Director: Lázaro Manhiça

PERCEPÇÕES: Palma: Catástrofe à vista do mundo - Salomão Muiambo(Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

AS poucas imagens que nos chegam de Palma, mais de uma semana após o bárbaro ataque desencadeado por homens armados, ou melhor, por terroristas, descrevem cenários simplesmente horripilantes, com potencial para desestabilizar todo o país e, quem sabe, toda a região da África Austral e o continente.

Centenas de civis, incluindo mulheres grávidas e crianças continuam, ainda hoje, em demanda de lugares relativamente seguros, temendo o pior, caso permaneçam na vila. Aliás, até porque não há condições para isso, dado estar em curso uma operação de grande envergadura, denominada “Limpeza e Caça ao Homem”, promovida pelas Forças de Defesa e Segurança (FDS). O objectivo é vasculhar, ao pormenor, possíveis esconderijos, incluindo sarjetas, até à captura do último insurrecto, para a reposição da ordem e segurança pública na vila. E isto não pode ser feito em presença da população, razão pela qual está a ser evacuada para a cidade de Pemba.

Não há ainda, números certos sobre mortes, mas as autoridades militares falam em dezenas. É incerto também o número de feridos e de desaparecidos, alguns dos quais feitos reféns que servem agora de escudo humano dos invasores. A vilafoi pilhada e severamentepartida. Ninguém está lá. Todos saíram, temendo a barbaridade cometida pelos insurgentes, cada vez mais encorajados pela desgraça que causam à população indefesa. Uma verdadeira hecatombe.

Relatos apontam também para a vandalização de importantes infra-estruturas públicas e privadas, o que concorre, certamente, para a interrupção da provisão deserviços, com reflexos negativos, claro, para a economia da vila e do distrito no seu todo.

O terror no nordeste de Cabo Delgado começou em Outubro de 2017, com o ataque à vila da Mocímboa da Praia. Com o tempo as raias assassinas se alastraram por outros distritos como Muidumbe, Macomia, Quissanga, Ibo e hoje chegaram à Palma, onde se desenvolvem empreendimentos económicos ligados ao gás natural. São projectos que interessam não apenas a Moçambique, mas a tantos outros países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), da África, Europa e América, o que nos leva a considerarque a catástrofe estámesmo,à vista de todo o mundo.Melhor dizendo, chegou a hora de o mundo se pronunciar, nãosópor palavras,como por acções porque, na verdade, o país está a ser destruído, as suas riquezas em vias de saque, num teatro que poderá alastrar-se pelos países vizinhos e pelo continente, com as consequências daí decorrentes.

O ataque à vila de Palma foi reivindicado pelo Estado Islâmico, o que aliás, adensa a crença de que o grupo armado pretende “internacionalizar” a agressão ao nosso país. Se o mundo continuar a guardar mutismo face a esta agressão, todos os projectos de exploração de gás em curso naquele distrito irão parar às mãos dos terroristas, servindo de fonte de receita para a prossecução da sua crueldade aqui e noutros cantos do globo. É isto que nãose deve permitir pois, se os terroristas ganharem capital irão governar e, efectivamente, nenhum outro direito mandará.

Vamos encorajar a rapaziada que, dia e noite, faça sol faça chuva está no mato, verdadeiros leões da floresta, perseguindo os invasores sem rosto. Vamos dar a nossa continência a esta rapaziada que em Palma ou Mocímboa da Praia faz a limpeza e caça ao homem para que o nordeste de Cabo Delgado e o Centro do país voltem a desfrutar o mais cedo possível da paz, ordem e segurança pública.

De cá, a minha continência!.

Até para a semana!

CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Rogério Sitoe

Administrator: Cezerilo Matuce

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