Director: Júlio Manjate

Timbilando: A ida para projectos educacionais  (Alfredo Dacala-Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

 

EM finais de 1992 eu já a terminar a minha licenciatura em Linguística, voltei a encontrar o Dr. Augusto de Carvalho. Ao longo dos anos que nos separaram tinha acontecido muita coisa. Por exemplo, ele tinha voltado a Portugal para trabalhar nos jornais, deixando a “Notícias de Portugal”, hoje Lusa, e levando consigo a esposa e as filhas, que estavam a estudar na Escola Secundária Josina Machel, onde ele tinha dado aulas no período colonial. Tinha fundado, neste período, um jornal chamado “Europeu” e nos anos 90 regressara a Moçambique, país que designava como a sua segunda pátria, para abraçar um projecto educacional.

A princípio fiquei nele inserido, uma vez que dava formação na área dos transportes e comunicações, no qual fui convidado, eu e um amigo, que era formado em Matemática, a me juntar ao grupo para dar essa capacitação através de um organismo designado EMIREC.

Eu leccionava Comunicação e Escrita em Língua Portuguesa e o outro colega, o Dr. Félix Singo, Matemática Básica.

Juntámo-nos à equipa e demos formação durante alguns meses, em duas levas, a grupos de motoristas e cobradores dos TPU - Transportes Públicos Urbanos.

No início de 1993 dediquei-me à conclusão da minha tese de licenciatura e vim saber, depois da sua conclusão, que o Dr. Carvalho estava a abrir um instituto de educação profissional privado em Moçambique, o primeiro do género.

Encontrei-o casualmente numa casa de pasto, tendo-me convidado a, durante as suas ausências de Maputo, ir substitui-lo nas suas aulas. O projecto estava a começar e ele leccionava um pouco de tudo. Só para as cadeiras técnicas é que contactava outros docentes. Ele leccionava Comunicação e Expressão em Português e Filosofia.

Assim recomeçou a minha grande amizade com ele. O jornalismo roubava-lhe muito tempo, pois tinha que viajar pelas províncias e nessa altura eu ia substituí-lo. Até que foi para Manica e lá levou muito tempo a regressar.

Era o director do projecto. No seu regresso a Maputo os alunos vieram dizer-lhe que era melhor deixar-me dar-lhes aulas, tendo em conta o facto de ele ter o tempo dividido entre as aulas e o jornalismo.

Assim, contra a sua vontade, ele deixou, definitivamente, de ensinar àquelas três turmas. Dedicava-se apenas à gestão do empreendimento e já não ia à sala de aulas. E assim podia dedicar-se melhor ao projecto, que funcionava anteriormente na Escola de Aeronáutica e tinha essas três turmas, sendo uma à tarde e duas à noite.

Em 1994 o Dr. Carvalho veio com uma notícia surpreendente. Ia abandonar o projecto, pois andava muito ocupado. O Governador do Banco de Moçambique, na altura, que detinha a maior parte das acções na Sociedade do Notícias, tinha-o contactado para ir fazer algumas reformas no jornal, pelo que para dispor de mais tempo para trabalhar no assunto tinha que sair do projecto educacional.

O projecto vai ficar nas mãos de moçambicanos, dizia ele. Se eu quisesse me candidatar seria uma boa ideia. Não podia continuar simultaneamente a trabalhar no “Notícias” e no projecto. Tinha que escolher para onde queria trabalhar.

Depois de muito pensar e falar aqui com a direcção do jornal, dessa época, apresentei uma carta de demissão do “Notícias”, expondo as minhas razões para a saída. A carta foi aceite no mesmo dia e assim fui abraçar o tal projecto.

Na verdade o Dr. Carvalho optou por meter dois moçambicanos para a Direcção da instituição: eu, como director pedagógico e o Dr. Felix Singo como director escolar, cujos contratos ele foi negociar pessoalmente.

À nossa entrada deparámos como uma realidade de que era de facto necessário trabalhar, arregaçar as mangas, porque havia muito trabalho. O instituto estava a começar a crescer, mas não tinha documentos formais. Documentos de autorização formal de funcionamento, currículos formais do que se estava a leccionar, organização formal do seu funcionamento e outros documentos que uma escola deve ter. Tudo isso não havia.

 

Os primeiros dois anos foram dedicados à elaboração destes documentos, com enorme colaboração da Direcção de Educação da Cidade de Maputo e da antiga Direcção Nacional do Ensino Técnico-Profissional, e em 1995, quando o instituto foi transferido para a actual sede, onde agora está, entre as avenidas Amílcar Cabral e Mao Tsé-Tung, já contava com toda a documentação para o funcionamento e tinha sido aprovada pelo Ministério da Educação. Desde os currículos dos cursos de Contabilidade e Gestão, Gestão Bancária e Gestão de Recursos Humanos até os diversos regulamentos de funcionamentos, então criados e formalmente aprovados.

CONVERSAS AOS SÁBADOS

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