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Categoria: Desporto Nacional
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O GOVERNO mostra-se preocupado com o novo adiamento do arranque do Moçambola-2020/21, agora projectado para o dia 9 de Janeiro do próximo ano.

Gilberto Mendes, Secretário de Estado do Desporto, considera que esta indecisão após decisão governamental para início a 15 de Novembro é um mau sinal, pois mostra que o futebol ainda não estava preparado para o regresso.

A insatisfação foi manifestada ontem durante um encontro de trabalho de cerca de três horas entre os clubes, dirigidos pela Liga Moçambicana de Futebol e o secretário de Estado do Desporto.

Na final do mesmo, Gilberto Mendes foi categórico: “o Governo está muito agastado com a situação. Não estamos satisfeitos com a forma como está sendo gerido este processo. Achamos que o Moçambola é uma marca, algo que é muito íntimo, e o Chefe do Estado deu as premissas para que pudesse voltar no seu vigor e com toda sua beleza, mas a nível estrutural temos estado constantemente a arranjar maneiras de sabotar o nosso próprio trabalho”, disse à Imprensa.

O dirigente afirmou que “mostramos esse nosso desagrado com a LMF e vamos fazer também com a Federação. Não estamos satisfeitos. Queremos que o futebol conheça a tranquilidade e que não seja sempre apanágio de o Moçambola ser sempre de operações de resgate, de salvamento porque a competição corre risco de não terminar”, referiu.

Assegurou que a breve trecho será realizado um encontro entre a LMF, Federação Moçambicana de Futebol e SED, do qual “vai sair a decisão final”, assegurou Mendes, que depois sublinhou que “temos que encontrar uma decisão, porque isso não pode se arrastar por muito tempo”.

ESTAMOS A PASSAR UM MAU SINAL

Quando questionado sobre as datas que seriam ideais para o arranque do Moçambola, Gilberto Mendes disse apenas que “o desejo é que comece o mais rápido possível. Foi isso que o Chefe do Estado deu como comando. Disse que o desporto devia começar no dia 15 de Novembro. Não estava na conjuntura dele que no dia 15 as instituições não estivessem organizadas. Estamos a passar um mau sinal, depois de tanto tempo em que estivemos parados. É um mau sinal ao Chefe do Estado... afinal de contas não era preciso que se abrisse a época e o futebol poderia ter ficado para depois”, enfatizou.

Lembre-se que na terça-feira foi anunciada a previsão do arranque do Moçambola a 9 de Janeiro próximo, na sequência da deliberação saída da assembleia-geral ordinária da FMF, no passado sábado, que mantém a época normal, que deverá arrancar no dia 2 de Janeiro próximo e prolongar-se-á até 30 de Novembro de 2021.

ANANIAS COUANA, PRESIDENTE DA LMF: Ninguém está confortável com a situação

O PRESIDENTE da LMF, Ananias Couana, afirmou que “ninguém está confortável com esta situação. Mesmo nós, como dirigentes da LMF, por isso acatamos todas recomendações deixadas”.

O dirigente revelou ainda que a entidade que dirige se reuniu com os clubes logo após a decisão do novo adiamento e houve contentamento no que diz respeito à possibilidade de a prova contar com 14 e não 11 equipas. “Eu acho que é o desejo de todos nós que tenhamos um campeonato mais competitivo com 14 clubes. E isso vai dar não competitividade para os próprios atletas, mas também o objectivo final de todo povo moçambicano, que é termos os Mambas devidamente concorrentes e que se qualifiquem para o CAN”, disse Couana, antes de assegurar que irá igualmente reunir com outros patrocinadores da LMF.

Afirmou que ainda este ano a entidade que dirige irá organizar a sua assembleia-geral extraordinária e o sorteio da prova.