Director: Lázaro Manhiça

Cá da terraJuízo Santo-Osvaldo Gêmo(Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

CENTO e cinquenta mil viajantes são esperados nas fronteiras nacionais, por ocasião da Páscoa, a ser celebrada no próximo dia 4 de Abril. Deste número, pouco mais de 80 mil refere-se a entradas, envolvendo, em grande medida, trabalhadores moçambicanos na África do Sul, ávidos de se juntarem à família para as celebrações.

É esperado que depois de vários meses fora de casa, se repitam as situações de abraços e convívios, mesmo à moda local, em que pessoas de longe vêm para visitar o familiar recém chegado e só retornam à origem na véspera da despedida deste.

Esta é a nossa forma de conviver, compartilhar e repartir, que tem passado de geração em geração. E a Páscoa também transporta este sentido de partilha, sendo o acontecimento mais importante para todos os cristãos, no qual é habitual as pessoas se encontrarem e se reunirem em grupos.

Quer dizer que as cenas de festa e de total desrespeito pelas medidas de prevenção da Covid-19, que assistimos, nos últimos dois a três fins-de-semana, um pouco por toda a zona metropolitana de Maputo, poderão ter outros contornos, com danos significativos nos ganhos conseguidos, nos últimos dias, no combate àesta doença.

Acredito que somos seres sociais não apenas porque dependemos de outros para viver, mas nada justifica o desleixo e o descuido a que nos entregamos, sofreguidamente, justificando pelo facto de já passar muito tempo que as medidas estão em vigor e, aparentemente, não aconteceu nada ao nosso lado que justifique a sua manutenção.

Esquecemo-nos, facilmente, do drama vivido por muitas famílias no pico da Covid-19, em finais de Janeiro e princípios de Fevereiro, quando os casos da doença e mortes repetiam-se, em resultado de comportamentos nefastos assumidos pelos cidadãos na quadra festiva de Dezembro de 2020.

A nossamaior desgraça reside no facto de ainda nãotermos apreendidobem a viver com a pandemiae nos influenciamos uns aos outros na maneira como convivemos e com aquilo que fazemos.

No nosso esforço de nos sentirmosplenose felizes, ignoramos o mais importante -  termos de estar em condições de viver para podermos fazer história- sendo que os comportamentos que assumimos não garantem que cumprimos esta premissa.

A Páscoa é celebrada, todos os anos num domingo, entre 22 de Março e 23 de Abril, sendo que este ano calha no próximo dia 4 de Abril. No domingo de Páscoa os cristãosrelembrama crucificação, morte e ressurreição de Cristoe é precedido pela quaresma, um período de quarenta dias de jejum, orações e penitência.

A oração e a penitência nos ensinama sermos positivose a guiarmos os nossos sentimentose acções, algo de que precisamos tanto em tempo da Covid-19. As  celebrações deste ano acontecem num momento marcadamente difícil e no qual devemos perseverar no juízo santo, para que possamos viver e ter uma oportunidade de fazer história.

CONVERSAS AOS SÁBADOS

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