Director: Lázaro Manhiça

UM avião comercial de modelo ainda não identificado caiu, na tarde desta terça-feira (02), sem deixar sobreviventes no Sudão do Sul, país da África.

Segundo reporta o “The Aviation Herald” e a ‘media’local, a aeronave comercial da companhia aérea South Sudan Supreme Airline, registada sob a matrícula HK-4274, faziaum voo charter de Pieri para Yuai, no Sudão do Sul, com oito passageiros e dois tripulantes, quando caiu logo após a descolagem em Pieri,pelas 17:05 locais.

O governador do Estado de Jonglei, Denay Jock Chagor, confirmou, através de um comunicado, que a aeronave com registo HK-4274 se acidentou nas proximidades da pista de Pieri.

“Foi com grande choque e horror que recebi as notícias da queda da aeronave (HK-4274) da South Sudan Supreme Airline que ocorreu hoje,02 de Março de 2021, por volta das 17:05 na pista de pouso de Pieri. Dez pessoas, incluindo os dois pilotos, morreram. As nossas orações estão com seus familiares e aqueles que os amam. Em meu nome e em nome do povo do Estado de Jonglei e da nação compartilho essa mensagem de condolências com as famílias e amigos afectados nessa hora de pesar”, disse Chagor na nota.

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O DIRECTOR do Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT) defende a liberalização organizada da produção de vacinas contra a Covid-19, antecipando que a pressão do mercado clandestino acabará por impor esta solução no futuro.

Numa altura em que os atrasos e a desigualdade no acesso à vacina contra o novo coronavírus nos países mais pobres fazem levantar várias vozes, a favor da liberalização das patentes dos imunizantes já registados, Filomeno Fortes lembrou, em entrevista à agência Lusa, no sábado, que há já um precedente com os medicamentos anti-retrovirais.

Para o médico angolano, especialista em doenças tropicais, neste processo, os chamados países BRICS - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - terão um papel determinante.

“Estou optimista. Com os anti-retrovirais (antes de ser aprovada a liberalização) começou a haver produção clandestina em muitos locais. Neste momento, sabemos que alguns países já estão a fazer pirataria para tentar aceder às fórmulas de composição das vacinas que estão a ser produzidas”, disse Filomeno Fortes.

Segundo o médico, é muito fácil para a Índia, por exemplo, começar a produzir vacinas em quantidade.

“É preferível anteciparmo-nos, a nível mundial, de forma organizada, e abrimos a possibilidade para a produção livre dessas vacinas com controlo” de instituições como o UNICEF, defendeu.

O UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) é responsável, a nível mundial, pelo controlo e distribuição de vacinas como a da febre amarela, cólera ou meningite e está, actualmente, a distribuir as primeiras vacinas anti-Covid-19, que chegam, nomeadamente aos países africanos, através do mecanismo Covax.

O UNICEF, aOMS e a Aliança para as Vacinas (GAVI), que controlam a sua produção e distribuição, neste momento estão praticamente fora da produção das vacinas. - (LUSA)

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O JULGAMENTO do ex-Presidente sul-africano Jacob Zuma por corrupção, num contrato milionário de armas em 1999, começará a 17 de Maio próximo, anunciou ontem o juiz Nkosinathi Chili.

As primeiras audiências do julgamento do caso, que se arrasta na justiça da África do Sul há mais de 20 anos, vão realizar-se de 17 de Maio a 20 de Junho de 2021, disse à Lusa uma porta-voz do Ministério Público sul-africano.

De acordo com a porta-voz do Ministério Público (NPA, na sigla em inglês), o caso foi "certificado (ontem) como apto para julgamento" pelo juiz Nkosinathi Chili, em concordância com uma directiva do Tribunal Criminal de 7 de Novembro de 2018.

O ex-chefe de Estado sul-africano e o representante da empresa francesa de armamento Thales, que também é acusadode corrupção, extorsão e branqueamento de capitais no caso, não compareceram na audiência de ontemno Tribunal Superior de Pietermaritzburg, segundo a porta-voz.

"Outras datas subsequentes serão determinadas pelo juiz que preside ao julgamento, dependendo da retoma das viagens internacionais devido às restrições da Covid-19, que pode afectar a deslocação do estrangeiro das testemunhas e do representante da Thales", adiantou Natasha Kara.

A porta-voz do NPA precisou que o Estado sul-africano convocou 217 testemunhas para este julgamento,que se tornou conhecido no país como "o negócio das armas".

Neste processo, Jacob Zuma é acusado de associação ilícita, corrupção, branqueamento de capitais e fraude por envolvimento em centenas de operações, supostamente fraudulentas, a favor de um contrato milionário de aquisição de armamento assinado no final dos anos 1990 com a empresa francesa Thales.

O ex-Presidente sul-africano (2009-2018) enfrentará 16 acusações de fraude, tráfico de influência e extorsão, relacionadas com a compra de aviões de caça, barcos de patrulha e equipamentos militares da Thales, quando era vice-Presidente de Thabo Mbeki.

Zuma é acusado de ter recebido cerca de quatro milhões de randes(cerca de 20 milhões de meticais) em subornos, como parte de um contrato global no valor de cerca de 49,9 mil milhões de randes (255,6 mil milhões de meticais) com a gigante francesa do sector da defesa e aeroespacial.- (LUSA)

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O SECRETÁRIO-GERAL das Nações Unidas, António Guterres, condenou esta segunda-feira (22) o ataque a uma missão do Programa Mundial de Alimentação (PMA) na República Democrática do Congo (RDCongo), que resultou na morte do embaixador italiano no país.

Guterres ordenou a realização de uma investigação imediata, para apurar os autores do ataque.

Através do seu porta-voz, Stéphane Dujarric, Guterres expressou condolências às famílias dos mortos e aos seus países, assim como ao PMA e à equipa da Organização das Nações Unidas (ONU) na RDCongo.

“O secretário-geral apela ao governo da República Democrática do Congo para investigar rapidamente este hediondo ataque” e “levar os responsáveis à justiça”,assinalou o porta-voz, citado pela agência noticiosa Efe, durante a sua conferência de imprensa diária.

Durante o dia de hoje, o executivo da RDCongo tinha já prometido fazer “todo o possível para descobrir quem está por detrás” do “vil assassínio” do embaixador Luca Attanasio, morto a tiro num ataque armado a um comboio do PMA, durante uma visita perto de Goma, no leste da RDCongo, segundo fontes diplomáticas.

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A COMISSÃO encarregada de investigar a corrupção estatal generalizada durante a liderança do ex-Presidente sul-africano Jacob Zuma pediu ontem, junto do Tribunal Constitucional, dois anos de prisão para o antigo chefe de Estado, por este se recusar testemunhar.

Desde a criação desta comissão de inquérito, em 2018, que Zuma, implicado em cerca de 40 audições, tem multiplicado as manobras para evitar ter de se explicar, acumulando recursos ou invocando o seu direito ao silêncio.

Depois de meses de tentativas da comissão de inquérito em levar Zuma a tribunal, o seu líder, o juiz e actual vice-presidente da Justiça da África do Sul, Raymond Zondo, apresentou um recurso urgente junto do Tribunal Constitucional para que o ex-Presidente, que liderou o país entre 2009 e 2018, fosse punido por “intencional e ilegalmente” se recusar a fazer avançar a investigação, noticiou a agência France-Presse.

Em 15 de Fevereiro, Zuma, mais uma vez, desrespeitou a comissão anti-corrupção, perante a qual tinha sido convocado.

No entanto, desta vez, o antigo Presidente ignorou uma decisão do Tribunal Constitucional, emitida em Janeiro, que o obrigava a comparecer e que lhe negou o direito de permanecer em silêncio.

A comissão instou agora a mais alta instância da justiça sul-africana a decidir-se sobre o que considera ser a mais recente afronta de Zuma perante os tribunais do país.

Na opinião da comissão de inquérito, as atitudes de Jacob Zuma configuram-se como um “desprezo pela justiça” e, confirmando-se, este deve ser enviado para a prisão.

Na semana passada, Zuma afirmou estar certo de que o desejo de Zondo o ver na prisão seria concedido, tendo acusado o presidente da comissão de “propaganda política”.

O actual Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, que fez da luta à corrupção uma das suas principais bandeiras, alertou ontem para as possíveis consequências das declarações do seu antecessor.

A decisão apresentada ontem junto do Tribunal Constitucional segue o anúncio feito na semana passada por Zondo,segundo o qual o ex-estadista teve a oportunidade de apresentar as suas razões perante esta comissão para não comparecer.

No início do mês, Jacob Zuma afirmara que preferia ser preso do que cooperar com a comissão de inquérito enquanto esta for presidida por Zondo. - (LUSA)

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