Director: Júlio Manjate

A empresa Aquapesca, vocacionada na produção, engorda e processamento de mariscos em cativeiro no país, acaba de abrir uma nova linha de criação de amêijoa no seu laboratório na cidade de Nacala-Porto, mais concretamente na região litoral de Naherengue.

Falando, há dias, ao nosso Jornal, o técnico do laboratório da Aquapesca, Sidónio Juda Chan, refere que com a abertura desta nova linha de produção de amêijoa em cativeiro, a empresa passou a trabalhar com quatro espécies, nomeadamente, o camarão tigre, ostra giga e peixe tilápia, num investimento de pouco mais de 40 milhões de euros.

Presentemente, a nível mundial, é a primeira empresa a produzir sementes de amêijoa, cientificamente denominadas meretrix-meretrix, devido a demanda deste produto no mercado, depois que a Aquapesca viu-se forçada a parar com a produção de larvas do camarão da espécie penaeus monodon (o dito gigante), por algum período, devido ao surgimento do vírus da mancha branca que afectou toda a zona costeira do nosso país onde se processava o pescado deste tipo de marisco.

De acordo com Sidónio Chan, com o aparecimento deste vírus da mancha branca, as actividades da empresa ficaram seriamente afectadas, obrigando-a a abraçar outros projectos que se afiguraram exequíveis, como a produção da tilápia, da amêijoa e ostra.

“Em relação a produção do camarão gigante vamos continuar a produzir mas num sentido de melhorá-lo geneticamente com a produção de larvas para que seja resistente e supere o vírus da mancha branca que existe nas águas nacionais”, explicou Chan.

Falando concretamente da produção em laboratório de amêijoa meretrix-meretrix, que ocorre pela primeira vez a nível mundial, de acordo com Sidónio Juda Chan, foi possível exportar no ano passado para o mercado japonês pouco mais de 25 toneladas deste tipo de marisco produzidas num ambiente de cativeiro.

Para este ano, segundo a nossa fonte, a empresa tem como meta exportar para aquele mercado asiático pouco mais de 100 toneladas de miolos de amêijoa, trabalho que envolve perto de 300 pescadores artesanais nas regiões de Quelimane e Beira.

“Este programa de produção de sementes de amêijoa que introduzimos nas nossas actividades tem em vista suprir a demanda existente deste produto de forma a repor no seu habitat, mais concretamente no rio dos Bons Sinais, em Quelimane, e na zona da Praia Nova, na Beira, contando com a participação dos pescadores artesanais locais”, indicou o técnico da “maternidade”da Aquapesca em Nacala.

Sobre a implementação do processo de engorda de ostras, outro marisco que a Aquapesca se propôs a produzir em cativeiro, o nosso entrevistado disse estar projectado que aconteça com os pequenos pescadores de Quissimajulo, em Nacala-Porto, onde irão receber este produto que já não pode se reproduzir no ambiente natural com vista a impedir a invasão de espécies exóticas.

A produção da Aquapesca tem mercado garantido, sendo que o camarão e ostra têm como destino a Europa, a amêijoa para o Japão e o peixe Tilápia para o consumo interno.

 

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