Retalhos e FarraposAs teorias de “breakfast” (4) (Hélio Nguane)

 

OSVALDO da Graça levanta no quinto toque do despertador. Olha para a esposa semi-despertada, acorda a noite, dança, deixa o corpo transpirar, as gotas circularem na mesma intensidade que o sangue corre em direcção ao coração.

Osvaldo da Graçalevanta no décimo toque do despertador. Olha para a cama e percebe que a mulher já está na rua. Acorda, limpa o corpo, a água do chuveiro cai quente, circula a caminho do ralo. A toalha preguiçosa enxuga a água, ganha peso e volta a se deitar no lugar de onde foi tirada.

Osvaldo da Graça levanta-se às 12 horas. Olha para o corpo, percebe que quando cochilouno sofá a espera do pequeno almoço, transpirou no robe. Despe as pantufas, circula na casa sem vontade. Toma mais um banho, veste outro robe e outras pantufas, senta à mesa, desafia a mesa farta, no fim, toma um iogurte light, senta no sofáe contempla as mensagens das suas queridas. Em 30 minutosa visita chega, faz o serviço que lhe foi solicitado. A empregada lava os lençóispara que nenhuma pista seja detetada pela senhora.

Osvaldo da Graça levanta um valor no banco, conversa com o gestor da sua conta. Entra na empresa que dirige, olha para os papéis que tem de assinar, fica com preguiça, repousa na cadeira fofa, repara para a paisagem, Maputo é bela, a ponte deu outra atmosfera a urbe. Abre os olhos, deixa a caneta dourada circular. Assina os documentos um a um. Olha para o relógio com o desejo de circular com a sua nova viatura na zona nobre da cidade, mas antes disso, segura um charuto, corta a ponta, pega num isqueiro  e acende. Enquanto o fumo passeia pelo escritório, diz para si mesmo: não há limites para a imaginação. Será?

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