Director: Júlio Manjate

O presidente da Comissão Europeia considerou ontem que os sinais da retoma da economia europeia, ainda que frágil, são encorajadores também para Portugal, pois os seus principais parceiros comerciais estão na Europa e o país precisa de investimento externo.

Falando à imprensa portuguesa no final do primeiro dia de trabalhos da cimeira de chefes de Estado e de Governo iniciada na quinta-feira em Bruxelas, José Manuel Durão Barroso apontou que, neste Conselho Europeu, a discussão já "não teve o dramatismo de outras discussões", quando a Europa estava "em situação de crise ou de emergência", sendo possível debater num cenário de uma progressiva recuperação da economia europeia, que, frisou, "interessa imenso a Portugal".

"Já não se está naquela atmosfera de crise, de emergência, mas está-se num ambiente de criação de condições sustentáveis para o crescimento e o emprego, e isso é que é importante para os nossos cidadãos", disse, apontando que os últimos dados já disponíveis do último trimestre relativamente à economia europeia "confirmam a tendência do segundo trimestre, ou seja, uma retoma progressiva, ainda tímida, ainda frágil, muito susceptível a quaisquer riscos, mas de qualquer maneira uma retoma da economia", que é uma boa notícia para os países mais vulneráveis, como Portugal.

"O próprio crescimento que se está agora a verificar na zona euro ena UE é muito importante, porque Portugal, apesar de ter conseguido nos últimos tempos, o que é óptimo, uma diversificação das suas exportações para outros mercados, como a China, como Angola, como o Brasil e outros, a verdade é que os principais parceiros de Portugal estão na Europa", salientou a fonte citada pela agência Lusa.

O presidente do executivo comunitário reforçou que a retoma "interessa imenso a Portugal, que tem de apostar no crescimento baseado nas exportações e também no investimento externo, porque a margem para o aumento da procura interna é relativamente limitada".

Na mesma ordem de ideais, defendeu que as conclusões do primeiro dia da cimeira, "interessam a Portugal, interessam aos países ditos mais vulneráveis", que beneficiarão do reforço da união bancária, assim como da prioridade que os líderes europeus decidiram dedicar à economia digital, como forma de estimular o crescimento e criar emprego, sobretudo para os jovens.

"Muitos jovens andam à procura de emprego, e se há um sector na Europa onde há procura de profissionais é precisamente este, das tecnologias de informação, tudo o que tem a ver com a economia digital, com a informática (...) Os chefes de Estado e de Governo concordaram em dar a esta agenda a maior prioridade", salientou.

Portugal esteve representado na cimeira pelo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, que não prestou declarações após o primeiro dia de trabalhos.

 

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