A AREIA dragada do canal de acesso ao Porto da Beira já pode ser repassada para aterros e obras de construção civil, naquela cidade, desde que o município ou outra entidade interessada comparticipe nos custos da operação daquele tipo de material.

Este posicionamento foi manifestado pelo director executivo da Empresa Pública Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) ao nível da zona centro do país, Augusto Abudo,  falando em exclusivo ao nosso Jornal sobre a intenção manifestada, publicamente, neste sentido, pelo edil Daviz Simango.

A fonte explicou que o canal de acesso ao Porto da Beira tem determinadas particularidades, uma das quais é o facto de estar entre os rios Púngué e Búzi e o Banco de Sofala, que,  constantemente,  drenam não só lodo, mas também areias.

Por esta razão, impõe-se que haja naquele recinto uma instituição encarregue da sua dragagem, sob o risco de o assoreamento tomar conta do local e afectar, negativamente, a plena navegabilidade dos navios que entram e saem do Porto da Beira.

Assim, operam naquele complexo embarcações específicas para a dragagem, cujo lodo  não tem qualquer aproveitamento e é, imediatamente, removido para áreas dispersas, enquanto as areias são repulsadas para uma área identificada para o seu aproveitamento.

Abudo sublinhou, no entanto, que toda a dragagem é suportada pelos CFM, que mantém um contrato-programa com a Empresa Moçambicana de Dragagem (EMODRAGA), com a duração de dois anos.

Conforme apurámos, ainda junto do director executivo de CFM-Centro, num passado recente e aquando da dragagem de emergência do canal de acesso ao Porto da Beira uma acção semelhante teve lugar, porque havia necessidade para se repulsar as areias para a construção do cais-11, que vai ser multi-uso, ligando os cais-10 e 12, existindo agora, neste local,  800 mil metros cúbicos de areias, aproximadamente, que ainda estão a consolidar-se.

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A operadora portuguesa EuroAtlantic Airways manifestou o seu interesse em cooperar com as Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) para permitir o regresso da transportadora de bandeira moçambicana ao espaço europeu, via Lisboa.

“Temos disponibilidade e interesse de cooperar com LAM neste projeto”, declarou à Lusa, em Maputo, o presidente executivo da EuroAtlantic Airways, Eugénio Fernandes.

O plano da LAM é retomar os voos entre Maputo e Lisboa,pelo menos até Março do próximo ano, mas antes disso será lançado um concurso para escolher uma operadora,de modo acooperar com a companhia de bandeira moçambicana.

É neste contexto que uma delegação da EuroAtlantic Airways, integrando o presidente executivo da empresa, esteve em Maputo,para manter reuniões comaLAM e o governo moçambicano.

“No encontro que tivemos com a LAM apresentámos a nossa companhia, falámos das capacidades técnicas e das nossas vantagens competitivas. Achamos que podemos ser um bom parceiro”, afirmou Eugénio Fernandes, destacando a experiência que a companhia possui no mercado moçambicano.

Fundada em 1993,por Tomaz Metello, a EuroAtlantic Airways já voou para mais de 157 países, tendo aterrado em 700 aeroportos, segundo dados da companhia.

Actualmente, realiza voos regulares entre Portugal e outros dois países lusófonos - Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe.

 

 

 

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A reforma do sistema aduaneiro moçambicano foi o móbil de um encontro havido semana passada entre a presidente da Autoridade Tributária de Moçambique (AT), Amélia Nakhare, e os Comissários Aduaneiros (comissários gerais, comissários e subcomissários). A ideia é encontrar formas para melhorar os objectivos institucionais e assegurar maior dinâmica no comércio transfronteiriço.

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Alcides Tamele

O SECTOR privado deve começar a equacionar a aposta em produtos nacionais nas suas actividades como forma de promover a sua transformação e a redução na importação de matéria-prima, que se pode adquirir no país.

O desafio foi lançado ontem pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, durante a visita que efectuou a uma fábrica de produção de sumos, que funciona no distrito de Boane.

Trata-se de uma empresa de capitais portugueses, cuja produção depende da importação de produtos como polpa de diverso tipo de frutas e até açúcar, entre outros.

Filipe Nyusi afirmou que o recurso aos produtos nacionais deve ser feito de uma forma paulatina, respeitando os padrões de qualidade que respondam às exigências do mercado internacional e nacional.

Chamou atenção do Chefe de Estado o facto de esta unidade fabril estar a produzir sumo de malambe, um fruto abundante nas regiões Centro e norte do país, mas que neste caso é importado de Portugal.

“Nas visitas que efectuo pelo país tenho sido confrontado com a necessidade de instalação de fábricas de transformação de fruta. É uma questão que pode ter resposta com este tipo de investimento”, disse o Presidente da República.

Acrescentou que para tal, o Governo deve avaliar a possibilidade de criar facilidades para que investidores possam recorrer aos produtos nacionais, sobretudo fruta.

No entanto, o Presidente da República defendeu que os produtores nacionais também devem começar a apostar mais na qualidade como forma de responder às exigências das empresas transformadoras.

Para além disso, segundo Filipe Nyusi, a melhoria da qualidade na produção deve ter em conta o mercado nacional para satisfazer o consumo populacional.

O Presidente da República reconheceu que há sinais de melhoria da produção e da produtividade, mas é preciso continuar a trabalhar.

“Há muita fruta e diversos produtos pelo país. Vamos continuar a criar mecanismos de escoamento para que estejam ao alcance de todos os mercados do país”, afirmou o Chefe do Estado.

Boane foi o local do início do segundo dia da visita de trabalho que o Chefe do Estado efectua à província de Maputo, para se inteirar do cumprimento do Plano Quinquenal do Governo.

Nesta sua deslocação faz-se acompanhar pelos ministros da Administração Estatal e Função Pública, Carmelita Namashulua, do Interior, Basílio Monteiro, “vices” da Defesa Nacional, Patrício José, e dos combatentes, Maria de Fátima Pelembe, Governadora da cidade de Maputo, Iolanda Cintura Seuane, técnicos de diferentes ministérios e quadros do partido Frelimo.

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O Governo prevê adquirir, até Maio próximo, cinco locomotivas, noventa carruagens, trezentos vagões e cinco automotoras, num investimento estimado em 95 milhões de dólares norte-americanos, provenientes de uma parceria entre os governos de Moçambique e da Índia.

O equipamento, segundo o Ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, será distribuído pelas regiões Centro e Sul do país.

Acrescentou que as locomotivas e vagões trarão uma capacidade adicional no transporte dos minérios de ferro e outros que circulam entre a fronteira de Ressano Garcia e o Porto de Maputo. A perspectiva é transferir para a linha férrea parte da carga que actualmente é escoada por estrada, nomeadamente da N4.

As carruagens, segundo o ministro Carlos Mesquita, serão distribuídas equitativamente pelas zonas Sul e Centro, sendo que no Sul os beneficiários serão os corredores de Goba, Ressano Garcia e Chicualacuala, enquanto no Centro serão Beira-Marromeu e Beira-Moatize.

“A região Norte do país não foi esquecida. Acontece que o corredor logístico do Norte tem um operador privado, cujo acordo de concessão também contempla o transporte de passageiros, pelo que sempre que houver necessidade o operador incrementa a capacidade nos troços Nampula-Cuamba, Cuamba-Lichinga e Cuamba-EntreLagos”, explicou Mesquita.

O processo de aquisição e gestão dos novos equipamentos, carruagens, vagões e automotoras ficará a cargo da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique.

No início deste ano, a companhia ferroviária nacional adquiriu,com base em fundos próprios, cinco locomotivas e trezentos vagões-plataforma,para o transporte de carga em contentores.

As locomotivas, adquiridas nos Estados Unidos da América, têm capacidade para rebocar 2.700 toneladas contra as actuais 1.800 toneladas, o que permite que os CFM satisfaçam as necessidades dos clientes nas linhas de Ressano Garcia e do Limpopo, onde a demanda é maior.

Dados disponíveis indicam também que no Sul a companhia ferroviária está a equacionar a aquisição de mais 90 carruagens para atender à crescente procura do transporte ferroviário de passageiros.

Contas preliminares apresentadas pelo respectivo Presidente do Conselho de Administração, Miguel Matabel, apontam para uma poupança de até dois milhões de randes anuais que eram despendidos no aluguer de equipamentos.

Paralelamente, a companhia está concentrada na reabilitação de infra-estruturas com o objectivo de proporcionar maior segurança na circulação dos comboios. É neste contexto que, em Maputo, foram repostas duas pontes na linha de Ressano Garcia, enquanto se prepara o arranque para breve do projecto de reabilitação da linha de Machipanda, que liga o porto da Beira e o vizinho Zimbabwe.

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