Uma equipa de especialistas do Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos (MOPHRH) iniciou sexta-feira a inspecção das pontes da Estrada Nacional Número Um (N1), entre Pemba, em Cabo Delgado, e Namialo, na província de Nampula.
Esta informação foi revelada pelo respectivo ministro, João Macahtine, após atravessar a ponte sobre o rio Lúrio, construída em 1945, na fronteira entre as províncias de Nampula e Cabo Delgado.
“As equipas irão fazer a inspecção de Pemba até Namialo, pois, existem pontes que foram construídas na mesma altura e por onde circula o mesmo tipo de carga, portanto usando o princípio de prevenção achamos por bem alargar este trabalho a todo o troço”, afirmou.
“Dentro de 15 dias, poderemos ter uma posição clara da situação de cada uma das pontes no que diz respeito ao volume de carga que pode suportar. Até a próxima quarta-feira, terminará esta inspecção ao que se seguirá a avaliação da real situação destas infra-estruturas. As medidas adequadas serão tomadas dependendo do grau, desde severidade, intermédio ou ligeiro”, adiantou.
Actualmente só é a permitida a circulação de camiões com 40 toneladas de carga, medida esta tomada, segundo o ministro, depois de informações colhidas sobre a vibração da ponte sobre o rio Lúrio.
“Em finais do ano passado, recebemos informações dando conta que esta ponte denotava alguma instabilidade na medida que quando passavam camiões de alta tonelagem ela vibrava. Tecnicamente neste tipo de situações o recomendado são medidas cautelares, foi o que fizemos e reduzimos o volume de carga transportada para até 40 quarenta toneladas”, ajuntou.
Por outro lado, João Machatine agradeceu a colaboração do sector privado, particularmente dos transportadores, a quem informou que as básculas colocadas ao longo da EN1 estão a ser calibradas para eliminar as discrepâncias nas leituras, o que, nos últimos dias, provocou algum desconforto na classe.
“Pedimos que seja respeitado o limite de carga para benefício geral porque se as infra-estruturas romperem não haverá transitabilidade”, apelou.

