Director: Júlio Manjate

PERCEPÇÕES: Tanta bandalheira no Patrice Lumumba (Salomão Muiambo-Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

 

SINCERAMENTE, não consigo guardar silêncio face àbandalheira rodoviária prevalecente no terminal do bairro Patrice Lumumba, no município da Matola. Transportadores semi-colectivos de passageiros, vendedores de rua, vulgo informais, e transeuntes estão em disputa permanente pelo espaço. Os primeiros, autênticos desobedientes e arrogantes, conduzem sem a observância das normas, ora manobrando, ora estacionando de qualquer maneira em plena via, com as consequências daí decorrentes na fluidez do trânsito. Os segundos, na sua recusa em ocupar as bancas no mercado contíguo ao terminal, desenvolvem as suas actividades na via pública, contribuindo para o caos no tráfego rodoviário. Os terceiros - transeuntes - sempre irritados por não encontrarem espaço para a sua circulação, tanto para se dirigirem ao terminal dos transportes quanto para as lojas e outros serviços por lá existentes, acabam vítimas até de atropelamentos.

Não é a primeira nem a segunda vez que trago para estas linhas o grito de socorro. Já o fiz várias vezes e volto hoje à insistência na perspectiva de despertar a atenção sepulcramente adormecida das autoridades municipais, nomeadamente da polícia que, de quando em quando, promove campanhas animalescas de perseguição aos vendedores de rua e consequente apreensão dos seus produtos. Digo animalescas porque ao apreenderem os produtos, meia volta, os mesmos polícias, entenda-se, municipais cobram aos donos da mercadoria o tal “refresco”, em troca da devolução dos produtos confiscados.

São os mesmos polícias que perseguem os vendedores informais, “enxotando-os” das ruas como se de cachorros se tratassem, mas que não conseguem disciplinar os transportadores semi-colectivos, alguns dos quais, uma vez no terminal, mal estacionam as suas viaturas, às vezes no meio da rua, impedindo a livre circulação de outras, sobretudo particulares. Vezes há, não raras, em que o condutor abandona a viatura muito mal estacionada para se dirigir a uma barraca nas proximidades, onde sem decoro convoca uns tantos copos de cerveja, alegadamente para ganhar moral no seu trabalho. E tudo isto ocorre nas “barbas” dos agentes municipais, claramente impotentes para exigir a ordem, porque uma Fanta, ainda que quente, no meio das altas temperaturas que caracterizam as cidades de Maputo e Matola é bem suficiente para lhes fechar a boca. Melhor que não estivessem na rua, porque,na verdade, de Polícia estes agentes nada possuem, se não o uniforme.

Quando não estão no terminal, “escondem-se” na rua principal que dá acesso ao bairro Patrice Lumumba, não para exigir a legalidade aos transportadores semi-colectivos, mas tão somente para extorqui-los, caso não possuam certa documentação. Triste espectáculo.

Sugiro ao município da Matola para que faça um trabalho de fundo a fim de identificar e expurgar tais agentes, pois, tal como o tumor que destrói o organismo humano,estes mancham a imagem da corporação.

E lá pelas bandas do terminal que se faça um estudo profundo a fim de se libertar as vias dos constantes engarrafamentos. Nem que isso implique a adopção de vias de sentido único para se acabar com aquela desordem.

Finalmente, a Polícia Municipal da Matola deve, “roubando” as palavras do meu colega e amigo César Langa, radicado em Gaza, “jogar limpo”, ao invés de se comportar como se ave de rapina se tratasse.

Até para a semana!

CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Administrator: Rogério Sitóe

Administrator: Cezerilo Matuce

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