Timbilando: Ditos e palestras enriquecedoras  (Alfredo Dacala-Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

 

ASnossas aulas com "o professor" eram intercaladas com palestras, com personlidades, que ele reputava, como podendo trazer algo mais à nossa aprendizagem. Por isso, touxe-nos figuras como Aquino de Bragança, viria a morrer nesse ano de 1986, Mário Ferro, Alb Sach, Leite de Vasconcelos, Sílvia de Bragança, depois da morte do marido e outras figuras.

Recordo-me de ditos dele, como, "devemos oferecer ao nosso leitor o nosso juizo de apreciação". Ou "a gente não deve pedir muitas desculpas. Deve criar condições para não pedir desculpas, pois, se desmentirmos uma notícia... há muita gente que não lê os desmentidos...".

Chamava-nos atenção para a necessidade de não esquecermos dos nomes das nossas fontes, isto é, das pessoas que nos fornecem as informações. E dizia-nos mais: "o jornalista independente entende-se sob o ponto de vista de valores. O jornalista está sempre comprometido com o seu povo. O jornalista é independente em relação ao mal", acrescentava.

Às vezes tinha daquelas suas estiradas, como "o meu irmão não era parecido comigo, mas os meus pais continuavam a dizer que ele é meu irmão".

Uma vez "o professor" chamou para as aulas, Mário Ferro, que nessa altura era o chefe da Redacção do Jornal “Notícias”, para uma palestra. Este foi dizendo logo que a diferença entre o "Notícias" e o "Domingo" era que o "Notícias" tinha que informar, em primeiro lugar, opinar depois e finalmente recrear, enquanto o "Domingo", recreava primeiro, informava depois e por último, opinava.

E dizia, para grande espanto dos estudantes, que o "Notícias" tinha na Redacção, 30 pessoas,e só seis delas é que eram realmente jornalistas. E acrescentava: "o jornalismo é como o sacerdócio. O jornalista deve-se dedicar de corpo e alma ao trabalho. Não há tempo definido para se ser jornalista. O jornalista é uma pessoa completa. Domina a sua profissão e se lhe disserem faz uma crónica, ele faz, faz um título, faz".

 

Depois sobre o sindicato dos jornalistas, na altura, dizia: " A ONJ não existe. Tem ali naAv.24 de Julho, instalações, onde as pessoas vão beber cerveja e comer carapau com arroz. Isso é que é a ONJ". 

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