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Contribuirpara a criação de redes de partilha de conhecimentos, experiências e oportunidades de negócios no domínio da investigação e desenvolvimento de fruteiras nativas é o objectivo do primeiro workshop nacional sobre frutas nativas.

Organizado pelo Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM) em parceria com o Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT Portugal) e a Associação dos Fruticultores do Sul de Moçambique (FRUTISUL), o evento junta governantes, investigadores, académicos, estudantes e actores da sociedade civil, entre fruticultores e líderes de associação de produtores e do sector privado.

Sob o lema: “Valorizando o que É Nosso através da Ciência e de Tecnologias”, o seminário foi aberto pela Vice-Ministra da Agricultura e Segurança Alimentar (MASA), Luísa Meque.

Na sua intervenção a governante realçou que o evento demonstra o comprometimento dos organizadores em criar um diálogo multissectorial para a implementação de programas de promoção do consumo, domesticação e aproveitamento integrado de espécies de fruteiras prioritárias nativas, com vista a garantir a segurança alimentar e nutricional das comunidades.

Segundo Luísa Meque, as fruteiras nativas de Moçambique têm um potencial de valor inestimável que tem, entretanto, sido insuficientemente aproveitado. Segundo disse, no país este sector apresenta um grande potencial, derivado das suas boas condições agro-ecológicas.

“Moçambique goza de excelentes e únicas condições geográficas na região Austral de África, tanto para alcançar boa produtividade como para a colocação destes produtos nos mercados da região e do mundo”, disse.

Salientou que existe um amplo mercado nacional e internacional pronto para receber produtos derivados de fruteiras nativas, com garantia de receita para Moçambique. Estas vantagens deverão ser exploradas e potencializadas para tornar o nosso país num fornecedor de referência da fruta tropical da mais alta qualidade, o que muito prestigiará o país.

Na visão de Luísa Meque, o mercado doméstico de fruta deverá ter uma rápida expansão nas próximas décadas, acompanhando o crescimento das economias e um aumento da disponibilidade de rendas dos consumidores.

Por isso espera que o consumo de frutas saudáveis possa aumentar, facto que representa um aumento na procura de frutas nativas e uma oportunidade de criação de emprego e dinamização das economias locais, devendo haver um alto nível de preparação para dar resposta à demanda.

A vice-ministra assinalou que o Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar (MASA) valoriza as fruteiras nativas, tanto é que o tema sobre esta matéria está inserido nos pilares do Plano Estratégico de Desenvolvimento do Sector Agrário (PEDSA) na componente de investigação agrária, concernente à utilização de recursos etno-botânicos e plantas com valor nutricional e a fruticultura, no geral.

“Por outro lado, fruteiras nativas significam também qualidade de vida. Podem garantir alimento, nutrição e saúde. Sabemos que a recolha e consumo de frutos são uma estratégia importante para as comunidades rurais, não só de uma forma rotineira como também durante os períodos em que se registam bolsas de fome”, anotou.

 

 

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