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Director: Lázaro Manhiça

DIALOGANDO: 25 de Junho, tu nasceste salvador ! - MOUZINHO DE ALBUQUERQUE

FAZ já muito  tempo que houve uma linda e boa notícia para o nosso país e resto do mundo, particularmente em África. Foi o teu nascimento, querido 25 de Junho. Nasceste em 1975 com teu belo e especial rosto político, sulcado de marcas e destelho de pura rebeldia, que te definias como salvador de um povo sofredor de uma dominação estrangeira humilhante.

Então hoje, nesta nova celebração do aniversário do teu nascimento, querido 25 de Junho, queremos render-te a nossa homenagem, cheia de gratidão e admiração por nos ter feito melhor tantas vezes e honrar-nos com teu carinho. Até porque se há dias em que o orgulho do moçambicano se faz mais visível, em que a convicção e emoção profundas se compartilham entre muitos, em que a grandeza de um povo em liberdade se simboliza nos seus rostos e as mentes dele (povo), esse dia é o 25 de Junho.

Por isso que tu tens que continuar a ter boas referências com que nasceste, 25 de Junho, principalmente em cada sua celebração, sobre o que representaste, representas e continuarás a representar nos nossos corações, só assim é que comemoraremos com manifestações de afecto e sem desvios do teu ideal revolucionário, por conseguinte, na perspectiva de tu continuares também a constituir uma fonte de inspiração para que não nos faltem análises ou pensamentos críticos e independência intelectual.

E que a liberdade de Imprensa, que solidifique esses pensamentos e essa independência, que tu contribuíste bastante para a sua existência no país, seja na realidade, um pilar basilar da democracia, neste caso, multipartidária, embora ela (democracia multipartidária), tenha aparecido da forma que apareceu, depois de tu nasceres e cresceres. 

Entretanto, quando passam 46 anos do teu nascimento, e estamos na plenitude do gozo dos direitos fundamentais que resultaram da tua existência, lamentamos que ainda ocorram situações anómalas no nosso querido país, e que em nada te dignificam e elevam a tua dimensão ímpar, que acreditamos que se o teu proclamador carismático existisse, não permitiria jamais.

Não permitiria que o povo moçambicano passasse seus dias lamentando as mágoas da vida, em consequência ou por causa dos sabotadores, ladrões, marginais, indisciplinados, especuladores e da hipocrisia política. Não admitiria que tu fosses descredibilizado, digamos traído, incluindo perante por quem te fez “parir” com sacrifício e espírito patriótico, através das armas, que não olha a meios para tentar atingir os seus objectivos, em detrimento da maioria do povo. 

Na realidade, apesar de tu estares a aumentar a tua idade, depois de teres sido declarado solenemente, no Estádio da Machava, ainda precisamos de aprender muito, mas muito mesmo, as lições em matéria de combate sem contemplações contra a corrupção e impunidade na nossa Pátria Amada. 

Aliás, no inesquecível amor profundo e revolucionário vivido no dia do teu nascimento, nunca se pensou que o grande Moçambique fosse um dos países mais corruptos e pobres do mundo e com uma governação compadrada, porque nunca igualmente ninguém duvidou da tua integridade revolucionária e teus alucinadores carismas, trazidos na luta armada de libertação nacional.

A corrupção é um mal que impede a implementação de políticas que construam, efectivamente, melhor o país mais justo e inclusivo, para o benefício de todos os moçambicanos. Claro, que tu podes não ter culpa, tendo em conta a espiritualidade da tua alma, no combate contra as injustiças praticadas, sobretudo antes de tu nasceres.

 Num momento adverso como este para várias situações, não é demais dizer que tu podes ajudar aos que mandam neste país ou nas empresas para resolverem e acabarem com as injustiças, incluindo laborais que ainda se verificam em vários sectores de actividade, que cimentam as desigualdades sociais, que foram uma das causas do teu nascimento consagrado.  

Contudo, felicidades, 25 de Junho, continues farol do nosso desenvolvimento; ou melhor dizendo, sejas para sempre uma referência na vida de todos os moçambicanos, mesmo aqueles que ainda preservam preconceitos de tribalismo, regionalismo nas instituições públicas e privadas, para que Moçambique seja aquilo que, de facto, foi, logo no período que se seguiu ao teu surgimento.

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TREZE meses de namoro, ele tem duas certezas: a procura acabou, a mulher certa já não é preocupação.

Enquanto o chapa desafiava a entrada e as regras de trânsito, o homem de macacão azul conversava com o seu amigo, no banco de trás. Eu também estava no mesmo assento, uma moça, maquilhada até os dentes, separava-me deles.

Desliguei o som do celular, pois a música alta que os auriculares gritavam feriam os meus ouvidos. Pensei em reparar a paisagem, entreter-me com o som dos motores dos carros e o barulho da multidão que caminha pelas ruas da minha cidade.

Eram 22.00 horas. Meu corpo já nem me obedecia, sentia um formigueiro no pé esquerdo: são os assentos mal colocados.

Deixe-me voltar ao homem de macacão. Sim.

Dizia que ele estava apaixonado. Até já se havia apresentado aos pais da moça. Colocou um anel, destes baratinhos, no dedo dela e estava à espera de mais um “biscate” para lobolar. Pensava em assinar no Registo Civil e acabar com toda a dívida.

“Ya brou, tenho que jobar. Quero tako para acertar o remanescente com a minha bebolinha.

A gaja ficou feliz com a apresentação, mas quero fechar a boca da família dela” disse.

O amigo do jovem só abanava a cabeça, respondia com repetitivos: “ya jonh!”.

“Sou pedreiro e já tenho um quartinho na Santa Isabel. No próximo job vou aumentar os“bilocos” e fazer a sala. Vou afinar umas chapas aí, sabes comé brada, temos de “phandar”.

Sorridente, o pedreiro de macacão azul contava os seus planos. Mas não percebi bem o macacão. Olhei com atenção aquela roupa de trabalho e vi tinta. Dentro de mim perguntei: Ele é pedreiro ou pintor?

“Quando esse peace job terminar, quando colocarmos a segunda mão na casa daquele boisse, terei tinta para mafiar um pouco, pintar fora. Será uma casa à maneira”, narrava o homem do macacão, sem pausa, com uma voz grossa e lenta.

“Mas existe um problema, minha bebolinha trabalha em turnos, entra às 20 e sai de madrugada na pastelaria. Agora não vive comigo, mora com uma tia”.

Pelo que contava, a situação estaria estável logo que eles se mudassem para o bairro Santa Isabel. Se meu ouvido não me enganou, a mudança estava prevista para menos de 7 dias.

“Assim que ela trabalha em turnos, quem vai cozinhar?”, questionou o amigo.

– Ela disse que vai arranjar outro emprego. A pita me ajuda. Quando ela vem, me passa uns milzinhos aí, às vezes até mais, e uso para a obra.

– Passa-te esse tako quando brada?

– Às segundas e terças ela não joba e ficamos a nos curtir. Sabes comé?

– Fogo, tens uma gaja takuda pha. Mas quanto recebe?

– Disse que são 2,5.

– Hum, brada, se são 2,5, então ela tem extra. Desenrasca noutras cenas para todas as semanas estar a passar mola para a obra.

– Brada, a obra está a “treminar” e a gaja está a me ajudar. Sua gaja te ajuda?

– Não fala da minha gaja, nem trabalha essa, mas quer extensões (cabelos).

– Estás mal, tens de ter uma gaja como a minha.

– Mas em que zona sua pita joba?

– Numa pastelaria perto da baixa..

Sem ser convidada, a maquilhada reagiu:

– Na baixa não existem pastelarias que abrem até às zero.

– Cala!!!

Disseram os amigos em simultâneo. O carro pausou e os dois desceram. Fiquei ali, a moça maquilhada olhou para mim, disse algo, eu até escutei, mas não lhe dei muita atenção, pois o cheiro de cigarros e álcool que ela reproduzia não me agradava.

“Estão a txunar aquele gajo. Estão a montar aquele gajo. Conheço aquelas matrecadas”, repetiu, quando estava para descer do chapa.

Nem pensei nas palavras da mulher, voltei a colocar a música e deixei-me embalar pela viagem.

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NUM’VAL PENA: Joaquim, o malabarista da Capitania (Leonel Abranches)

 

“Os covardes morrem várias vezes antes da sua morte, mas o homem corajoso experimenta a morte apenas uma vez.”

William Shakespeare

 

Uma das virtudes da ferramenta Facebook é o condão de nos unir a amigos e familiares já há muito longe dos nossos horizontes. Há dias tive a grata honra de adicionar e manter um dedo de conversa com um amigo de infância na “Capitania”, em Quelimane. Conversamos pouco mas ficou o perfume de uma amizade marcada por momentos de irmandade e, sobretudo, de ápices de matreirice própria de idades primárias. Joaquim Boboló faz parte da galeria de amigos difíceis de esquecer pelas mais elementares razões. Baixinho, franzino e desprovido de carnes mas de uma elasticidade fora do comum, dir-se-ia desprovido de medula espinhal, Joaquim Boboló tinha a virtude de fazer rir toda a gente, aliás daí o nome Boboló, uma espécie de bobo da malta. Mas também era muito irritadiço, pois era o melhor de todos e em tudo. Nos berlindes, era capaz de escafiar-te a mais de vinte metros e ainda humilhar-te partindo pela metade o teu berlinde. E como se não bastasse ganhava facilmente todas as apostas e éramos obrigados a surripiar das despensas produtos como pão, biscoitos, bolachas para pagar o biltre. O rapaz era um exímio especialista em “pino mortal” e era capaz de colocar uma multidão de ruidosos seguidores ululando a cada um dos seus malabarismos, enquanto nós os outros nos contentávamos com dois ou três ranhosos que se riam a cada investida mal conseguida. Boboló fazia piruetas espectaculares e assombrosas, desde pinos duplos e triplos, voos espaçados com guinadas dignas de Hollywood e que faziam destilar as mais destemperadas incredulidades entre o povão. Eu e a restante malta ficávamos pelo pino simples e quase sempre com aterragens descoordenadas e que resultavam em múltiplas lesões encéfalo-cranianas e esfacelamento dos joelhos e dentes. A malta do bairro e arredores só falava de Boboló, que se pavoneava como um rei saudita. No jogo da bola era um craque em qualquer parte do campo, na baliza era de uma invulgar e arrepiante elasticidade. Voava de um ponto para o outro com uma incrível facilidade. Uma espécie de “spider man” nos anos 80 e era dono de uma impressionante velocidade, a roçar milimetricamente as qualidades de Carl Lewis. Um exímio condutor de “rolamentos”, uma espécie de carrinhos feitos de madeira e sustentados por rolos cilíndricos que permitiam deslizar em velocidade acima da média.Ainda hoje não consigo perceber como conseguia levantar em curvas apertadas as rodas laterais em manobras estonteantes que faziam vibrar a multidão e valiam beijinhos e suspiros apaixonados das miúdas, que nem sequer se davam ao desplante de olhar para malta nós, seguidos ainda por aqueles dois ou três ranhosos que se riam a banda fora com as nossas desgraçadas manobras. E Joaquim Boboló não se poupava em gozações, zombeteava-nos com gargalhadas estridentes, tal e qual uma guitarra velha e mal afinada. Mal acordava, Boboló tinha à porta uma chusma de gente ávida de ouvir as suas narrativas, algumas delas baseadas nos nossos desaires. E depois era ouvir sonoras risadas seguidas de olhares reprovadores das meninas. E o gajo nem sequer era bonito. Aliás, a cabeça fazia recordar uma dupla cabina velha e recauchutada de uma Isuzu KB. Ainda assim o rapaz conseguia fazer com que nós mesmos nos ríssemos das nossas próprias incompetências. Joaquim Boboló era um mestre da ilusão, do escárnio e da sátira. Fazia espectáculo e atraía multidões. Um bom rapaz. Joaquim Boboló já não está entre nós. Morreu jovem e em circunstâncias estranhas. Fica a saudade de um amigo superdotado, mal aproveitado e compreendido, mas sobretudo de uma época rica em amizade e amor pelo próximo. Um abraço Boboló!

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Limpopo: Portagem no Bairro 2013 (Concl.) (César Langa-Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

 

COMO dizia, é um regalo ver o Centro Provincial de Educação à Distância de Gaza (CPED), a partir da Estrada da Praia, dada a sua estrutura arquitectónica, ajustada aos acidentes do terreno, mas não é só por isso. A sua planta e a distribuição dos compartimentos, entre salas de aula, gabinetes de trabalho e salas de conferências, são de uma modernidade invulgar, de atiçar a apetência geral, razão pela qual, muitas instituições optam por este espaço para as suas sessões ordinárias de trabalho, ou para outras reuniões de natureza diversa.

Depois de vários encontros de trabalho realizados em diferentes lugares, entre a Sala de Reuniões da Secretaria Provincial e da Direcção Provincial da Saúde de Gaza, o Secretário de Estado da Província de Gaza, Amosse Macamo, acabou se “apaixonando” pelos encantos da sala de sessões do (CPED) que, para além de espaçosa, também oferece conforto. Por isso, nos últimos meses, todas as sessões do Conselho dos Serviços Provinciais de Representação do Estado (CSPRE) têm lugar no “Ensino à Distância”, no Bairro 2013.

Tratando-se de uma nova zona residencial, muito trabalho ainda há por se fazer e acredito que a implantação do Centro de Educação à Distância seja uma estratégia de atrair mais infra-estruturas para este bairro. Só que, com este andar da carruagem, começa a aparecer uma iniciativa isolada e sem “lebre” para ajuda-la a correr. Para os residentes de “2013”, ainda é bastante penosa a deslocação para diferentes locais de actividades diárias, por não haver um serviço de transporte público regular. E, tal como é sabido, tudo acontece em cadeia. Os transportadores estão à espera de uma estrada em condições, para poderem meter lá as suas viaturas e por isso “piscam olho” para o Conselho Autárquico de Xai-Xai e este não sei para quem.

Enquanto estas infra-estruturas (vitais para o desenvolvimento comunitário) não são erguidas, a vida vai andando, o Bairro 2013, com os munícipes (locais e forasteiros) a procurarem diferentes alternativas, fazendo jus à expressão bastante usada, nos últimos tempos: “reinventar-se”. Eu corro sérios riscos de passar a detestar esta expressão, por ser usada com ligeireza, por aqueles que se eximem da responsabilidade de ajudar, quando se trata de sua obrigação. Quando alguém o convida a “reinventar-se” insinua que não conte com a sua colaboração. Mas a população do Bairro 2013 “reinventa-se” para responder à demanda diária, fazendo-se presente, quer nos postos de trabalho, como nos estabelecimentos de ensino.

De igual modo, residentes de fora deste bairro, também “se viram” para lá chegar, em busca de soluções para eventuais problemas, da mesma forma que, de 15 em 15 dias, Amosse Macamo sai do seu gabinete de trabalho para as sessões que decorrem no Bairro 2013, onde para se chegar é necessário passar por um estreito, labiríntico e vertiginoso troço.

Por causa deste martírio, um cidadão, cuja parcela está mesmo na esquina onde terminam as gincanas e começa a rua para o interior da zona parcelada, optou por ceder parte da “integridade” do seu quintal para uma passagem fácil, do bairro à Estrada da Praia e vice-versa, bastando, para o efeito, pagar-se uma taxa de 10 meticais de “portagem”. Assim, poupa-se o desgaste físico, o desgaste mental e ganha-se um pouco mais de tempo. Sei que os homens da escolta de Amosse Macamo não sabem da existência desta cancela. Também tenho dúvidas que Emídio Xavier tenha conhecimento, mas esta dica pode ajudá-lo a jogar limpo(po).

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Sigarowane: E agora José (Djenguenyenye Ndlovu)

 

“E AGORAJosé”. Pois,sei de malta que quando os cafés começaram a ser dominados por um único tema(Corona Virus) bazou para a,entre nós, terra do bacalhau, que suas vidas estavam mais seguras lá, com melhores serviços de saúde, o que é óbvio. Não que seja um número aí além,mas a cidade das acácias,as esquinas e tascas de forte presença dos trabalhadores da indústria de construção, os estaleiros de venda de inertes, tudo isto andou muito preto como nunca. E depois foram as engordas das facturações das telefonias, dos correios que era preciso manter o contacto, dirigir o estaleiro, ás vezes a céu aberto, a essa distância monstra e depois era o “regresso logo que isto melhore”. E não melhorava. E era uma vida ociosa e os seus custos bem pesados,mesmo ido de lugar onde fora buscar riqueza,quais espanhóis quando desabaram em S. Francisco. Comparação parva,naturalmente. Desde esses tempos imemoriais até os dias de hoje, a sua atitude foi mais de intermediários e não propriamente de actores activos na economia.

E não tardou que os efeitos da pandemia se tornassem mais insustentáveis, com as limitações de liberdade de movimentos(o que nem espaço para bicos abria),as mortes cada vez mortes e o colapso dos serviços de saúde. E de onde partiram,donde só pode provir tudo o que há de menos bom, recebiam notícias de relativa tranquilidade,chegando-lhes aos ouvidos gargalhadas de gente alegre no convívio dos lugares de sua alegre presença habitual. Estavam lá os alegres de sempre e outros chegados de agora.

E então diziam mal de sua decisão. Alguns,com o cordão umbilical caído algures em Nicoadala, em Xipadja desejaram que se tivessem decidido por esses destinos. Seguramente mais seguros e de liberdade, de amor no silêncio do escuro, de despertar ao canto dos pássaros, de um galo de vizinho distante. E então nos seus olhos,bem no fundo, podia se ler “quero voltar para África e de lá não mais sair”. E África,na sua infinita generosidade, aguardou.

E as chancelarias com varandas de cimento feitas esteiras para gente no desejo de voltar, de ver se nalgum voo de emergência conseguia lugar. As coisas estavam bem apertadas que já não “havia” voos de passageiros. Mas lá conseguiam(que para jeito para isso levam muito) e ás vezes de forma surpreendente e alguns nem sequer quarentenando chegados, o que indignou a mídia, essa que faz a ponte entre a plebe e a torre de marfim, a gente. Chegavam e retomavam as suas actividades e participavam de tertúlias dizendo de suas desventuras em terras “positivas”. Dos daqui não saídos,ninguém lhes ligava patavina. Solicitavam-nos apenas para o concerto de uma janela, como encanadores, para o fornecimento de pedra ou de areia. Que nessas coisas são imbatíveis,como o são na tascaria. E a gente gosta,então não? Mas…e já não há natais em Évora, em Santarém: há cada vez mais natais na Malhangalene, no Triunfo, no Tchumene. E já não é problema de viajar. Mas as estirpes mais agressivas tomam,faz tempo, alguns desses países. As mortes aumentam de número a cada dia. Lá e noutros países.

“E agora José”.

E agora nada. Havia vida antes da pandemia. E há vida enquanto ela mata. E haverá vida depois dela. E depois se concretizam os desejos. Agora, como sugere Agualusa, é viver dos livros. Acorda e escolhe ser uma personagem de Hemingway, por exemplo. Ou imaginado por Stephen King.

A pandemia não escolhe países, tal como o criador,seja ele quem tenha sido, não criou raça. Criou a alma. E em qualquer lugar a morte pode acontecer e as lágrimas correrem. Mas há-de acontecer que os desejos se concretizem, até porque há muitos que já não acontecem e não pode negar os elementares.

Apenas um abraço. Apenas um beijo. Apenas um sorriso. É preciso caminhar nessa direcção.

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CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Cezerilo Matuce

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