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Categoria: Internacional
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O Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, defendeu ontem  que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) deve estar mais ao serviço dos povos e cidadãos e não se limitar a ser um fórum de entidades estatais.

"No âmbito da CPLP, temos que trabalhar em conjunto para que essa comunidade seja cada vez mais uma comunidade de povos e de cidadãos do que de Estados", afirmou o chefe de Estado cabo-verdiano, falando após se encontrar, em Maputo, com o seu homólogo  Filipe Nyusi, que esta quarta-feira foi empossado para o segundo mandato presidencial.

O Presidente de Cabo Verde, que exerce a presidência rotativa da CPLP, assinalou que o aprofundamento dos vínculos entre os Estados da organização lusófona passa igualmente por uma maior aproximação entre os povos.

Com Moçambique, prosseguiu, Cabo Verde pretende identificar áreas de cooperação, para que os laços na área diplomática se traduzam em resultados práticos para os cidadãos dos dois países.

"Falámos da necessidade de reforço do nosso relacionamento bilateral e para isso vamos acertar, brevemente, uma data para uma visita minha, de Estado, aqui a Moçambique", acrescentou Jorge Carlos Fonseca, citado pela lusa.

O turismo, transportes, agricultura, desporto e energias renováveis são domínios em que os dois países poderão cooperar, frisou.

A CPLP é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.