, nas suas incursões, usam objectos tais como catanas, facas, machados, paus e pedras para atacar as vítimas.

Aliás, a população queixou-se ainda do facto de no período lectivo escolar no ano passado os alunos da Escola Secundária de Maparra terem vivido momentos de insegurança, devido aos assaltos e agressões perpetrados pelo grupo apelidado de “os que não comem”, constituído, na sua maioria, por jovens com idade abaixo dos 18 anos de idade.

“Os nossos filhos sofrem, porque quando regressam da escola são-lhes arrancados os materiais, telefones e calçado por este grupo que até recorre ao espancamento para poder se impor”, lamentou Celina Pilage, munícipe residente no bairro de Muahivire.

A cidadã explicou ainda que num passado recente foi assaltada, espancada e retirada seus bens na porta da sua residência, por volta das 21 horas, quando regressava dos seus afazeres diários.

“Encontrei dois jovens sentados próximo à minha casa e, quando pretendia entrar no quintal, pediram-me o telefone. Levaram o telemóvel e um valor de 1800 meticais que estava na minha carteira”, disse Pilage, sustentando que mesmo depois desta agressão os malfeitores pretendiam levá-la para outro local eventualmente, para a violentar sexualmente.

Boaventura Alberto, outro residente do bairro de Muahivire, na sua intervenção, pediu ao comandante o reforço do efectivo policial da 2.ª esquadra para garantir o patrulhamento 24 sobre 24 horas, a fim de travar as acções dos malfeitores que têm estado a semear terror e insegurança à população.

“Este Muahivire que me viu nascer e crescer hoje já não o reconheço, porque foi dominado pela criminalidade. Existem residentes aqui no bairro de Muahivire que são catalisadores da marginalidade”, denunciou.

Denunciar os malfeitores

EM resposta as preocupações da população, o comandante provincial da Polícia, em Nampula, Moisés Gueve, apelou aos munícipes do bairro de Muahivire no sentido de colaborarem com a corporação denunciando qualquer acto criminoso.

Afirmou que caso haja colaboração com as autoridades policiais, os índices de criminalidade no bairro de Muahivire vão reduzir ou mesmo ser eliminados.

Aos membros do conselho comunitário do bairro, Gueve apelou para que sejam muito activos, reportando imediatamente as autoridades policias casos de criminalidade para que sejam activadas linhas operativas e consequentemente neutralizados os malfeitores. 

“É preciso haver esta ligação. O nosso bairro não pode ser famoso como sendo aquele que alberga criminosos e ainda ter a fama por possuir indivíduos que consomem drogas. O nosso bairro não deve ter fama por albergar indivíduos que transgridem a lei, que assassinam as suas irmãs, irmãos e tias” disse Gueve.

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As bacias hidrográficas da província de Nampula estão em alerta máximo, devido ao aumento da chuva, nos últimos dias.

Trata-se das bacias dos rios Ligonha, Melule, Monapo, Mecoburi e Lúrio, onde neste momento decorre o processo de escoamento das águas, sob monitoria de técnicos da Administração Regional de Águas do Centro-Norte. 

O chefe do Departamento Técnico da ARA Centro-Norte, Júlio Lucas, diz que os técnicos estão a colectar dados sobre o comportamento dos cursos de água para, depois, anunciar os factores de vulnerabilidade da população e propor o abandono das zonas de risco. (RM)

 

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