Director: Júlio Manjate

Tem lugar hoje, as cerimónias de celebração do septuagésimo aniversário da morte de mineiros moçambicanos vitimas da tragédia de WatervalBolven, no distrito de Ehlazine, província de Mphumalanga, na África do Sul.

A data é assinalada todos os anos pelos sul-africanos e o por membros do Governo moçambicano em memória dos 63 mineiros moçambicano vítimas do acidente ferroviário de WatervalBolven.

O sinistro foi causado pelo descarrilamento de uma locomotiva de passageiros, ocorrido no dia 15 de Novembro de 1949.

A delegação moçambicana é representada por membros do governo da província do Maputo, este ano chefiada por Olga Manjate, que já se encontra no local onde vai acolher as cerimónias, e conta ainda com a participação da representação da embaixada da República de Moçambique naquele país, e do consolado da cidade de Nelspruit.

Entretanto, o último sobrevivente conhecido pelas autoridades moçambicanas morreu em 2017, que era a melhor fonte que conhecia a história das 63 vítimas.

O evento vai iniciar com uma deposição de uma coroa de flores no monumento local onde foram sepultados e vai terminar onde ocorreu o acidente ferroviário, com a realização de algumas actividades culturais e discursos de ocasião.

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A Polícia brasileira informou, ontem, que prendeu quatro pessoas no Aeroporto Internacional de São Paulo, um dos mais movimentados do país, quando tentavam embarcar em voos internacionais com droga destinada a Portugal, Angola e Moçambique.

Segundo um comunicado da Polícia Federal, um casal de brasileiros foi preso no sábado quando pretendia embarcar para Portugal com quase seis quilos de cocaína na mala.

O casal, do estado do Paraná, de 37 e 35 anos de idade, teve as malas analisadas pelos agentes da Polícia Federal, por raio-x, e foram presos após os peritos encontrarem a droga oculta.

Na sexta-feira passada, uma mulher, de Angola, 36 anos de idade, foi também detida, ocultando, sobre a roupa, uma espécie de cinta contendo dois quilos de cocaína, distribuída por oito volumes.

A mulher, que tentava embarcar no voo para Angola, disse à Polícia que foi ameaçada de morte por um traficante, caso recusasse transportar a droga.

A outra prisão aconteceu na tarde de quinta-feira, quando um brasileiro, de 19 anos de idade, tentava passar pelo controlo com quase três quilos de cocaína econdida em fundos falsos de uma mala de mão. O homem pretendia embarcar para Moçambique.

As autoridades brasileiras informaram que os presos foram conduzidos aos presídios estaduais onde ficarão a aguardar pelo desenvolvimento dos respectivos processos criminais já em curso.

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A forte seca que afecta vastas áreas no sul de África está a ameaçar de fome cerca de 45 milhões de pessoas, divulgou quinta-feira (7) a organização não-governamental Oxfam.

Fornecimentos urgentes de alimentação estão planeados para zonas da África do Sul, Zâmbia, Zimbabwe e outros países que foram atingidos por uma combinação de chuva escassa e temperaturas elevadas.

“Estamos a testemunhar milhões de pessoas que já são pobres, a enfrentarem uma insegurança alimentar extrema e a esgotarem as suas reservas, devido à combinação de choques climáticos que atingiram, sobretudo, as comunidades que já estavam vulneráveis. Estas precisam de ajuda urgente”, afirmou Nellie Nyang’wa, director da Oxfam para o sul de África.

“A dimensão da devastação da seca através do sul de África é espantosa”, acrescentou.

Partes do Zimbabwe registaram as precipitações mais baixas desde 1981, contribuindo para colocar mais de 5,5 milhões em risco de insegurança alimentar extrema, avançou a Oxfam, em documento divulgado na quinta-feira.

A área da Zâmbia, que é grande produtora de milho, foi atingida fortemente, com as exportações a serem proibidas, colocando 2,3 milhões em insegurança alimentar, segundo a Oxfam e a Cruz Vermelha da Zâmbia.

A seca também degradou a disponibilidade alimentar em Angola, Malawi, Moçambique, Madagáscar e Namíbia, segundo a Oxfam.

A região sul-africana só em um dos últimos cinco anos recebeu a precipitação considerada normal, o que atingiu em particular os pequenos agricultores, que dependem da chuva para as suas sementeiras, adiantou o Programa Alimentar Mundial, na semana passada.

As agências alimentares da ONU planeiam distribuir ajuda alimentar de emergência a 11 milhões de pessoas nos próximos meses.

Dois ciclones cataclísmicos atingiram Moçambique, Zimbabwe e outros países da zona no início deste ano, destruindo várias sementeiras, designadamente de milho.

Sem a precipitação normal, os agricultores de subsistência estão muito pressionados para recuperar da destruição provocada pelas tempestades tropicais.

“A mistura sucessiva de secas e inundações tem sido catastrófica para muitas comunidades. Em muitas das áreas afectadas não existe água potável suficiente, o que significa que as pessoas e os animais – tanto o gado como os selvagens – estão a usar os mesmos pontos de água”, afirmou Kaitano Chungu, secretário-geral da Cruz Vermelha da Zâmbia.

“Isto é inaceitável, uma vez que expõe as pessoas a doenças e cria um risco acrescido de ataques por parte dos animais” selvagens, adiantou.

Algumas famílias nas áreas mais afectadas estão a sobreviver à escassez alimentar alimentando-se de fruta e raízes selvagens, disse Chungu.

A seca também está a afectar a vida selvagem na região. Pelo menos 105 elefantes morreram no Zimbabwe devido à falta de água e vegetação, informaram os serviços dos parques nacionais do país.

 

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Uma juíza nova-iorquina ordenou, ontem, que o Presidente norte-americano, Donald Trump, pague dois milhões de dólares, no quadro de um processo de má utilização de fundos da sua Fundação, entretanto mandada encerrar.

Donald Trump é acusado de utilizar a Fundação homónima de beneficência para seus interesses políticos e empresariais.

Já em Dezembro, a juíza Saliann Scarpulla tinha formalizado um acordo para o encerramento da Fundação Trump e distribuição de cerca de 1,7 milhão de dólares de fundos remanescentes a várias organizações não lucrativas.

A AP enviou uma mensagem de correio electrónico aos advogados de Trump a pedir um comentário, mas ainda não o recebeu.

A procuradora-geral do Estado de Nova Iorque tinha apresentado uma queixa no ano passado, alegando que Trump e a família usavam de forma ilegal a sua fundação, como uma extensão dos seus negócios e da sua campanha eleitoral.

A procuradora-geral, Letitia James, tinha então apresentado a intenção de obter uma restituição de 2,8 milhões de dólares do presidente, que foram agora reduzidos pela juíza Scarpulla para dois milhões.

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Os democratas na Câmara de Representantes do Congresso dos EUA anunciaram, ontem, que vão proceder às primeiras audiências públicas do inquérito para a destituição de Donald Trump, na próxima semana.

A Câmara de Representantes aprovou na passada semana a fase pública do inquérito para a destituição de Donald Trump, acusado de abuso de poder no exercício do cargo, por ter pressionado o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, a investigar as actividades junto de uma empresa ucraniana do filho de Joe Biden, ex-vice-Presidente e actual adversário político do Presidente norte-americano.

Ontem, Adam Schiff, representante Democrata, usou a sua conta da rede social Twitter para anunciar que três funcionários do Departamento de Estado testemunharão nas primeiras audiências públicas do inquérito, na próxima semana, nos dias 13 e 15.

Schiff disse que para as primeiras audiências serão convocados William Taylor, o principal diplomata norte-americano na Ucrânia, George Kent, diplomata de carreira, e Marie Yovanovitch, ex-embaixadora dos EUA na Ucrânia, demitida por Donald Trump no passado mês de Maio.

Estas três testemunhas já tinham falado em privado com os membros da comissão de inquérito, mas comparecerão agora para sessões públicas, para relatar o seu conhecimento sobre as relações diplomáticas entre os EUA e a Ucrânia e sobre as alegadas pressões de Donald Trump sobre o Governo ucraniano.

A testemunha mais relevante para as intenções do Partido Democrata deverá ser William Taylor, que já confessou, em privado, ter percebido a existência de uma condição de troca essencial (‘quid pro quo’) entre o fornecimento de ajuda financeira ao exército ucraniano e a instrução de investigações ao filho de Joe Biden.

Este ‘quid pro quo’ é o argumento utilizado pelos Democratas na Câmara de Representantes para pedir a destituição do Presidente, considerando que essa pressão se adequa ao quadro de “crimes e delitos graves” que a Constituição considera serem razão suficiente para o processo de ‘impeachment’.

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