Director: Lázaro Manhiça

DE VEZ EM QUANDO: Os últimos suspiros de Luís no Facebook (Alfredo Macaringue)

 

AS vivências mais importantes de Luís já foram ditas por pessoas autorizadas. Eu sou um simples admirador que nem direito a um lugar na bancada central tinha. É por isso que devia estar calado, da mesma forma como ficava a ouvir os comentários, depois dos jogos onde um dos mais letais avançados moçambicanos marcava golos. Foram poucas as vezes em que vi Luís Siquice, jogar no Costa do Sol, ao lado do seu irmão Ramos Siquice e de outras tantas estrelas brilhantes como ele. E dessas poucas vezes ainda consigo reter,até hoje, a memória de um jogador envolvente. Mas não irei pela descrição técnica do atleta, nem pela sua notável formação humana, pois isso já foi referenciado por gente conhecedora do atleta, com todo o respeito.

Eu apenas estou aqui para bater palmas, lembrando os tempos em que os “sócios” da Federação eram os donos do Estádio da Machava. Enquanto o Luís era um dos pilares mais importantes de todo o futebol nacional, então não se pode derramar lágrimas a um tigre como este. Bato palmas de pé perante um grande jogador que nos deixa. Um homem que nos últimos tempos celebrava a vida no Facebook, como se estivesse a dizer-nos que o limite da sua vida estava próximo.

Numa crónica que publiquei em Julho deste ano já falava de Luís como se eu também soubesse que ele estava para arrumar em definitivo as botas que deram alegrias ao povo. Falava dele porque o encontrei no Facebook, onde era felicitado às catadupas por aqueles que o amam. As reacções dos “facebookistas” eram de tal ordem que me remetiam aos campos onde o avançado do Costa do Sol era aplaudido. E eu ainda tentei dizer qualquer coisa sobre as suas aparições, mas limitei-me a ler o que os outros diziam e isso bastava-me.

Ninguém sabia, nem o próprio Luís, que este dia estava perto. Nunca apertei a mão dele. Nunca falei com ele, mas agora que foi até parece que alguma vez estivemos juntos a beber um café. Faço parte do povo e o povo sempre admirou o “artilheiro”. Luís é do povo. É nosso. Os que lhe viam no Chamanculo ou no Xipamanine lhe conhecem muito bem, andando a pé, sem muitas coisas materiais. Dizem que ele tinha uma grande fortuna, que era a sua humildade. Nunca lhe faltou o sorriso para dar às pessoas. E Luís, sem dúvida, por tudo o que tenho ouvido por aí, faz parte do pequeno grupo de pessoas com bom coração neste país.

Como disse, eu estou aqui apenas para bater palmas, aplaudindo um grande jogador que está partindo. Sem a bola. Sem as botas. Mas com o coração cheio.

A luta continua!

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