Director: Lázaro Manhiça

Sigarowane: O bosque e os seus habitantes (Djenguenyenye Ndlovu)

 

ACORDAR com o chilrear de pássaros, o blus dos pavões e pios dos pintos, dá uma enorme sensação de alegria,sorriso nos lábios transmite a quem de perto esse estado de alma. Contagia e é a alegria se evolando por este bosque em requalificação/reconstituição já que algumas das suas espécies, desta vida se cansaram e se tornaram no alimento deste espaço para novas nascenças. Os pombos voltaram e de vez em quando,uns borrachos são levados ao carvão em brasa. Queimam-se as penas e o cheiro enche os ares,penetra as narinas dos vizinhos de muros altos que se perguntam que cozinhado é esse. Ainda não é o cozinhado, são as penas de borrachos a serem queimados e a deixarem a carne viva, dar um gosto ao paladar antes de se transformarem em lixo desprezível e malcheiroso e agente de doenças letais.

Pôrra,pá!

É confortante, estar estendido ao comprido na rede, ver os pombos a namorarem, a beijarem-se em cima de uns bancos de cor branca plantados em frente de piscina, que não sendo de grandes dimensões serve e muito bem á gente. Eles não nadam na piscina, mas bebem da água dela sempre que os seus bebedouros não estejam atestados, ou por simples gosto. Depois saltam para o comedouro e enchem as goelas antes de voos em passeios de gozo da sua liberdade. Voltam com fome e como o comedouro vazou é preciso tirar de um saco, que já vai muito a meio, uns tantos copos de ração (adequada para a reprodução) para as aves, que as outras também estão sempre a debicar e dá um gozo assistir, estendido ao comprido e de costas em frente á mangueira que já serviu de escritório para a produção de crónicas, de discursos de oficialidade, de montagem de uma publicação, hoje reduzida a formato electrónico.

Os pavões, machos, a pavonearem-se diante da única fêmea fazem pensar na necessidade de busca de recursos para mais fêmeas ficarem encantadas ao lado destes machos no exercício copular e também tornar o espaço mais habitado, com mais vida.

Os gansos e os patos, pelo seu viver, estão limitados a um espaço cercado por uma rede tubarão. É nesse espaço que se passeiam e acontece reproduzirem-se. Invejam os outros seres que têem um espaço bem grande para as suas movimentações,para os seus namoros.

E é esta manhã fresca com um vento leve, mas suficiente para fazer fremir os arbustos á volta, os ramos menores das abacateiras, das mangueiras, das larangeiras e das pereiras. Os coqueiros carregados de frutos de cor amarela, esses têem as folhas numa dança redonda. Um canto de embalar fazem-no penetrar os quartos de dormir pelas janelas abertas. E há quem puxe pela coberta a esta hora que o sol já vai subindo as suas escadas e já quase no fim para o princípio da descida.

Os dois pastores morreram e como não houvesse espaço para os sepultar, foram incinerados não se sabe onde. De modo que nem as suas cinzas. Ficam as recordações das suas façanhas em tempos de juventude, de já adultos de seu sofrimento dos seus últimos dias das suas vidas.

Há-de haver a vez de outros.

A pandemia vale por a estes viveres obrigar.

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