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Categoria: Economia
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A empresa Vale-Moçambique anunciou ontem que retomou as actividades numa secção da mina da companhia, após uma paralisação de quase duas semanas exigida pela população, que se queixava de poluição.

"Depois das negociações com a população e o Governo e de termos encontrado uma solução, voltamos a operar. Mas há impactos com esta interrupção, que serão registados no mês de Outubro, apesar de serem reduzidos", disse o presidente do conselho de administração da empresa, Márcio Godoy.

O presidente do conselho de administração da Vale Moçambique falava durante uma conferência de imprensa para a apresentação dos resultados financeiros do terceiro trimestre da mineradora brasileira, maior exportadora de carvão mineral de Moçambique.

Márcio Godoy disse que os danos com a paralisação das actividades ainda estão a ser calculados, referindo que a empresa teve de redireccionar equipamentos para outros locais para evitar maior prejuízo com a interrupção.

De acordo com Márcio Godoy, a população localizada nos arredores da mina da Vale, em Moatize, exigiu infra-estruturas sociais nas proximidades das suas comunidades, como forma de evitar que atravessasse a zona de exploração à procura de meios de subsistência.

"Um dos pontos da comunidade era ter mais fontes de água nas proximidades, tanto para consumo humano, como para os animais, e nós acautelamos isso", acrescentou o presidente do conselho de administração da empresa.

A paralisação de uma secção da mina em Moatize aconteceu no dia 04 de Outubro, quando a população invadiu as instalações para exigir o encerramento das actividades devido à poluição sonora e do ar.

Durante a conferência de imprensa, a Vale comprometeu-se a investir mais de oito milhões de dólares em projectos sociais, que vão beneficiar cerca de 16 mil famílias.

A Vale emprega 11 400 trabalhadores, dos quais 93% são moçambicanos e 7% estrangeiros, segundo dados da empresa.