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Categoria: Opinião & Análise
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LIMPOPO: Qual é o papel dos fiscais dos mercados? - César Langa(Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

OS casos cumulativos de contaminações com o novo coronavírus estão a subir a cada dia que passa, mesmo com as autoridades da Saúde a “pregar”, diariamente, para todos nós, sobre a necessidade de apostar na prevenção, como forma eficaz de evitar a propagação desta pandemia, que tomou o mundo e que está a colocar à prova a inteligência do ser humano.

Não vou falar, aqui, dos números actuais, porque os meus amigos leitores têm estado a acompanhar, diariamente, através de diversas formas, mas quer me parecer que o relaxamento relativo, anunciado semana passada, pelo Presidente da República, no seu balanço sobre os primeiros 15 dias do segundo mês do estado de emergência, não teve receptores felizes.

O Presidente da República fez referência ao regresso das modalidades individuais para sessões de treinos, tendo como horizonte os Jogos Olímpicos de Japão, mas foi no mesmo intervalo de tempo em que se registaram detenções acima de uma centena de cidadãos, por desrespeitarem o decreto presidencial. No mesmo período, os casos aumentaram e novas províncias entraram na rota de contaminações.

É certo que, em conversas informais, algumas pessoas questionam a proibição do álcool, mas tratei de as lembrar que a venda não estava proibida, mas o seu consumo em locais de aglomerados, pois tal propicia ambientes para a propagação da Covid-19. Pior é que são pessoas minimamente informadas que pautam por estas práticas, incluindo exercícios físicos ao final do dia, nas ruas e algumas praças públicas.

Mas há um outro dado, que gostaria de trazer a debate. Já se disse e se repetiu sobre a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais públicos, mas, semana passada, fiquei arrepiado com o que vi nos mercados Limpopo e Grossista, na cidade de Xai-Xai, que são locais mais frequentados da capital provincial de Gaza. O que notei é que grande parte dos vendedores não usam máscaras! Sim! Muitos vendedores ignoram este dispositivo, esquecendo-se que eles, mas do que clientes, que entram e saem, é que são os mais propensos à contaminação.

É aqui que coloco a questão das competências dos fiscais dos mercados. Seria violação de qualquer decreto se a condição para o desenvolvimento de qualquer actividade nos mercados, nesta altura de vigência do estado de emergência, fosse o uso de máscaras? Como se pode obrigar a um cliente que use máscaras, quando o próprio servidor a dispensa? Para mim, não basta ter a máscara pendurada debaixo do queixo, ou por cima da testa. É preciso usá-la e bem usá-la, com a monitoria dos fiscais dos mercados, talvez durante aquelas rondas de cobranças de taxas diárias.

Para os clientes não seria difícil, como já pude testemunhar em outros estabelecimentos em que a regra é: “não tem máscara, não entra”. Por isso mesmo é que sou da opinião que os fiscais dos mercados deviam redimensionar o seu campo de actuação, neste período de vigência do estado de emergência, não admitindo que os vendedores exerçam as suas actividades sem máscaras.

Para o combate ao novo coronavírus, vamos todos jogar limpo(po).