Director: Lázaro Manhiça

PERCEPÇÕES: Calamidade!... (SalomãoMuiambo-Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

 

MOÇAMBIQUE observa,desde aszero horasdo passado dia 7 de Setembro,e por um período indeterminado, pelo menos enquanto existir o risco de propagação da Covid-19, uma situação de calamidade pública.

A situação segue-se ao término, no passado dia 6 de Setembro, do estado de emergência e define as medidas para a contenção da propagação da pandemia global da Covid-19.

Diferentemente do decreto sobre o estado de emergência, a situação de calamidade pública tem a particularidade de prosseguir com um conjunto de medidas que visam manter o equilíbrio entre a prevenção e o combate ao novo coronavírus e a retomada gradual e diferenciada da economia, facto a ser conduzido de forma faseada e na base de critérios dirigidos para cada sector.

É, para mim, imperioso secundar a ideia segundo a qual o fim do estado de emergência e a consequente declaração da situação de calamidade pública não significam, de forma alguma, vitória sobre a Covid-19, conforme, erradamente, muitos o interpretam. Antes pelo contrário, os factos constituem uma chamada de atenção para a necessidade de cada um de nós, onde quer que esteja, reforçar as medidas de prevenção da doença, anunciadas atempadamente. Lembro-me e defendo a declaração do Chefe do Estado, ao anunciar a situação de calamidade pública, quando dizia, referindo-se a uma das medidas de prevenção da Covid-19, que “a máscara não dói. Pode até incomodar, mas vamos nos habituar”. Nyusi alertava-nos para o aumento de casos de negligência quanto àobservância desta medida preventiva. Na verdade há tanta gente a circular em plena via pública desprovida da máscara, como se a doença tivesse já desaparecido.

Mas a negligência não é somente quanto ao uso da máscara. Há indicações de comportamentos irresponsáveis de certos cidadãos que, mesmo antes do dia 15 de Setembro, data prevista para a abertura das praias, já enchem estes lugares, consumindo bebidas alcoólicas, numa verdadeira afronta ao estabelecido na situação de calamidade pública. Aqui, o Chefe do Estado, peremptório, avisou que caso tais comportamentos prevaleçam o Governo não hesitará em recuar no alívio de certas medidas, sem prejuízo da responsabilização dos infractores.

“Aqui vamos ser intransigentes”, disse na ocasiãoo Chefe do Estado alertando que “queremos voltar gradualmente ao normal, mas nãoqueremos ver pessoas aglomeradas e a consumir bebidas alcoólicas. Aíos homens da lei e ordem vãotomar conta”.

Dentro daquilo que étambém minha responsabilidade,como defensor dos factos e da verdade,assino por baixo a advertência de Filipe Nyusi, sobretudo quandoolho para as estatísticas da saúdeque dãoa conhecer que desde o anúncio do primeiro caso, a 22 de Março, o país járegistou mais de quatro mil casos e também mais de 30 óbitos, números cuja tendênciaéo agravamento, perigando a saúdepública dos moçambicanos.

Épreciso sim, que se seja nãosócontundente, mas muito contundentepara travar comportamentos errantes,pois a razão é, sem dúvida, avida daspessoas.

Até para a semana!

CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Rogério Sitoe

Administrator: Cezerilo Matuce

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