Director: Lázaro Manhiça

A REVITALIZAÇÃO das principais zonas agro-ecológicas para a produção e consequente redução das importações do arroz são as principais linhas de um encontro agendado para este ano, entre o Instituto de Cereais de Moçambique (ICM) e o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER).

Dados avançados ao “Notícias” por Mohamed Valá, director-geral do ICM, indicam que as concertações entre as duas instituições deverão girar em torno da revitalização das zonas agro-ecológicas do arroz, nomeadamente o regadio de Chókwè, na província de Gaza; Mundamunda e Tewe, na Zambézia, entre outras.

A ideia passa por revitalizar, igualmente a Companhia Agro-industrial de Chókwè (CAIC) e a Faproarna, esta última na província da Zambézia, com capacidade para 200 e 150 toneladas de agro-processamento, respectivamente.

“Uma das acções constantes do Plano Quinquenal do Governo 2020/24, na sua prioridade II, é impulsionar o crescimento económico, a produtividade e a geração de emprego, assegurar a transformação e modernização do modo de organização da produção e comercialização para alavancar a produção nacional. É neste quadro que se insere a concertação agendada com o MADER”, enquadrou Valá.

Em Moçambique, o arroz é, a par do milho, um dos dois cereais que constituem a base alimentar da dieta da população, com um consumo per capita estimado em 23 quilos.

Embora o país possua condições agro-ecológicas adequadas para a sua produção, o consumo interno é sustentado através das importações, cujo défice está acima das 500 mil toneladas.

Em quase todo o país, os sistemas de sequeiro e irrigados mostram-se competitivos com a ressalva de o primeiro ser apenas competitivo nos casos em que os custos de comercialização são mínimos, ou seja, em que o produto apresenta fraca mobilidade (a produção, o processamento e o consumo decorrem no mesmo local).

Em relação ao arroz irrigado, estudos disponíveis apontam, por exemplo, que o arroz de Chókwè pode abastecer a cidade de Maputo, principal mercado consumidor do produto e altamente vulnerável à subida do preço.

Especialistas defendem que o arroz produzido no Chókwè para abastecer o mercado da capital é competitivo e apresenta vantagens comparativas em relação às importações da Ásia, como acontece actualmente.

CONVERSAS AOS SÁBADOS

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