Director: Lázaro Manhiça

A pandemia do novo coronavírus, que assola actualmente o mundo, constitui uma oportunidade para redefinir o continente africano, de modo a que os africanos se possam tornar mais produtivos e auto-suficientes.

Esta declaração é do presidente do United Bank for Africa (UBA), Tony Elumelu, falando hoje numa mesa redonda de alto nível composta por dirigentes africanos, incluindo Ngozi Okonjo e Tidjane Thiam, enviados especiais da União Africana e da mobilização do apoio económico internacional para África.

“Vejo esta pandemia como uma oportunidade para redefinir a África” declarou Elumelu durante a sessão intitulada “Resiliente World (Mundo Resiliente): um apelo africano para uma nova ordem mundial”.

Embora África enquanto continente tem tudo o que é preciso para emergir numa forte economia digital, o presidente do Grupo UBA defendeu um plano de acção que galvanize o continente e torne a África menos dependente da “circularidade da dívida” das nações desenvolvidas, o que, segundo ele, tem sido um grande retrocesso durante décadas.

“Sinto que, ao envolvermos o resto do mundo na prestação de ajuda, temos de procurar uma solução mais fundamental para os desafios de África. Tenho defendido frequentemente um plano de acção ao longo do tempo. Precisamos de mobilizar toda a gente. Se tivermos um plano de acção que mobilize recursos para tratar de questões específicas, então poderemos mitigar este constante pedido de ajuda", salientou.

Explicando melhor, Elumelu afirmou: “a verdade é que temos recursos para ajudar a mobilizar as pessoas. Como fundador da Fundação Tony Elumelu, comprometemo-nos a conceder 100 milhões de dólares para apoiar os jovens empresários africanos e temos vindo a assistir aos resultados positivos que isso tem produzido até agora. É evidente que, se conseguirmos fixar o acesso à electricidade, assegurar a estabilidade do ambiente macroeconómico, garantir a atribuição de prioridades aos jovens, capacitar as nossas pequenas e médias empresas e fixar a migração dos jovens estaremos a caminhar para uma "economia melhor e mais resiliente". "Há uma necessidade urgente de dar prioridade aos nossos jovens e capacitar as nossas PME. As pessoas que trabalham arduamente precisam de ser encorajadas", observou Elumelu.

Tidjane Thiam afirmou que, em vez de depender da ajuda internacional em cada ponto, é necessário que os governos e as instituições invistam em actividades que dêem prioridade aos jovens e criem um melhor ambiente favorável.

"O grande desafio é que não vemos empresários em número suficiente". Tal como acontece na Ásia e na Europa, há necessidade de promover uma classe de empresários para impulsionar a economia africana. Precisamos de preparar mais ´Tony Elumelus´ de África", afirmou. Tidjane prosseguiu, "Sabemos o que é preciso fazer". Precisamos que as instituições governamentais e multinacionais tragam capital para que haja investimento na saúde, em infra-estruturas e afins". Precisamos de nos livrar deste ciclo da dívida, porque o constante reescalonamento e o pedido de alívio das dívidas não é bom para nós, enquanto continente", afirmou Thiam.

A mesa redonda, organizada pelo New York Forum Institute, contou igualmente com a presença dos chefes de Estado africanos, incluindo o Presidente Mahamadou Issoufou do Níger; o Presidente Uhuru Kenyatta do Quénia; o Presidente Alassane Ouattara de Costa do Marfim; o Presidente Macky Sall do Senegal e o Presidente Julius Bio da Serra Leoa.

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