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Categoria: Internacional
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O ZIMBABWE entra hoje em confinamento de 21 dias, numa tentativa de conter a disseminação do coronavírus, que já fez um óbito de um total de cinco pessoas infectadas.

O anúncio foi feito sexta-feira pelo Presidente Emmerson Mnangagwa, que justificou que a decisão foi tomada depois que o Governo foi avisado de que o país enfrentava "potenciais ameaças graves", apesar de ter registado apenas cinco casos confirmados da Covid-19 até ao momento.

Num discurso em Harare, Mnangagwa disse que todos os serviços não essenciais deveriam interromper completamente as operações nos próximos 21 dias, enquanto as lojas e os mercados de alimentos irão operar sob a supervisão das autoridades de saúde.

Além dos mercados de alimentos, as indústrias que produzem alimentos, água e produtos sanitários também permanecerão abertos.

O Presidente Mnangagwa disse que o seu Governo está a trabalhar de forma a apoiar as empresas e a economia.

“À luz de paralisações em todo o mundo, o Governo galvanizará a indústria e as faculdades locais para produzir o que pudermos localmente; isso inclui a fabricação de desinfectantes, equipamentos de protecção individual e medicamentos", disse.

Como parte das medidas restritivas, todo o transporte público será paralisado, excepto a estatal ZUPCO (Zimbabwe United Passenger Company) e os autocarros dos funcionários do Governo, que observarão as práticas de distanciamento social e saneamento.

REPATRIADOS LIBERTADOS

A África do Sul, por seu lado, declarou um hotel, em Limpopo, como uma "zona livre" e não está mais em quarentena, disse ontem o Presidente Cyril Ramaphosa.

Ramaphosa falava fora do resort “The Ranch” antes de libertar 112 cidadãos que foram repatriados da cidade de Wuhan, na China, o epicentro do vírus que eclodiu em Dezembro de 2019.

Os evacuados, funcionários do hotel, tripulação do voo e equipa técnica foram todos colocados em quarentena no resort, a cerca de 25 quilómetros de Polokwane, há duas semanas.

Os cidadãos repatriados estão a preparar-se para desocupar hoje o resort em Limpopo, depois de todos terem testado negativo para o novo coronavírus, após serem colocados em quarentena, disse o Ministro da Saúde, Zweli Mkhize, no sábado.

Ramaphosa disse que ninguém na instalação havia contraído o vírus e foram tomadas todas as medidas de precaução para garantir que ninguém fosse infectado.

“Agradeço, porque vocês se voluntariaram. Não foram obrigados nem arrastados de onde estavam”, disse o Presidente e elogiou o grupo pela maneira como se comportou ao longo da missão.

A África do Sul cumpre hoje o quarto dia de confinamento. No total, o país já registou 1187 casos da Covid-19, dos quais 31 recuperaram e um morreu.

(Notícias/CITYPRESS/EWN/NEWS24)