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Categoria: Desporto Nacional
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O Presidente da República, Filipe Nyusi, quer que o desporto seja desenvolvido de forma harmoniosa em todo país, como uma das soluções para o alcance dos melhores resultados ao nível nacional e internacional. Este foi um dos vários desafios lançados ao Secretário de Estado do Desporto, Carlos Gilberto Mendes, ontem empossado.

A solução para os melhores resultados no desporto passa sobretudo pelo uso de métodos científicos, o que exige, de acordo com o Chefe de Estado, a formação de especialistas para a área.

“A formação de especialistas que promovem o desporto nacional e capacitação de agentes que facilitem o incentivo à prática do desporto nas escolas e cultura física nos locais de residência deve fazer parte da vossa agenda. Às vezes pensamos que o desporto se faz por esperteza…o desporto é ciência. Devemos induzir a ciência para que o nosso desporto deixe de ser artesanal, porque temos condições para cultivar o desporto de forma científica”, sublinhou.    

Com a criação da Secretaria de Estado do Desporto, o Governo quer aproximar, segundo o Chefe do Estado, a sua acção ao desportista. Aliás, o secretário do Desporto é um homem de terreno e não do gabinete. Ou seja, deve viver os problemas no terreno e participar na sua solução com a participação dos desportistas.

Para o PR, há que incentivar e estimular o desporto de alta competição e profissional, provendo o investimento público e privado nesta área.

“Vamos dinamizar a construção e promover a cultura de manutenção de infra-estruturas desportivas. Reconhecemos a vossa capacidade imaginativa, por isso convidámo-lo a dirigir o sector do desporto, porque, para além de ser desportista, é um gestor. E o que nós queremos é a sua veia de gestor e de imaginação para podermos levar o país sob o ponto de vista desportivo para altos níveis”, disse Filipe Nyusi.

O desenvolvimento e massificação do desporto nas várias modalidades encoraja e estimula, no entender do PR, a sua prática, tanto ao nível de alta competição, recreativo,  assim como a participação de cidadãos de todas as faixas etárias e pessoas com deficiência no desporto.

E como o moçambicano é por natureza desportista, Filipe Nyusi anotou que os desafios são ainda enormes, facto que vai exigir muita acção e imaginação do secretário do Desporto.

O Chefe do Estado desafiou o secretário do Desporto a promover programas e eventos desportivos para todos os segmentos sociais, de modo a estimular a prática regular de actividades físicas e desportivas, com vista ao combate ao sedentarismo e as doenças a ele associadas. O secretário do Desporto deve igualmente promover a inclusão social através da prática das diferentes modalidades, a coesão no seio da família desportiva, envolver todas as federações e a sociedade civil nas actividades desportivas.     

Filipe Nyusi quer que o processo de edificação de escolas e de ordenamento territorial preveja os espaços para a prática do desporto e cultura física como forma de mudar o cenário actual que se resume na falta de locais públicos para a prática desportiva por ocupação daqueles que até existiam e não criação de novos.

Essa mentalidade deve, segundo o PR, mudar, sendo que o Governo, bem como os secretários de Estado nas províncias devem trabalhar nesse sentido.

“A promoção das escolas desportivas para tornar o desporto moçambicano mais competitivo nas várias modalidades são também parte das suas prioridades”, frisou, lembrando uma das últimas intervenções públicas da Lurdes Mutola, pedindo que se criem escolas de excelência para o desporto.

O PR entende que isso não se faz daqui para aqui, mas manifestou o desejo de ver pelo menos uma, lamentando o facto de muitos dos atletas que se fazem ao nível internacional saírem de locais (campos) até desconhecidos. Mas quando ganham, muitos aparecem e aplaudem sem saber em que condições trabalham.

Orientou a Secretaria de Estado do Desporto para que, em coordenação com o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, assegure que os jogos desportivos escolares constituam um mecanismo para fomentar o desporto e desenvolver a cultura física, cimentem a unidade nacional e promovam um espírito de cooperação, inter-ajuda e tolerância entre os jovens.

“Há que fomentar o desporto escolar, viveiro a partir do qual se deve identificar os talentos para alimentar o desporto de alta competição”, repisou.

Falou da necessidade de se revitalizar o desporto universitário como um mecanismo de intensificação de talentos.

Já o secretário do Desporto recordou que Moçambique foi um país de grandes estrelas como Eusébio, Mário Coluna, Matateu, Mário Wilson e mais recentemente Lurdes Mutola, entre outros, por isso é seu desejo resgatar o orgulho do desporto nacional com a busca de melhores resultados. aponta as escolas como os locais onde tudo deve começar, recordando na altura que a educação física e desportos tinham muita força nos estabelecimentos de ensino, que eram os principais viveiros de talentos.

(Salvador Nhantumbo)