Director: Lázaro Manhiça

O EX-PRESIDENTE Nicolas Sarkozy será julgado a partir de hoje em Paris por corrupção e tráfico de influência no chamado "caso das escutas" telefónicas, transformando-se no primeiro ex-chefe de Estado francês a enfrentar um julgamento por essas acusações em 60 anos.

O ex-líder de direita, de 65 anos, que nega as acusações, prometeu que seria "combativo" no julgamento. 

Sarkozy governou a França de 2007 a 2012 e enfrenta outras investigações judiciais.

O caso das escutas telefónicas tem origem num outro que ameaça Sarkozy. Há suspeitas de ele ter recebido financiamento do regime líbio de Muammar Kadafi durante a campanha presidencial de 2007 em que foi eleito chefe de Estado.

Para investigar essa alegação, a justiça decidiu grampear o telefone de Sarkozy e, assim, descobriu-se que ele tinha uma linha secreta na qual usava o pseudónimo de "Paul Bismuth" para conversar com seu advogado, Thierry Herzog.

Segundo os investigadores, algumas conversas revelaram a existência de um pacto de corrupção. Em conluio com seu advogado, Sarkozy teria tentado obter informações sigilosas de outro processo aberto contra ele.

Os juízes descobriram durante a escuta telefónica que Sarkozy e Herzog obtinham informações no Tribunal de Cassação de um certo Gilbert Azibert, primeiro advogado-geral na corte. Para influenciar os seus colegas, Sarkozy teria prometido ao magistrado ajudá-lo a conseguir um cargo altamente cobiçado no Conselho de Estado de Mónaco.

"NÃO SOU CORRUPTO"

O ex-chefe de Estado defendeu-se numa televisão local dizendo que "o senhor Azibert nunca obteve um cargo no Mónaco. O Palácio de Mónaco publicou uma declaração dizendo que 'Nicolas Sarkozy não interveio' e todos os magistrados interrogados disseram que o senhor Azibert não interveio".

De acordo com a legislação francesa, o crime de corrupção pode consistir também em simples ofertas ou promessas.

"Vou me explicar ao tribunal porque sempre enfrentei minhas obrigações", acrescentou Sarkozy, garantindo: "não sou corrupto".

Se condenado, incorre numa pena de até 10 anos de prisão e multa máxima de 1 milhão de euros de acordo com o Código Penal francês. Além da aplicação da multa, o juiz pode proibir Sarkozy de exercitar seus direitos cívicos, civis e de família, e de exercer uma função pública.

O julgamento vai até o dia 10 de Dezembro. - (RFI)

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