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Director: Lázaro Manhiça

LIMPOPO: Mentindo uns aos outros (César Langa-Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

 

DESDE Março, do ano passado, que o país e o mundo vivem momentos de restrições, em razão da pandemia de Covid-19. Várias medidas têm sido adoptadas, como forma de prevenção da propagação do novo coronavírus, primeiro com a declaração do estado de emergência e, actualmente, o estado de calamidade pública.

Vivendo neste ambiente, periodicamente faz-se a avaliação e em função dos números de infecções, de internamento e de óbitos, agravam-se, ou aliviam-se as medidas. Entretanto, nunca se deixou de recomendar o uso da máscara, a lavagem constante das mãos, o distanciamento físico, entre outras medidas. Também nunca se autorizou  reabertura das barracas.

Passa um ano e pouco mais de dois a vivermos o “novo normal” e o que noto é que chegamos a uma fase de uns mentirem para os outros, a começar pela venda e consumo de bebidas alcoólicas. Ficou explicado que só se podia ter estes serviços em restaurantes autorizados para o efeito, com um horário estabelecido, mas não  é o que se verifica, nos dias que correm. As barracas só não abrem as portas, mas não deixam de vender bebidas alcoólicas. Ou seja, a teoria de proibição de venda e consumo destes produtos em barracas é uma mentira.

Outra medida adoptada para se conter a propagação do novo coronavírus é o distanciamento físico. No início, controlava-se a lotação dos transportes públicos e quando os operadores destes serviços reclamaram, autorizou-se o aumento de passageiros por unidade circulante. E ficou claro que num país com sérios problemas de transportes como o nosso é utopia limitar-se a lotação, o mesmo que dizer que falar-se do distanciamento físico é também uma mentira.

Ontem, estive num encontro em que os organizadores, à entrada da sala, mediam a temperatura dos participantes, com álcool  disponível para desinfectar as mãos, ao mesmo tempo que recomendavam o distanciamento físico, ao se tomarem os lugares, com todos os presentes com máscaras.

Curioso é que hora e meia depois, serviu-se café e como forma de se ganhar tempo, a sugestão foi que se tomasse nos mesmos lugares, enquanto os debates prosseguiam. Aliás, tenho visto estes procedimentos em vários eventos em que tenho participado. Mas curioso, como dizia, é que, à hora do café, todos os participantes, nos mesmos lugares, tiraram máscaras. Terminado o lanche, todos voltaram a envergá-las, o que, para mim, configura outra mentira, porque o espaço partilhado foi o mesmo.

 

Não estou a pretender questionar a eficácia das medidas de prevenção, mas tenciono, somente, alertar para que, em alguns momentos não nos distraiamos, porque o novo coronavírus não tem nada a ver com a porta da barraca fechada, não tem nada a ver com trajecto feito num autocarro e muito menos tem a ver com a hora do café. Porque o  novo coronavírus não sabe jogar limpo(po).

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