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Director: Lázaro Manhiça

O REPRESENTANTE do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) em Moçambique, Pietro Toigo, considerou quarta-feira (23) a Área de Comércio Livre Continental Africana (AfCFTA) uma oportunidade para a industrialização do continente, porque permitirá o aumento do comércio intra-continental.

“A AfCFTAconstitui uma grande oportunidade para a industrialização do continente africano, porque tem potencial para permitir que produtos primários e intermédios sejam transformados no continente”, afirmou.

Toigo falava no âmbito do primeiro fórum de negócios da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), realizado terça (22) e quarta-feira (23) na cidade de Maputo.

A remoção de barreiras ao comércio entre os países africanos vai gerar maior apetência à adição de valor e processamento de matérias-primas, impulsionando a industrialização, acrescentou Toigo.

“Uma maior integração das economias africanas, através da AfCFTA vai criar economias de escala e levar a uma pressão positiva para a transformação de bens e equipamentos no continente”, disse.

O representante do BAD assinalou que África tem recursos à altura de estimularem a industrialização, apontando os recursos minerais, energéticos e agrícolas como activos importantes para a transformação das economias africanas.

“O sector privado africano não deve ter medo da competitividade que será, naturalmente, gerada com a AfCFTA, porque há mais benefícios do que perdas”, enfatizou.

Pietro Toigo apelou aos Estados africanos para ultrapassarem as hesitações em relação ao referido mecanismo, “investindo na implementação” de iniciativas que possam levar à concretização desse objectivo.

A Área de Comércio Livre Continental Africanaentrou em vigor em 01 de Janeiro, tendo o respectivo acordo sido assinado em 2018 por 54 das 55 nações da União Africana (UA).

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A ORGANIZAÇÃO das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) defendeu hoje a industrialização da África Austral como uma “rota importante” para a prosperidade dos Estados, apontando o desenvolvimento de infra-estruturas, energia, agricultura e florestas como prioritário.

“A industrialização da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) é um roteiro importante para o desenvolvimento e prosperidade da região e dos seus povos”, afirmou Jaime Comiche, representante da UNIDO.

Comiche falava sobre o tema “Domesticação da Estratégica e Roteiro de Industrialização da SADC”, inserido no primeiro fórum de negócios da organização, que se realiza na capital moçambicana.

A África Austral deve aproveitar todo o potencial de que dispõe nas mais diversas áreas para promover uma rápida industrialização da região e assegurar mais-valias e cadeias de valor para as suas economias, prosseguiu.

Comiche avançou que o sector energético, infra-estruturas e agricultura devem ser uma base para as actividades de industrialização da região.

“Temos trabalhado com os países da África Austral na assistência técnica na área normativa, padrões de qualidade e eficiência energética, no âmbito da industrialização da SADC”, acrescentou.(LUSA)

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O MINISTRO moçambicano da Indústria e Comércio, Carlos Mesquita, defendeu esta quarta-feira (23) que o país deve deixar de ser um exportador de produtos primários e passar a vender produtos transformados, através de uma aposta na industrialização da economia.

"Temos o desafio de quebrar o paradigma assente na exportação de matérias-primas, passando a exportador de produtos transformados", afirmou Mesquita.

O ministro falava sobre o tema "Domesticação da Estratégica e Roteiro de Industrialização da SADC", inserido no primeiro fórum de negócios da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), que se realiza na capital moçambicana, desde terça-feira (22).

A aposta na industrialização, prosseguiu, vai permitir que os produtos brutos sejam transformados em Moçambique e exportados a preços competitivos, gerando mais-valias para o país.

"Dou o exemplo de grafite. Temos muita grafite em Moçambique, que é a matéria-prima para a produção de lápis, mas é todo exportado em bruto, porque o país não produz lápis, voltando Moçambique a comprar o seu grafite já em forma de lápis", apontou o ministro da Indústria e Comércio.

Mesquita apontou alguns aspectos que considera fundamentais para a industrialização do país: o fortalecimento da capacidade produtiva do tecido empresarial nacional, a formação de mão-de-obra com competências para trabalhar em indústrias, a criação de um ambiente fiscal favorável e o estabelecimento de ligações entre o sector de extracção de matérias-primas e a área da transformação.

"Temos todos os elementos para promover a industrialização de Moçambique, desde que sejam ultrapassados os desafios que se colocam ao salto que o país deve dar", afirmou.

De acordo com o ministro, a disponibilidade de recursos energéticos, minerais e florestais, bem como o potencial agrícola e pesqueiro dão bases a Moçambique para embarcar no processo de transformação da economia.

"Queremos que o valor adicionado aos produtos e bens acabados fique em Moçambique", enfatizou.

O ministro apontou que a recente abertura no país de uma fábrica que produz cimento e a respectiva matéria-prima - o clínquer - e a consequente redução de preço no mercado doméstico mostra que o desenvolvimento de uma indústria transformadora local não é uma utopia.-(LUSA)

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OS produtores do sector familiar arrecadaram 22,1 mil milhões de meticais desde o início da presente campanha de comercialização agrícola, que arrancou em Março último.
O valor corresponde à venda de 703 mil toneladas de produtos diversos, que significa 15 por cento das projectadas. 4.671 mil do plano de produção do sector da Agricultura para a campanha 2020/2021, que é de 11.376 mil toneladas de diversos produtos.
Estes dados foram anunciados pelo director provincial da Indústria e Comércio, Alfredo Nampuio, no decurso da II Sessão Extraordinária do Conselho Executivo, realizada sexta-feira, tendo destacado o mérito da comercialização realizada com recurso a feiras agrícolas nas zonas rurais.
“A comercialização agrícola é um dos mecanismos através do qual as populações têm acesso ao dinheiro com o qual conseguem pagar serviços e bens necessários, fonte de receita do Estado e simultaneamente representa uma plataforma de ligação entre as zonas de produção e os centros de consumo, estimulando o aumento da produção e produtividade agrícola”, explicou. Leia mais
 

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O GOVERNO autorizou a transmissão indirecta da totalidade dos 15 por cento da participação social da Mitsui nas minas de Moatize, na província de Tete,para a ValeMoçambique,SA.

A transacção surge na sequência dopedido apresentadoao Executivo pelaMitsuipara vender a sua participação na estrutura accionista da mina de Moatize, passando a Vale a deter 100 por cento do projecto mineiro.

Esta decisão apresenta-se como primeiro passo concreto para que a Vale, detentora da totalidade das acções da Mina de Moatize, inicie o processo de desinvestimento no projecto.

Em comunicado de imprensa a que o “Notícias” teve acesso, o Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME) refere que o processo de reestruturação da Vale deverá salvaguardar os postos de trabalho e os direitos das comunidades onde a empresa opera, para além de assegurar a continuidade do cumprimento das obrigações legais e dos contratos de bens e serviços. Leia mais

 

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