Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

ANGOLA comemorou no domingo, 11 de Novembro, 43º aniversário de Independência, e no quadro das cerimónias deste aniversário, Chefe de Estado angolano, João Lourenço, condecorou 72 personalidades civis e militares.

No acto no sábado, várias figuras que prestaram um papel relevante na pátria, entre políticos, militares, desportistas e músicos, foram homenageados.

Foram condecoradas não apenas figuras próximas ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder), mas também cidadãos críticos ao MPLA e ao governo e pessoas dos partidos da oposição.

Da extensa lista dos homenageados, alguns a título póstumo, constam Viriato da Cruz, Ilídio Machado, Cónego Manuel das Neves, Jonatão Chingunji, Ambrosio Lukoki, Jaka Jamba, Deamrte Pena, Pedro de Castro Van-Dunen "Loy", Deolinda Rodrigues Eduardo, Liceu Vieira Dias, Mário Pinto de Andrade, o General Arlindo Chenda Pena "Ben Ben", Nfulupnga Nlando Víctor e os músicos Barceló de Carvalho (Bonga) e Teta Lando.

Com o acto, João Lourenço pretendeu expressar o reconhecimento dos angolanos e da pátria por todas estas pessoas que se "entregaram de corpo e alma à defesa do interesse nacional, colocando ao serviço da Nação o seu saber, sua coragem e abnegação, sua arte, sua fé, numa palavra: seu patriotismo".

Como explicou ainda o Presidente angolano, estas personalidades fazem parte de diferentes extractos da sociedade angolana, mas têm algo em comum: "O facto de serem humildes, sacrificados" e de "acreditarem sempre que a chave do sucesso está só no trabalho abnegado do dia-a-dia, está nos nobres ideais que abraçamos não importando os sacrifícios que tenhamos de consentir para os alcançar. Por isso, são vencedores, são heróis, cada um na sua dimensão".

"RECONCILIAÇÃO COM A HISTÓRIA"

Em declarações à DW África, Cláudio Fortuna, investigador do Centro de Estudos Africanos da Universidade Católica de Angola, vê nestas condecorações um sinal de reconciliação. "Acho que, acima de tudo, o MPLA, está, por via do Presidente do partido, a tentar fazer a reconciliação consigo próprio porque figuras que estiverem na sua ossatura existencial foram afastadas do imaginário vernacular dos seus militantes por orientação vertical. Tal é o caso de nomes como Viriato da Cruz, Ilídio Machado e até mesmo Mário Pinto de Andrade”, disse.

A condecoração trouxe ao debate o facto de figuras influentes da História angolana como Holden Roberto e Jonas Savimbi não terem sido homenageados. No entanto, o investigador Cláudio Fortuna diz que a maneira como está a ficar aberta a sociedade, os dois nacionalistas serão um dia reconhecidos.

"É inevitável esse reconhecimento, na medida em que foram duas figuras que marcaram indelevelmente a história política de Angola. Este processo não pode ter recuo, é um indicador encorajador rumo à reconciliação entre nós. O resto é acessório", disse. - DW

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A edição deste ano da Exibição Internacional e Aeroespacial da China gerou um total de 18.697 milhões de dólares em acordos comerciais, cerca de metade do valor atingido em 2016, informou hoje a agência oficial Xinhua.

A feira celebrou-se entre 6 e 11 de Novembro, na cidade de Zhuhai, sul do país, e culminou com 239 acordos para venda de aeronaves, face a 402 transacções negociadas em 2016, segundo dados da organização, citados pela agência.

Trata-se da primeira queda no volume de vendas desde que a feira começou a ser organizada, a cada dois anos, em 2006.

A nível de participação, a Exibição reuniu cerca de 450 000 pessoas, entre as quais 150 000  profissionais do sector, um número semelhante ao da edição anterior.

Entre as novidades da feira destaca-se a apresentação do J-20, o primeiro caça furtivo capaz de albergar quatro mísseis ar-ar de longo alcance e dois de curto alcance.

Especialistas citados pela imprensa chinesa consideraram o J-20 superior aos caças norte-americanos F-22 e F-35, assinalando a crescente confiança das Forças Armadas chinesas.

O certame serviu também para apresentar o novo modelo de 'drone' (veículo aéreo não tripulado) de combate furtivo chinês CH-7, para além de tanques, veículos blindados ou detectores de metais.

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Os advogados do ex-vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, desmentiram ontem as declarações da eurodeputada Ana Gomes sobre a sua alegada nacionalidade portuguesa ter sido invocada na “Operação Fizz”, considerando-as graves e afastadas da verdade.

“As declarações da Sra. Dr.ª Ana Gomes são graves e afastadas da verdade, o que não pode deixar de ser assinalado, ignorando-se as suas motivações e impondo-se desde já estes necessários esclarecimentos”, lê-se numa nota enviada à Lusa pelos advogados Rui Patrício e João Cluny, defensores de Manuel Vicente no processo que em Portugal ficou denominado como “Operação Fizz”.

Ana Gomes disse, no sábado, em declarações à agência Lusa, que Manuel Vicente tem nacionalidade portuguesa e que o facto foi invocado pelo seu advogado numa peça processual apresentada, quando o processo “Operação Fizz” ainda estava aberto em Lisboa.

Em declarações proferidas em Luanda, a eurodeputada diz desconhecer como Manuel Vicente adquiriu a nacionalidade portuguesa, mas “a verificar-se tal situação, o facto “violou” a Constituição angolana, designadamente nas exigências que faz relativamente a quem pode tornar-se presidente ou vice-presidente da República”.

Como é que Manuel Vicente adquiriu a cidadania portuguesa não sei. Eu sei é que isso foi invocado pelo seu advogado numa peça processual que apresentou em Lisboa, quando o processo ainda estava aberto", afirmou.

Os defensores de Manuel Vicente dizem que no processo que envolve o ex-presidente de Angola, e que foi remetido para as autoridades judiciárias angolanas, “já se assistiu a tudo”.

Ana Gomes falava à Lusa após a 3ª Conferência sobre Transparência, Corrupção, Boa Governação e Cidadania em Angola, organizada em Luanda pela Associação Justiça, Paz e Democracia (AJPD).

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OS presidentes da Somália e da Eritreia e o primeiro-ministro da Etiópia reuniram-se semana passada para “cimentar” os laços económicos regionais e reafirmar a reaproximação entre as nações outrora rivais. Leia mais

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A COMISSÃO eleitoral da África do Sul anunciou na quarta-feira um cronograma para as eleições gerais do próximo ano, uma votação que decidirá se o Presidente Cyril Ramaphosa continua no cargo. Leia mais

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