Director: Lázaro Manhiça

DIALOGANDO: Amor em tempo da Covid-19 - Mouzinho de Albuquerque

 

NÃO há palavra que qualifique, em justa medida, a grande tristeza colectiva que envolve actualmente a todos, com a morte massiva de pessoas por causa da pandemia do novo coronavírus. Por isso, o enfoque preventivo de uma batalha que é pela vida e que se espera longa, como esta contra a pandemia da Covid-19, é preciso que submetamo-nos a auto-avaliação e introspecção permanentes sobre a nossa participação activa, claro, seguindo as orientações das autoridades sanitárias. 

Hoje, muitas perguntas indignadas e desesperadas fazem-seouvir na comunidade científica e do público em geral, em torno do decurso da actual e mortífera pandemia da Covid-19, sobre se será finalmente eliminada por uma campanha de vacinação mundial como a varíola. Se as vacinas terão efeitos sobre novas variantes e se o vírus ficará por muito tempo, transformando-se em uma infecção como o resfriado comum.

É preciso repetir, dizendo que a pandemia está a ter feitos arrasadores em vários aspectos da vida da humanidade. Ou melhor dizendo, estamos submetidos ao necessário distanciamento físico, uso de máscaras e lavagem constante das mãos. Devemos parar, reflectir e perguntarmo-nossobre o que será o nosso futuro, que logo à partida parece ser incerto com esta doença maligna e monstruosa.

As empresas e instituições estão a fechar as suas portas e os trabalhadores sucumbem continuamente ao desemprego crescente, aumentando assim a pobreza, não só no chamado terceiro mundo, como no desenvolvido. Como está dito, são várias as consequências nefastas que a Covid-19 está a “produzir” em sua satisfação.

É nesse contexto profundamente amargo, angustiante, desesperante e imprevisível, quanto ao seu término definitivo, que mais uma vez se celebrou em todo o mundo, o 14 de Fevereiro, Dia dos Namorados ou simplesmente de São Valentim.

Se bem que a pandemia não terá impedido que a força do amor reunisse casais apaixonados de jovens e velhos, por exemplo, ali no jardim do Parque Popular, na cidade de Nampula, para celebrarcom afecto o dia, é indignadamente revoltante saber que essa força teria sido mais sentida não fosse a “fome” desmedida do vírus, que somos chamados todos os dias a fugí-la, através do cumprimento escrupuloso das medidas preventivas, se queremos que no próximo ano voltemos a dar flores e beijos, reflectindo o nosso profundo sentimento de amor à nossa esposa, mulher e ao nosso próximo.

Embora viveu-se num ano da pandemia, o 14 de Fevereiro, foi mais um ganho em nome do amor e de quem o confia a fé para reinventar caminhos e sonhos na luta, mesmo desesperada da humanidade contra este vírus, que a ameaça extinguí-lodo globo terráqueo, ao actuar sem compaixão nem piedade.

E porque se defende o amor em qualquer circunstância, a humanidade voltou a decidir-se, outras vez, inspirando as canções e palavras de amor, as garras com que se defende um sentimento verdadeiro e sincero de quem ama, nos jardins, em casa e noutros locais. Que bom para as nossas vidas como seres humanos quando alguém diz “eu te amo!”

Mas, se de amor ou sentimento apaixonado por outra pessoa falamos em 2021, não podemos deixar de lado os nossos médicos e outros profissionais que trabalham de forma intensa e de cara directa com a maior crise sanitária do século, nos hospitais e noutros locais de atendimento dos doentes da Covid-19, que acreditamos que alguns não terão tido oportunidade de dar uma flora ou beijo as suas mais queridas e esposas e namoradas neste dia romântico por exigência da sua profissão neste tempo.

Se indubitavelmente houve pessoas que se comportaram inconvenientemente diante das circunstâncias adversas criadas por esta doença, na prática de actos amorosos e de amizade, porém, esperamos que tenha havido quem na esperança de celebrar o 14 de Fevereiro sem sobressaltos, isto é, sem o risco de contrair a infecção da Covid-19, terá ponderado e, razoavelmente, tomado a decisão nesse sentido.

É verdade que a força de uma flor e de um beijo não foi capaz de derrotar o maldito vírus, contudo, desejamos paz e luz de amor para os que infelizmente não estão connosco, “devorados” impiedosamente pelo vírus, para mostrarem o seu amor ou sentimento de intensa atracção emocional e sexual a uma outra pessoa com a qual desejariam compartilhar uma vida em comum, até que Deus os “chamasse” para a vida celestial.

CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Rogério Sitoe

Administrator: Cezerilo Matuce

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