Director: Lázaro Manhiça

O DESPORTIVO de Maputo, o Incomáti de Xinavane e o Textáfrica de Chimoio, três clubes que haviam sido excluídos do Moçambola-2020/21 por falta de licenciamento, já podem disputar a maior competição futebolística nacional, na sequência de terem sido declarados licenciados pelo Órgão de Primeira Instância (OPI) da Comissão de Licenciamento de Clubes (CLC).

A informação foi tornada pública na quarta-feira pela CLC, que ajunta que as deliberações que culminaram com atribuição de licenças aos três clubes foram tomadas em sessões extraordinárias que tiveram lugar nos dias 14 e 15 do mês em curso, após a submissão da documentação pelo trio.

O júri que deliberou a aprovação destes três emblemas foi composto por José Chuquela (presidente do OPI), António Fumo (vice-presidente), Júlio Mungói (oficial) e Marcelo Manuel (oficial). O documento deste órgão recebido na nossa Redacção indica que o Desportivo, o Incomáti e o Textáfrica comprovaram a observância dos requisitos estabelecidos para os seis critérios de atribuição de licença no contexto do regime excepcional e recomendações de flexibilização da FMF para a emissão de certificado nacional.

Estes três clubes juntam-se aos restantes 11 do Moçambola que garantiram o licenciamento há alguns meses, nomeadamente o Costa do Sol, o Ferroviário de Maputo, a Liga Desportiva de Maputo, a Associação Black Bulls, a Associação Desportiva de Vilankulo, o Ferroviário da Beira, a União Desportiva do Songo, o Matchedje de Mocuba e os Ferroviários de Nampula, Nacala e de Lichinga.

Os cinco critérios de licenciamento exigidos pela FMF, de acordo com os ditames da FIFA e da CAF, são: critério desportivo; infra-estrutura, administrativo, financeiro, legal e estrutural.

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O PRESIDENTE da República (PR), Filipe Jacinto Nyusi, enalteceu ontem a recente conquista do torneio da COSAFA pela Selecção Nacional de Futebolde Sub-20,os “Mambinhas”, bem como o apuramento para o CAN-2021, no decurso de um almoço oferecido à delegação moçambicana no Palácio da Ponta Vermelha.

 “Vocês são ‘Mambinhas’, como se diz, mas eu não creio que sejam ‘Mambinhas’. A frase mais importante do dia para mim é: vocês trouxeram uma resposta inovadora para os moçambicanos e a renovada esperança para este povo. Vocês ergueram bem alto a voz de Moçambique. Vocês permitiram-me que eu dissesse aos meus colegas da SADC que sou campeão. Em nome dos moçambicanos e do meu Governo,felicito-vose agradeço pelo esforço que vocês empreenderam. Não há preço que pague ou compense”, destacou o Chefe doEstado.

No seu discurso, o Presidente da República disse ainda que “vocês não foram um grupo de lamentações. Vocês não têm condições, como não têm outras federações, outras selecções e outras equipas,e nós sentimo-nos mal quando não podemos dar o máximo ou o necessário. Mas vocês disseram não. Nós vamos lutar para provar que, com um pouco de investimento no desporto, alguma coisa pode acontecer.Portanto, encontraram uma forma inovadora para dar alegria aos moçambicanos. Renovaram a esperança porque tivemos uma época difícil em que ninguém tem culpa. Eu gosto de ouvir debates…mas no fundo as pessoas não podem apenas celebrar as vitórias, também devem sentir as derrotas quando existem. Não podemos ser daquelas sociedades em que cada desgraça tem um culpado. O culpado somos nós”, anotou o PR.

Na ocasião, Nyusi lembrou os momentos difíceis porque passou enquanto dirigente desportivo, no Ferroviário de Nampula, sublinhando a importância da credibilidade e do espírito de sacrifício.

“Enquanto dirigente desportivo,passei por várias etapas. Criámos credibilidade, aceitação e isso foi muito importante. Moçambique tem qualidade tanto de jogadores como de treinadores. A prova disso foi demonstrada por Dário Monteiro. Vocês são iguais a qualquer equipa deste continente. Quero-vos garantir que vocês estão num bom caminho. Ontem (terça-feira), queria ter estado convosco, mas não pude. Queria dizer obrigado,jovens, incluindo os vossos técnicos. Fechei o ano com renovadas esperanças. Vocês mostraram grande sacrifício e revoltaram-se com sacrifício. Parabéns”, disse Nyusi.

No seu longo discurso, o Presidente da República lançou um desafio aos atletas, relembrando que as conquistas inéditas alcançadas só podem ser revalidadas por eles próprios. A concluir, o presidente felicitou, igualmente, o esforço empreendido pela Federação Moçambicana de Futebol (FMF), que tudo fez para garantir todas as condições durante a preparação. Leia mais

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FOI em ambiente festivo e de forma apoteótica que a Selecção Nacional Sub-20 de Futebol, vulgo “Mambinhas”, foi ontem recebida, no Aeroporto Internacional de Maputo, pelos secretários de Estado do Desporto, Carlos Gilberto Mendes, e o da Juventude e Emprego, Osvaldo Petersburgo, em nome do Governo moçambicano.

Para além do movimento desportivo designado “Onda Vermelha”, também se fizeram presentes no aeroporto familiares, amigos e curiosos, com vista a renderem uma singela homenagem aos jogadores pela qualificação ao Campeonato Africano das Nações da categoria, que terá lugar  na Mauritânia, e pela conquista do título inédito na 27ª edição do Torneio COSAFA, terminado domingo último na cidade portuária de Port Elizabeth, África do Sul.

A vinda dos representantes moçambicanos, que anteriormente estava prevista para acontecer por via terrestre, acabou sendo anulada, graças à intervenção do governo, que se predispôs a organizar um voo charter, num gesto impulsionado pelo Chefe do Estado.

“Quando a equipa passou para as meias-finais, mobilizámos todas as condições logísticas para que pudesse chegar condignamente ao país. Sempre houve um tratamento digno para as selecções. O regresso dos “Mambinhas” já estava acautelado num voo charter, mas a FMF achou que não deveria ser assim! Depois de o treinador Dário Monteiro ter pedido ao Primeiro-Ministro, voltámos a reactivar a questão do voo charter para os trazer. Este tipo de acompanhamento será permanente e a preparação para Mauritânia começa agora”, destacou Gilberto Mendes.

Com o arranque do CAN à porta, uma  vez que irá arrancar no mês de Fevereiro, dependendo da actual situação epidemiológica do vírus da Covid-19, Gilberto ressaltou que já iniciou um trabalho conjunto entre o SED e a Federação Moçambicana de Futebol (FMF), com vista à coordenação de todas asacções.

“O nosso objectivo é dar algum andamento nas pernas dos jogadores, tendo em conta que as competições ainda não iniciaram. Também é preciso salientar que temos jogadores que não fizeram parte deste conjunto e acreditamos que em Fevereiro a selecção estará mais forte. Tudo isto só será possível num trabalho coordenado”, explicou Mendes.

PR recebe hoje os campeões

O SED anunciou, igualmente, que a delegação moçambicana será hoje recebida pelo estadista moçambicano, Filipe Jacinto Nyusi, ocasião em que será oferecido um almoço aos atletas. A concentração até à Presidência da República será na sede da FMF, donde irão deslocar-se para a Presidência da República.

DÁRIO MONTEIRO, TÉCNICO DA SELECÇÃO NACIONAL: Eles é que são os verdadeiros heróis 

“O mais importante é para os jogadores. Como jogador não tive a oportunidade de participar num Africano da categoria e se estes jogadores conseguiram esta proeza é porque têm boas perspectivas do futuro, mais importante para o treinador ou qualquer outra pessoa, o destaque vai para os atletas porque eles têm um percurso pela frente. Esta oportunidade é única para poderem olhar e valorizar as suas carreiras. Eles é que foram os verdadeiros heróis. Eu apenas ajudei”, anotou Dário Monteiro.

CELTON, CAPITÃO DA SELECÇÃO: Sentimo-nos honrados

“Sinceramente que não esperávamos receber todo este carrinho. Estamos felizes com tudo isto. Sentimo-nos honrados por esta calorosa recepção. Agradecer ao povo moçambicano pela calorosa recepção que nos proporcionou. Não foi fácil lutar com muitas selecções fortes, mas sempre acreditámos que chegaríamos ao CAN. O trabalho em equipa ajudou bastante e nossa crença nos levou longe”.

(RAIMUNDO ZANDAMELA e Fotos de INÁCIO PEREIRA)

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A SELECÇÃO Nacional Sub-20 de Futebol joga amanhã, pelas 15:30 horas, a segunda meia-final do Campeonato da COSAFA, diante da sua congénere da Zâmbia, campeã em título, que venceu ontem o Malawi por 2-0, na terceira e última jornada do Grupo “B”, enquanto Angola, líder do Grupo “C”, medirá forças com a Namíbia, que derrotou os já afastados Comores, por uma bola sem concorrência (1-0), terminando a fase de grupos como a segunda melhor classificada de todos.

Foi necessário esperar até a última jornada para se conhecer os cruzamentos das equipas que iriam para as meias-finais da competição, que apura os dois representantes da região para o CAN-2021 da categoria, agendado para a Mauritânia.

Relembrar que o cruzamento inicial das meias-finais indicava que o primeiro classificado do Grupo “A” (neste caso Moçambique) deveria cruzar-se com o primeiro do Grupo “C” (Angola), sendo que o primeiro do Grupo “B” deverá medir forças com o melhor segundo classificado de todos.

Uma vez que o segundo melhor classificado do torneio veio do Grupo “B” (Namíbia), o mesmo regulamento não permite que o  primeiro e o segundo classificados do mesmo grupo voltem a jogar entre si na prova, razão pela qual alterou-se o formato.

Na verdade, esta será a reedição da final, tida no ano passado, em sub-17, em Blantyre, Malawi, onde a equipa na altura treinada por Victor Matine perdeu com a Zâmbia, por 2-0, depois de ter feito um notável percurso. Embora em contextos diferentes, Moçambique terá  pela frente um respeitável adversário, porém não difícil de se ultrapassar.

Em caso de vitória de Moçambique e Angola, na fase seguinte, assistiremos uma final que irá opor dois países falantes da língua portuguesa e que têm se cruzado por diversas ocasiões.

Anotar que na edição passada realizada em Lusaka os “Mambinhas” perderam as duas primeiras jornadas, primeiro contra o eSwatini (2-0) e depois para Angola (1-0), terminando a fase de grupos com um total de três pontos, o que não foi suficiente para se qualificarem como a segunda melhor equipa dos três grupos, uma vez que Angola, líder deste grupo, foi a primeira selecção a garantir o apuramento após vencer o até então perseguidor directo, eSwatini, por 4-1.

ANGÉLICA SITÓE, MÉDICA DA SELECÇÃO NACIONAL - A equipa está a cem por cento

“FELIZMENTE todos os jogadores estão aptos para o dia de amanhã. Não há registo de nenhum caso clínico. Fomos a tempo de debelar algumas mazelas de jogadores como Kimiss, o guarda-redes, Cleyd e Dias, que também saíram tocados num dos jogos. A equipa está a cem por cento para o jogo de amanhã. No que diz respeito aos cuidados por conta da pandemia da Covid-19, temos observado todas as normas por forma a salvaguardar a saúde dos atletas e de toda a delegação”.

ARNALDO SALVADO, DIRECTOR DO GABINETE TÉCNICO DA FMF - Vamos sem medo

 “É IMPORTANTE referir que se estamos nas meias-finais é por mérito próprio. Temos um bloco defensivo muito forte, bastante sólido e seguro a defender-se. Os jogadores portaram-se bem. Mantendo esta forma de estar em campo e forte espírito de luta, penso que chegamos longe. Não vamos enfrentar a Zâmbia com medo. Não temos receio de dizer que vamos jogar com a Zâmbia para estar na final”.

DÁRIO MONTEIRO, TÉCNICO DOS “MAMBINHAS” - Recuperar os jogadores

“A NOSSA preocupação é recuperar os jogadores e depois amanhã (hoje) pensarmos no nosso adversário. Tivemos uma dupla jornada muito complicada e só tivemos um dia de descanso. Todos sabemos que a Zâmbia é a melhor equipa deste torneio e nós vamos defrontá-la! Se quisermos atingir coisas importantes temos de enfrentar o jogo com determinação. Hoje (ontem) fizemos um treino de recuperação dos jogadores”.

RAIMUNDO ZANDAMELA, em Port Elizabeth

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O PRESIDENTE da República, Filipe Nyusi, defendeu ontem, na cidade de Maputo, que Moçambique deve pautar por uma prática limpa de desporto e longe de todos actos de corrupção que destoam a verdade desportiva.

Intervindo nas instalações daProcuradoria-Geral da República, porocasião do Dia Internacional de Combate à Corrupção, o Chefe doEstado disse ser importante eliminarnesta área de actividade situações como o tráfico de influências, manipulação de resultados e outras práticas de corrupção, que têm como principais protagonistas os dirigentes desportivos.

No entender do Presidente, o fenómeno, que pode ocorrer durante os jogos, leva à falta da verdade desportiva, facto propiciado pela fragilidade dos atletas causada pelo atraso ou falta de pagamento de salários e/ou prémios de jogo.

Todos estes actos, segundo Nyusi, envolvem, regra geral, pessoas que, de forma consciente ou inconsciente, acabam por formar verdadeiras associações para delinquir, usando suborno como principal arma para conseguir os seus intentos, afectando, desta forma, o fair play que caracteriza o desporto.

O mais alto magistrado da nação advertiu que estas práticas configuram crimes que põem em causa a verdade e a ética desportiva.

“A chave para superarmos este desafio é garantir que as medidas de boa governação sejam observadas nos clubes, associações e federações desportivas para, desta forma, ajudar a reduzir os riscos de corrupção e as desigualdades e injustiças associadas.Tais esforços devem ser aprimorados por meio de desenvolvimento e implementação de mecanismos de denúncia no desporto, o que também exige, das instituições, capacidade de agir de forma pronta e isenta sobre a denúncia de delitos”, afirmou.

“Quando o nosso clube de eleição ou a nossa Selecção Nacional entra em competição, todos esperamos uma competição ‘limpa’e justa na qual vença aquele que for o melhor em campo, na pista ou no ringue”, disse.

O Chefe do Estado considera que esta é a expectativa do atleta em campo, do treinador, do patrocinador e de quem acompanha a competição. “Assim, esperamos que o esforço feito na preparação dos atletas, produza os seus resultados, mas quando este figurino é desvirtuado por práticas anti-éticas todos nos sentimostraídos”, referiu, afirmando que a verdade desportiva não deve ser escamoteada.

Reiterou que o combate à corrupção está a ser feito de forma vigorosa no país, explicando que o aumento do número de casos divulgados é reflexo de um trabalho em curso desencadeado contra o fenómeno. 

A datade 9de Dezembro, Dia Internacional de Luta contra a Corrupção, foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2003,com a assinatura da Convenção das Nações Unidas contra à Corrupção.

Moçambique tem celebrado a efeméride, convidando a sociedade a reflectir sobre os malefícios da corrupção, enaltecendo as boas práticas e consolidando o papel desempenhado por cada um de nós no combate a este mal.

HÉLIO FILIMONE

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