O Governador da província da Zambézia, Abdul Razak, orientou, na última  sexta-feira, a cerimónia de inauguração da agência do BCI no Gilé, no âmbito da iniciativa presidencial “Um Distrito, Um Banco”.

 Na sua intervenção, Abdul Razak enalteceu o trabalho do banco, destacando a forma como o programa de bancarização tem estado a crescer na Zambézia. “Dentro em breve vamos inaugurar também uma agência bancária do BCI no distrito de Molumbo” – disse, agradecendo ao banco “pelo trabalho que está a fazer, de incremento do número de agências e balcões.”

Já o administrador do BCI, José Furtado, salientou o papel do seu Banco, que muito tem contribuído “para o alargamento da rede bancária em Moçambique. Estamos muito empenhados na bancarização das zonas rurais, condição necessária para a inclusão financeira das populações”, disse, referindo ainda que 30% das agências do BCI estão situadas nas zonas rurais que, maioritariamente, não estavam bancarizadas.

Segundo a Rádio Moçambique, a agência do BCI no Gilé vai beneficiar, não somente os cerca de 22 mil habitantes deste distrito, mas também as populações do posto administrativo do Alto-Ligonha, impulsionando as actividades económicas locais, com particular incidência para a agricultura, comércio, pecuária e turismo.

Refira-se que é neste ponto do país onde se situa a Reserva Nacional do Gilé, reconhecida pela sua rica fauna, com espécies variadas, que incluem lebres, cães selvagens, manguços, pangolins, hienas, leões, leopardos, gatos selvagens, répteis e várias espécies de aves. 

 

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O investimento de 13 mil milhões de dólares do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) na África Austral está a produzir fortes resultados nos países da região, afirmou o presidente da organização, Akinwumi Adesina.

Na sua intervenção, na cerimónia de abertura da 39.ª cimeira da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), que se realizou no fim-de-semana passado em Dar-es-Salaam, na Tanzania, Adesina enumerou alguns dos investimentos do BAD na região.

No seu discurso, publicado na segunda-feira, por aquela instituição financeira, Adesina destacou o investimento de cinco mil milhões de dólares na Eskom, a empresa pública de electricidade da África do Sul, que considera ser fundamental para o fornecimento de energia no país e na região.

Além disso, o responsável do BAD assinalou o investimento de 114 milhões de dólares nas Ilhas Maurícias, destinados à construção da central eléctrica de St. Louis, que fornece energia a 36% da população.

O apoio à energia hídrica foi um dos pontos referidos por Adesina, que considerou que "o desbloqueamento do potencial do projecto hídrico de Inga, na República Democrática do Congo (RDCongo), deve ser fundamental".

Para o responsável do BAD, o potencial de 44.000 megawatts das várias barragens do Inga poderia possibilitar o fornecimento de energia a toda a região, tendo sublinhado a importância da construção de uma terceira barragem naquela zona na região ocidental da RDCongo.

Adesina recuperou ainda outros projectos, parcialmente financiados pelo BAD, como a expansão do porto namibiano de Walvis Bay, a construção da ponte de Kazungula, entre Zâmbia e Botswana, ou o Corredor Logístico de Nacala, entre Moçambique e Malawi.

No documento, enviado na segunda-feira à Lusa, o BAD refere que pretende apoiar o estabelecimento do Fundo de Desenvolvimento Regional da SADC com 1,2 mil milhões de dólares, com o objectivo de mobilizar recursos domésticos para o desenvolvimento de infra-estruturas e da industrialização regional.

"Vejo um futuro mais brilhante para a região da SADC. Linhas férreas regionais, que ligarão toda a região, cadeias de valor regionais, que impulsionarão a competitividade, zonas agro-industriais especiais, que irão transformar a agricultura numa actividade principal pela região, criando milhões de empregos e bancos energéticos regionais que irão, finalmente, resolver os desafios energéticos na região", concluiu o responsável do BAD.

A 39.ª cimeira da SADC juntou chefes de Estado e de Governo dos 16 Estados-membros - Angola, Moçambique, África do Sul, Botswana, Comores, República Democrática do Congo, Lesotho, Madagáscar, Malawi, Maurícias, Namíbia, eSwatini (antiga Suazilândia), Tanzania, Zâmbia, Zimbabwe e Seychelles - para debater o desenvolvimento regional.

 

 

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A Autoridade Tributária de Moçambique na Zambézia já colectou sessenta e cinco por cento da meta de receita fiscal para este ano, estimada em 1.8 mil milhões de meticais, noticiou a Rádio Moçambique.

 

 

Os dados foram anunciados por Herculano Cintura, Delegado da Autoridade Tributária de Moçambique na Zambézia, à margem de um programa de capacitação promovido por aquela entidade, destinado a estudantes do curso aduaneiro em Quelimane.

 

 

Evento idêntico teve lugar este mês nos distritos de Mocuba, Gurué e Milange, na Zambézia, visando formar disseminadores de informação sobre as vantagens  do pagamento de impostos para o país.

 

 

Herculano Cintura acredita que a capacitação pode contribuir para o alcance da meta de cobrança de impostos estabelecida para o presente ano.

 

 

Alguns participantes no evento elogiaram a iniciativa e comprometeram-se a levar às comunidades a informação sobre a necessidade de pagamento de impostos, como seu contributo para o país.

 

 

A iniciativa visa, igualmente, divulgar a legislação aduaneira, incluindo as recentes alterações feitas ao regulamento do desembaraço aduaneiro.

 

 

 

 

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A primeiradragagem de manutenção dos canais de acesso ao Porto de Maputo inicia em Outubro deste ano, devendo-se prolongar por quatro meses. A operaçãoirá incidir sobre os canais da Matola, KaTembe, Polana, Xefina e Canal do Norte,sendo queserão removidos cerca de 1.4 milhões de metros cúbicos de areia. Serão também mantidas as cotas dos cais dos terminais de Maputo e Matola. Leia mais

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O Governo vai compensar os denunciantes do contrabando de pedras preciosas para travar o negócio ilícito de minérios, anunciou o Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Max Tonela.

"Entre as medidas recentes [no combate ao contrabando de pedras preciosas], está a compensação aos denunciantes", disse Max Tonela, falando a jornalistas, à margem da reunião do Conselho Coordenador do seu pelouro, que terminou quinta-feira na província de Gaza.

As pessoas que denunciarem casos de tráfico de pedras preciosas poderão receber uma compensação pecuniária ou ficar com parte do produto apreendido pelas autoridades.

"Estamos ainda para fechar as discussões sobre o valor e mecanismos de compensação para os denunciantes", declarou.

Ainda sobre o combate ao contrabando de minérios, os serviços de inspecção receberam mais autonomia e foram criados entrepostos para a venda legal de pedras preciosas, acrescentou Max Tonela.

Os entrepostos comerciais vão incentivar os operadores de garimpo a integrar o circuito formal de comercialização de minérios.

Por outro lado, o país está empenhado na entrada no chamado Processo de Kimberley, um mecanismo internacional de certificação de origem de diamantes, que veda o comércio dos chamados "diamantes de sangue" extraídos em zonas de conflitos para financiar guerras.

O ministro dos Recursos Minerais e Energia considerou elevadas as perdas provocadas ao tesouro do Estado pelo contrabando.

"São valores elevados [que o Estado moçambicano perde], não posso adiantar [os números], mas há conhecimento de fenómenos de tráfico por via de fronteiras e aeroportos", declarou Max Tonela, citado pela Lusa.

A cooperação internacional, prosseguiu, também é fundamental para o estancamento do contrabando de pedras preciosas, porque se trata de produtos de pequeno porte, mas de elevado valor comercial.

 

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