Director: Júlio Manjate

O Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, defendeu ontem  que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) deve estar mais ao serviço dos povos e cidadãos e não se limitar a ser um fórum de entidades estatais.

"No âmbito da CPLP, temos que trabalhar em conjunto para que essa comunidade seja cada vez mais uma comunidade de povos e de cidadãos do que de Estados", afirmou o chefe de Estado cabo-verdiano, falando após se encontrar, em Maputo, com o seu homólogo  Filipe Nyusi, que esta quarta-feira foi empossado para o segundo mandato presidencial.

O Presidente de Cabo Verde, que exerce a presidência rotativa da CPLP, assinalou que o aprofundamento dos vínculos entre os Estados da organização lusófona passa igualmente por uma maior aproximação entre os povos.

Com Moçambique, prosseguiu, Cabo Verde pretende identificar áreas de cooperação, para que os laços na área diplomática se traduzam em resultados práticos para os cidadãos dos dois países.

"Falámos da necessidade de reforço do nosso relacionamento bilateral e para isso vamos acertar, brevemente, uma data para uma visita minha, de Estado, aqui a Moçambique", acrescentou Jorge Carlos Fonseca, citado pela lusa.

O turismo, transportes, agricultura, desporto e energias renováveis são domínios em que os dois países poderão cooperar, frisou.

A CPLP é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

 

 

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Um número recorde de 45 milhões de pessoas sofrem a ameaça de fome nos países da África Austral devido à seca, às inundações e às dificuldades económicas nos respectivos países, alertou ontem a Organização das Nações Unidas.

“A actual crise de fome atinge dimensões nunca vistas e as nossas observações no terreno mostram que vai ainda piorar”, advertiu num comunicado a responsável regional do Programa Alimentar Mundial (PAM), Lola Castro.  

A ponta sul continente africano sofre desde há cinco anos de um importante défice de chuvas, agravado pela repetição de episódios de anomalia climática, conhecidos por El Niño, que afectam gravemente as colheitas agrícolas de dezasseis países, na sua maior parte muito pobres.  

O aquecimento global das temperaturas tem vindo a provocar na região tempestades ou ciclones cada vez mais violentos.  

No ano passado, o ciclone Idai causou inundações catastróficas em Moçambique, Zimbabué e Maláui, deixando atrás de si um rasto de um milhar de mortos e vários milhões de sinistrados e estragos consideráveis.  

O PAM estima que este ano terá que prestar auxílio a 8,3 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar no Zimbabué, Zâmbia, Moçambique, Madagáscar, Namíbia, Lesoto, Suazilândia e Maláui. 

A agência da ONU reiterou hoje o seu apelo ao auxílio da comunidade internacional e dos doadores bilaterais e multilaterais internacionais, fazendo saber que dispõe até agora de apenas 205 dos 489 milhões de dólares necessários para financiar os seus projetos de ajuda urgente. 

 

 

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O PRIMEIRO-MINISTRO russo, Dmitri Medvedev, apresentou ontem a sua demissão e da sua equipaao Presidente Vladimir Putin, que aceitou o pedido, significando a queda do Governo.

Segundo escreve a agência noticiosa Tass, após o anúncio feito de surpresa, Putin agradeceu a Medvedev“pelos serviços prestados”, mas observou que o gabinete do primeiro-ministro demissionário não cumpriu todos os objectivos estabelecidos.

“Nós, como Governo da Federação russa, devemos dar ao Presidente os meios para tomar todas as medidas necessárias. Por isso, (…) o Governo no seu todo renuncia”, disse Medvedev, citado pela Tass.

Os meios de comunicação social russos noticiaram ontemque Vladimir Putin planeia nomear Medvedev como vice-presidente do Conselho de Segurança.

Medvedev, um aliado de Putin de há longa data, é primeiro-ministro desde 2012, tendo ocupado o cargo de Presidente da Rússia entre 2008 e 2012.

Putin pediu ao gabinete do primeiro-ministro demissionário para se manter em funções até que um novo Executivo seja nomeado e empossado.

A renúncia de Medvedev aconteceu momentos depois do discurso de Vladimir Putin sobre o estado da nação, em que o Presidente propôs a realização de um referendo sobre reformas da Constituição para reforçar os poderes do Parlamento, preservando o carácter presidencial do sistema político que dirige há 20 anos.

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UM vídeo divulgado pelo jornal americano“The New York Times”, na quinta-feira,revela um momento em que o avião ucraniano que caiu no Irão, deixando 176 mortos, é atingido por um míssil.

“Para analisar o vídeo, confirmámos que ele foi filmado perto da rota de voo do avião a partir de Teerão. Ele mostra uma explosão quando um míssil atingiu o avião, mas o avião não explodiu: continuou a voar por vários minutos e voltou para o aeroporto”, escreve a publicação.

“CIENTIFICAMENTE IMPOSSÍVEL”

O chefe de aviação do Irão, Ali Abedzadeh, disse,por seu lado, que é “cientificamente impossível”que um míssil tenha atingido o avião ucraniano que caiuna quarta-feira nos arredores da capital iraniana.“Esses rumores não têm lógica”, disse Abedzadeh à agência estatal iraniana ISNA.

Em entrevista à CNN, Abedzadeh também disse que “se um foguete ou um míssil atinge um avião, ele cai em queda livre”. 

Na quarta-feira, a companhia aérea do avião, Ukrainian International Airlines, declarou em comunicado que a chance de erro humano ter causado a queda da aeronave era “mínima”.

Um relatório apresentado por oficiais iranianos que investigam a queda do avião Boeing 737 afirmou que a aeronave pegou fogo antes de cair.

Segundo a agência de notícias Mehr, o relatório contou com depoimento de pessoas que estavam numa outra aeronave que sobrevoou o local e de testemunhas da queda do avião.

A aeronave desapareceu do radar quando chegou em altura de 2,4 mil metros e teria caído por causa de um problema técnico não especificado logo apósdescolar.

O Boeing que caiu foi construído no ano de 2016 e era considerado pela empresa norte-americana como uma das aeronaves mais seguras da marca.

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Os ataques do Irão contra bases norte-americanas no Iraque, na madrugadada última quarta-feira, aumentaram os receios de uma espiral de violência e de um agravamento da tensão no Médio Oriente.

A televisão estatal iraniana afirmou que os mísseis disparados sobre as bases norte-americanas deixaram 80 mortos. No entanto, o Presidente Donald Trump desmentiu a informação, assegurando: “Todos os nossos soldados estão seguros e as nossas bases militares sofreram apenas pequenos danos”.

Em entrevista à DW, José Pedro Teixeira Fernandes, investigador do Instituto Português de Relações Internacionais, afasta, para já, um cenário de guerra mundial, apesar dos riscos e do impacto que os últimos acontecimentos podem ter na estabilidade no Médio Oriente.

DW África:Depois dos ataques destaquarta-feira, muitos dos nossos ouvintes têm comentado que receiam uma retaliação dos EUA e “em dobro”. É algo que se pode esperar nos próximos dias?

José Pedro Teixeira Fernandes (JPTF): Para já, penso que, da parte dos Estados Unidos, e se efectivamente os ataques que terão ocorrido à base norte-americana no norte do Iraque não tiverem causado danos significativos, poderá não haver nenhuma reacção significativa ou resposta militar. Julgo que o Irão está, neste momento, com uma situação de necessidade de ter que dar uma resposta para “consumo interno”, no sentido em que o general iraniano Soleimani era, obviamente, uma figura muito importante do ponto de vista militar e também com prestígio grande dentro do Irão. Por outro lado, o próprio Irão fez todo um discurso de reacção, vingança e retaliação. E, nestes últimos dias, as cerimónias fúnebres e toda a emoção e sentimento nacionalista alimentou ainda mais esse processo.

DW África:Acha que o Irão poderá, em breve, avançar para uma resposta nuclear ou isso seria ir demasiado além, neste momento?

JPTF:Eu penso que isso, no imediato, está afastado. Não estou a dizer queo problema nuclear está afastado de maneira nenhuma. Mas precisamos de perceber que, mesmo no cenário mais rápido de o Irão avançar com o seu programa nuclear no sentido de enriquecer urânio e poder, efectivamente, usá-lo para fins militares, tudo indica que seria necessário à volta de um ano (para o fazer). Eu julgo que o Irão vai fazer aqui um jogo mais subtil - aliás, como foi a sua própria declaração de saída do acordo nuclear, na realidade, não fechando concretamente a porta ao acordo, (mas) dando mais um passo de saída. Porque isto para o Irão levanta também um dilema muito grande. Se, efectivamente, começar a haver essa percepção de que o Irão está a avançar decisiva e rapidamente para o enriquecimento de urânio, ou seja, a aproximar-se do programa nuclear, seria praticamente inevitável que, da parte dos Estados Unidos ou de Israel, houvesse uma resposta. E, neste momento, da parte do Irão, isso seria também extraordinariamente mau porque nós não podemos deixar de ter em conta que, se o Irão tem uma presença expressiva no exterior, na Síria, no Iraque, no Iémen, no Líbano, isso tem custos muitos grandes para o país em termos militares e de financiamento, e a sua população está também numa situação difícil.

DW África:Portanto, acha exagerado dizer-se que a morte do general iraniano, seguido deste ataque, são sinais claros de que se pode estar à beira de um conflito armado? Há quem diga até que se está perante uma possível Guerra Mundial…

JPTF: Um conflito armado não é um conflito nuclear. Se falamos num conflito armado no sentido de poderem existir acções militares mais ou menos localizadas, de retaliação de um lado e de outro, isso infelizmente é plausível e possível. Quanto às consequências para o resto do Médio Oriente e no limite para a tal questão da III Guerra Mundial, sinceramente julgo que serão muito exageradas. Obviamente que há aqui riscos e que não podemos subestimar o impacto que isto tem na estabilidade do Médio Oriente e na estabilidade internacional.

DW África:Este ataque dos Estados Unidos pode ser visto como uma espécie de manobra de diversão em ano de eleições, numa altura em que Donald Trump se prepara para enfrentar um processo de destituição?

JPTF:Este ataque terá dois tipos de explicações: uma na lógica da política interna dos Estados Unidos, e aí parte do argumento importante é esse que referia. Certamenteno cálculo político de Donald Trump pesou a questão do “impeachment”, e pesou também provavelmente o entendimento que “isto vai tornar mais difícil a tarefa da oposição democrata, numa altura em que o país está envolvido numa tensão internacional e ainda é preciso mobilizar o interesse nacional”. Mas também me parece excessivo explicar tudo por aí, porque há também aqui uma outra faceta externa que terá pesado. Os Estados Unidos têm aqui um problema também de credibilidade junto do Médio Oriente e dos seus aliados, porque (nos últimos meses)vários dos seus aliados (como a Arábia Saudita e os países do Golfo) foram afectados. E os Estados Unidos enfrentam também uma competição de influência na região, por exemplo, da Rússia. E, infelizmente, a linguagem da força conta muito no Médio Oriente. Por isso, eu interpreto isto também muito como uma tentativa da parte dos Estados Unidos e de Donald Trump de marcarem o terreno, em como continuam a ser a potência liderante e a potência que tem supremacia nesta questões.

(DWÁfrica)

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