Director: Lázaro Manhiça

CAIU ontem o pano sobre o ano 2020 e dele ficam amargas memórias por culpa da pandemia viral da Covid-19, que paralizou literalmente o desporto nacional. No meio das adversidades, destaque vai para o enorme vazio deixado pela ausência do Moçambola, antes da consolação geral da nação pelo feito da Selecção Nacional de Futebol Sub-20, vulgo  “Mambinhas”, que a 13 de Dezembro conquistaram o Torneio COSAFA e qualificaram-se para o CAN-2021 a ter lugar no próximo mês na Mauritânia.

Os “Mambinhas”, em meio a grandes adversidades, agravadas pelo vazio competitivo em todos escalões, foram a Port Elizabeth, na África do Sul, conquistar o primeiro título da história de Moçambique em eventos futebolísticos internacionais. Para apimentar, os rapazes treinados por Dário Monteiro garantiram a qualificação directa para o CAN-2021, algo que acontece pela segunda vez na história do país.

A glória dos “Mambinhas” surpreendeu meio-mundo e reanimou o país desportivo, sobretudo futebolístico, que andava algo desanimado pela falta de competições, mormente o Moçambola. Bastou um “improvisado” Torneio de Solidariedade para que os “Mambinhas” ganhassem tarimba suficiente para conquistarem a região austral do continente, com exibições sólidas, seguras e arrojadas.

Lesotho, Zimbabwe, África do Sul, Zâmbia e Namíbia fizeram o percurso vitorioso dos “Mambinhas” na terra de Nelson Mandela, de onde saíram sem qualquer golo sofrido. Algo raro! Kimiss Zavala, guarda-redes da Selecção Nacional, foi eleito o melhor do torneio, ele que fez defesas incríveis na competição.

Os “Mambinhas”, mais do que ganhar o Torneio COSAFA, mostraram a todos que com garra e determinação supera-se qualquer tipo de adversidade. Aliás, é que todas as delegações moçambicanas, de diferentes modalidades, sempre justificaram o fracasso nas competições internacionais com o vazio competitivo internamente por força da Covid-19. Em Port Elizabeth os “Mambinhas” não olharam muito para os meios, focaram-se nos objectivos e atingiram os fins, trazendo para Moçambique um inédito troféu. O desempenho dos “Mambinhas” deixou o Governo e sobretudo o Presidente da República rendido, ao ponto de mandar um voo charter para transportar a selecção de volta a Maputo.

Na capital, e não só, “choveram” homenagens. Não era para menos, depois de um ano em que quase tudo falhou desportivamente uma conquista desta dimensão reanima um país pouco bafejado por glórias. Leia mais

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A CONQUISTA do Torneio da COSAFA pela Selecção Nacional de Futebol de Sub-20, em Port Elizabeth, na vizinha África do Sul, foi eleita pelos jornalistas do “Notícias” o acontecimento desportivo nacional do ano.

Os “Mambinhas” conquistaram a prova com distinção, ou seja, sem qualquer derrota e sequer um golo sofrido, algo raro na história da competição regional. Ademais, a vitória dos “Mambinhas” aconteceu num contexto bastante complicado, dado que internamente não houve futebol no ano prestes a findar devido à propagação da pandemia da Covid-19, que parou literalmente a actividade desportiva no país. Para além da conquista do torneio, Moçambique qualificou-se automaticamente para o CAN-2021 de categoria a ter lugar na Mauritânia, em Fevereiro.

Portanto, a conquista dos “Mambinhas” na África do Sul foi essencialmente uma vitória de superação; sem muitos jogos nas pernas, mas imbuídos de auto-estima, disciplina, dedicação e garra lá conseguiram o que Moçambique nunca tinha alcançado em competições internacionais de futebol, que é erguer um troféu.

 O percurso na terra de Nelson Mandela foi feito com vitórias sobre o Lesotho (1-0), Zimbabwe (2-0), empates diante da África do Sul (0-0) e da Zâmbia (0-0 e depois vitória nos penaltes por 5-4) antes de se selar com chave de ouro a participação com um triunfo (1-0) sobre a Namíbia, que valeu o título.

A equipa nacional teve igualmente vários prémios individuais durante do torneio. O destaque vai para a eleição do guarda-redes Kimiss Zavala para melhor da prova.

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O FUTURO da carreira do capitão da Selecção Nacional de Futebol, Dominguez, pode passar por um clube moçambicano e que disputa o Moçambola, cujo início está marcado para 16 de Janeiro.

A possibilidade foi admitida ao nosso Jornal pelo próprio jogador, para quem, além de clubes moçambicanos, está a analisar propostas avançadas por clubes sul-africanos.

O capitão dos “Mambas” está sem clube desde Maio do ano passado, altura em que chegou ao fim o vínculo contratual que tinha com o Bidvest Wits FC, emblema da cidade de Pretória que, entretanto, foi comprado por um empresário sul-africano e mudou de nome para Tshakhuma Tsha Madzivhandila Football Club e de localização para a província de Limpopo. Nesse processo, Dominguez não prolongou o seu contrato com os novos donos do antigo clube e ficou um jogador livre.

Ontem, o atleta admitiu que o seu futuro pode passar tanto por um clube moçambicano quanto sul-africano sem, entretanto, dar nenhuma especificação.

“Acho que na próxima semana o meu futuro estará clarificado”, começou por dizer o atleta, de 37 anos de idade, que, em Moçambique, apenas jogou pelo Desportivo de Maputo.

“Tenho propostas de clubes moçambicanos e alguns sul-africanos. Até próxima semana, acho que tudo estará clarificado em relação ao meu futuro”, disse Dominguez.

Em Moçambique vários clubes aproximaram-se a Dominguez para o ter nos respectivos plantéis mas, ao que soubemos, nenhum acordo foi celebrado devido aos custos associados à sua possível contratação.

De fontes seguras soubemos que o Ferroviário de Maputo e o Costa do Sol terão perguntado sobre o jogador, mas sem acordo.

O Desportivo de Maputo, seu clube de sempre em Moçambique, é uma hipótese, mas numa operação que pode envolver parceiros do clube de modo a conseguir custear o elevado preço da contratação do jogador.

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A UNIÃO Desportiva do Songo empatou ontem sem abertura de contagem com o NAPSA Stars da Zâmbia, em Lusaka, em partida da primeira “mão” da primeira eliminatória de acesso à fase de grupos da Taça de Confederação (CAF).

É um resultado que abre boas perspectivas para a passagem à próxima fase. A UD Songo aguentou a pressão dos zambianos que desde o primeiro até ao último minuto procuraram o golo a todo o custo, com os “hidroelétricos” firmes e bastante seguros no seu último reduto.

Aliás, a equipa moçambicana já vai ganhando experiência neste tipo de competições para as quais ingressou em 2017, com alguns resultados dignos de realce. Na Beira, a UDSongo irá contar para além dos seus adeptos que se vão deslocar de Tete, com o caloroso público local.

Para garantir um lugar na próxima fase, o Songo precisa de vencer o jogo da segunda “mão”, sendo que um empate com golos é fatal, pois colocaria a turma zambiana noutra etapa por conta do golo (s) marcado (s) fora. O embate da segunda “mão” realiza-se a 6 de Janeiro, no Caldeirão do Chiveve.

Saliente-se que os zambianos haviam eliminado o Ngazi das Comores com um agregado de 9-2, um resultado esclarecedor que deixa a nu as diferenças competitivas entre os dois clubes. A UDSongo, por sua vez, esteve isenta da pré-eliminatória por conta do “ranking” da CAF.

Saliente-se que a equipa moçambicana esteve, em 2018, na fase de grupos da Taça CAF, na altura sob o comando de Chiquinho Conde. No ano passado, os “hidroelétricos” estiveram quase a repetir a proeza, mas foram afastados no “play-off” pelos sul-africanos de Bidvest Wits.

Em Lusaka, as equipas entraram com os seguintes “onzes”: 

NAPSA STAR: Shaaban Odhoji; Aaron Kabwe, Lawrence Chungu, Amos Simwanza, Luka Banda, Dickson Chapa, Daniel Odoko, Jacob Ngulube, Timothy Otieno, Austin Banda e Emmanuel Mayuka

UDSONGO: Valério; Ifren, Amorim, Sidique, Bhéu, Daúdo, Thomas, Amadou, John, Belito e Kuwali.

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A UNIÃO Desportiva do Songo defronta hoje(15.00horas)o NAPSA Star FC, da Zâmbia, no Heroes Stadium, em jogo da primeira “mão”da primeira eliminatória de acesso à Fase de Grupos da Taça CAF da presente edição. Estão autorizados para esteembate200 espectadores, no âmbito das restrições impostas pela Covid-19.

A turma “hidroeléctrica”viajou domingo com destino àLusaka e na tarde de ontem, segunda-feira, fez o treino de adaptação ao terreno que vai acolher o jogo, conforme as regras da CAF e FIFA nas competições internacionais.

De acordo com o programa fornecido para este jogo, a União Desportiva do Songo deixa o hotel, onde está hospedado às 13.00horas, duas horas antes do início da partida, comdestino ao local do jogo.

O quarteto de arbitragem designado para esta partida é do Malawi e é chefiado por Gift Vicent Chicco (árbitro-principal), auxiliado por Clement Kanduru e Edward Kambatuwa. O quarto árbitro chama-se Godfrey Philip Nkhananga. A CAF indicouo zimbabweanoBrithton Mudzamiripara comissário,sendo o zambiano Joseph Jabungo, o Oficial para Covid-19.

Apesar de reconhecer o valor do adversário, pelo resultado alcançado nos dois jogos da pré-eliminatória, a União Desportiva do Songo está confiante num bom resultado. O técnico-adjunto dos “hidroeléctricos”, Carlos Manuel (Caló) realçou a necessidade de se jogar com enormes cautelas e disciplina táctica elevada para poder fazer frente a este adversário, que, ao contrário das outras equipas zambianas, não privilegia o futebol britânico, jogando “de pé para pé”, fazendo a construção gradual do jogo, obedecendo todas as etapas para chegar ao ataque. “É uma equipa que flanqueia muito o jogo e faz muitos cruzamentos para a zona de finalização e pode surpreender-nos com essa forma de jogar, se não estivermos muito atentos”, citamos Caló.

Lembrar que a segunda “mão”desta eliminatória vai ser disputada a 6 de Janeiro no campo do Ferroviário da Beira, onde os “hidroeléctricos”fizeram a maioria dos seus jogos internacionais desde que inscreveram o seu nome como clube vencedor de competições em Moçambique. Com a excepção do primeiro jogo nas Afrotaças frente ao Platinum Star, da África do Sul, com que perdeu por 1-0, no Estádio Nacional do Zimpeto, mesmo resultado verificado no jogo da segunda “mão”, na África do Sul, bem como na eliminatória em que foram eliminados pelo Bidvest da África do Sul, onde perderam, também, no Zimpeto, por 1-2, permitindo uma goleada de 6-0, no terreno do adversário, os restantes jogos foram no campo dos “locomotivas”do Chiveve.

Esta é a segunda vez que a União Desportiva do Songo defronta uma equipa zambiana. A primeira vez foi em 2018, com o Nkana FC, da Zâmbia, em jogos de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões, da temporada de 2018/2019, tendo perdido na Beira por 1-2, na primeira “mão”, e depois em Kitwe, por 1-0, na segunda partida dessa eliminatória.

 

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