Director: Júlio Manjate

MOÇAMBIQUE vai concentrar esforços para a implementação dos projectos de produção de energia em carteira com vista a satisfazer a demanda interna e a nível da região, que neste momento tem um défice de mais de 8000MW, um cenário que compromete novos investimentos.

O Presidente Felipe Jacinto Nyusi disse ontem em Gaberone, momentos antes de deixar a capital tswana, onde participou na cimeira da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), que o país terá de fazer esforços para pôr em prática projectos como o da construção de barragens de Mphanda Nkuwa e de Mpwata e Cahora-Bassa Norte.

Para estes e outros projectos de geração de energia para a produção, tanto agrícola como industrial, vai ser necessário mobilizar recursos. Ele revelou que durante a cimeira conversou com alguns dos seus homólogos, os quais aventaram a possibilidade de parcerias para uma solução integrada do problema.

O Presidente Nyusi afirmou que o problema de energia na região é sério e lembrou que Moçambique não é excepção, apesar de ter muitos recursos que o permitem gerar energia para a produção. Citou os casos da Zâmbia e do próprio Botswana, onde o cenário é deveras preocupante, com o primeiro já sem poder produzir na área mineira.

O défice de energia foi uma das grandes questões vistas durante a cimeira, pois a SADC está ciente de que enquanto a situação prevalecer não será possível implementar a estratégia de industrialização, que passa pela disponibilidade deste recurso.

Este quadro torna igualmente difícil a atracção de novos investimentos, o que pode minar os esforços de combate à pobreza na região, pois com indústrias criar-se-ia emprego e riqueza, passando a região a transformar os seus produtos e não os exportar em forma de matéria-prima. Neste sentido, os Estados membros discutiram as modalidades de geração de mais energia, sobretudo através de interligação eléctrica, no âmbito da rede regional Southern Africa Power Pool (SAPP).

Moçambique fornece neste momento energia para a África do Sul, Zimbabwe, Zâmbia e Botswana, estando em carteira um projecto de interligação com o Malawi. Aliás, já existe um acordo nesse sentido, faltando o estudo de viabilidade e seu financiamento. Está igualmente em curso outro projecto para interligação da Tanzania, que ainda não faz parte da rede regional. A acontecer, este país poderá aceder à energia produzida em Moçambique a partir da Zâmbia.

A interligação com o Malawi tem a particularidade de poder beneficiar alguns distritos fronteiriços de Moçambique.

O consumo actual de energia em Moçambique é de aproximadamente 850MW, esperando-se que nos próximos cinco anos a dez anos sejam investidos na rede primária de transporte dois mil milhões de dólares. Os projectos incluem a linha Caia-Nacala (USD700 milhões), espinha dorsal e Mphanda Nkuwa, com quatro mil e quinhentos milhões de dólares.

Entretanto, até 2018 está prevista a implementação de sete projectos de geração de energia, a reabilitação das centrais de Chicamba e Mavuzi, com capacidade para 28MW; a construção das centrais de Moatize (300MW), JINDAL (150MW), Ncondezi (300MW) e Benga (300MW); Central Térmica de Maputo (100MW); Massingir 28MW; Gigawatt (100MW), Projecto Kuvaninga (40MW).

LÁZARO MANHIÇA, em Gaberone

CONVERSAS AOS SÁBADOS

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