Director: Júlio Manjate

Limpopo: O outro fenómeno na fronteira da Ponta do Ouro - César Langa(Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

 

SEMANA passada, a fronteira da Ponta do Ouro virou notícia, com as autoridades migratórias de Moçambique e da vizinha África do Sul a desaconselharem a travessia por este ponto, devido às barricadas montadas no território sul-africano, em exigência a tomada de medidas severas contra alegados roubos de viaturas e outros bens, trazidos para o nosso país.

Esta situação trouxe à minha memória um outro fenómeno que ocorre neste posto fronteiriço e que, dada a sua frequência, quase virou algo normal, como o que acontece entre os distritos de Magude e Manhiça, na província de Maputo, em que cidadãos se fazem às estradas sem licença de condução e sem a polícia poder refrear esta prática ilegal.

Na Ponta de Ouro, o que virou normal, é a migração ilegal, ou, pelo menos, a travessia sem passaporte, e a horas anormais do funcionamento da fronteira, que normalmente fecha às 17.00 horas. Testemunhei, há dias, um movimento, para mim, pouco comum, com cidadãos aglomerados do lado sul-africano, momentos depois do fecho do posto e com as autoridades migratórias a abandonarem os seus postos de trabalho, ficando os agentes da polícia que garantem a segurança no local.

Instantes depois, usando careiros, cidadãos entram para o território moçambicano, para, logo a seguir, apanharem “chapas”, ou outros meios de transporte, para diferentes destinos, não antes de fazerem operações cambiais nas barracas locais, para poderem circular com o metical da pátria amada. Aparentemente, pelo conhecimento deste movimento, os transportes semicolectivos de passageiros também não param de circular com o fecho da fronteira, que supostamente seria a principal fonte de passageiros, continuando a fazer o seu negócio até altas horas da noite. E pelas características da maioria destes migrantes, incluindo as respectivas mercadorias, trata-se de pessoas que fazem compras no território sul-africano, para as revendas em Moçambique, num movimento visivelmente frequente.

O que me inquieta, sobremaneira, neste negócio migratório, é a não observância de algumas medidas próprias dos postos fronteiriços, principalmente no que diz respeito à saúde. Hoje temos o caso da pandemia do COVID-19, que condiciona muitas realizações e muitas deslocações para diferentes quadrantes do mundo. Espectáculos desportivos são adiados e outros se realizam sem público, devido ao coronavirus.

Nas fronteiras, as equipas de saúde têm estado atentas para rastreios e devido encaminhamento para quarentenas, em casos de suspeitas. Com estas entradas a “porta de cavalo”, como é que as autoridades de saúde podem fazer o controlo? Vi na Ponta doOuro, mas pode ser que este fenómeno também ocorra noutros postos fronteiriço e por isso o meu medo.

A intenção não é tramar ninguém, mas jogar limpo(po).

CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Administrator: Rogério Sitóe

Administrator: Cezerilo Matuce

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