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Categoria: Nampula
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OS agentes económicos que exercem actividadesno Mercado dos Bombeiros em condições deploráveis continuam a alimentar expectativas de um dia virema ocupar as lojas do Abreu Shopping Center, cujo proprietário exige assinatura de um memorando de entendimento com a edilidade sob gestão de Paulo Vahanle.

Em Setembro do ano passado, o presidente do município de Nampula, Paulo Vahanle, deslocou-se ao centro comercial Abreu Shopping Center com o objectivo de verificar se havia condições para albergar os comerciantes dos “Bombeiros”.

O proprietário deste empreendimento mostrou-se disponível para colaborar com a iniciativa do Conselho Municipal, sendo que numa primeira fase seriam transferidos cerca de 300 negociantes, facto que até então não se concretizou.

A nossa Reportagem procurou saber as razões da não transferência dos comerciantes dos “Bombeiros”para o Abreu Shopping Center e foi informada que o dono do estabelecimento exige assinatura de um memorando de entendimento entre si e o Conselho Municipal, alegadamente para “colocar o acordo em pratos limpos”.

Na verdade, e de acordo com um responsável desta infra-estrutura, os aspectos burocráticos da parte do Conselho Municipal é que estão a travar o avanço da ideia, uma vez que, segundo dizem, já entraram em contacto com a autarquia, aguardando o progresso do diálogo.

“O que acontece é que existe um acordo verbal para abrir as portas aos vendedores do Mercado dos Bombeiros, mas nós queremos prova documental que esclarece o posicionamento da edilidade em relação ao assunto”, disse a mesma fonte.

O “Notícias” soubeigualmente que cada comerciante vai pagar uma renda mensal de 10 mil meticais pela ocupação de uma loja. Numa primeira fase serão acolhidos 300 agentes económicos e na fase seguinte os outros 300.

Recorde-se que após o incêndio ocorrido em 2016, que destruiu centenas de barracas no Mercado dos Bombeiros, a edilidade tentou apetrechar o Mercado do Matadouro para os acomodar, mas em vão. E os vendedores continuaram a exercer as suas actividades no mesmo espaço e em condições deploráveis de higiene e de conservação dos produtos.

Os visados alegam que o Mercado dos Bombeiros oferece condições favoráveis para o exercício da actividade devido à sua localização.