Director: Lázaro Manhiça

Dialogando: Renovando o nosso agradecimento à Nampevo (Mouzinho de Albuquerque)

 

UM filósofo grego disse que a guerra surge como rejeição da razão, como afastamento de qualquer valor ético, daí que seja um mal que não devia existir entre os homens. Na realidade, a escolha militar ou da guerra como solução para,por exemplo, conflitos políticos,faz com que se cometam atrocidades que um país como o nosso não precisa.

Aliás, é o infeliz Moçambique que vem sendo, há muito tempo, vítima de ataques militares, mesmo que ergamos todos os dias os nossosolhos e braços para o céu, como que a implorar impacientemente a ajuda do poder divino ou celestial.

Será também que tal poder ainda não percebeu que este país não merece estar sempre em guerra,ajudando na sua solução definitiva?

O facto aqui é que no dia 26 de Janeiro de 2017 dissemos que agradecíamos Nampevo, por nos ter dado uma chance de passarmos no seu território em direcção à cidade municipal de Gúruè, em cumprimento da trégua decretada em resultado do entendimento do Presidente da República, Filipe Nyusi, e o então líder da Renamo, Afonso Dhlakama. Dissemos na altura que o contrário seria agir com irresponsabilidade no cumprimento da trégua vigente no país.

Todavia, agradecíamos à Nampevo porque sabíamos que não era fácil atravessar o território antes da trégua devido aos ataques dos homens armados da Renamo. Graças à compreensão de Nampevo,sobre a utilidade da trégua, foi possível testemunharmos ao longo da estrada Nampevo/Ile/Guúruè, os grandes investimentos que estavam a ser realizados, principalmente na área de construção e reabilitação de pontes que atravessam a via, garantindo assim a sua transitabilidade.

É que a zona de Nampevo, cujo nome vem de um rio que faz limite entre os distritos de Mocuba e Ile, na província da Zambézia, antes daquela trégua era arriscado passar devido à presença desses homens. A zona chegou a ser “famosa” em ataques armados, o que não prestigiava os moçambicanos amantes da paz.

As más línguas diziam que Nampevo acolhia os homens armados da Renamo porque a zona nutria, fazia tempo, uma grande simpatia pelas ideologias da Renamo. E nós dissemos que quer se acreditasse, quer não, e mesmo sem recordar situações dolorosas vividas durante a guerra de dezasseis anos e depois, no reacender das hostilidades militares no país, o mais importante e que interessava a todos os moçambicanos,é que Nampevo estava a respeitar, efectivamente, a trégua.

Esta semana, voltamos à cidade de Gúruè, passando porNampevo, e o que encontramos foi a prevalência da calma e tranquilidade. Ficamos outra vez satisfeitos com a postura de Nampevo, pois entendemos que isso simboliza a necessidade que o país tem de uma paz duradoira e do retorno de esperança à vida quotidiana sem ataques militares, rumo ao desenvolvimento socioeconómico.

E porque quem agradece fortalece a confiança, esperamos que Nampevo dê exemplo a outras regiões do país onde ainda não há calma e tranquilidade, concretamente Cabo Delgado, Manica e Sofala, actualmente a braços com os ataques dos insurgentes e da Junta Militar da Renamo, a deixarem de ser palco dessas situações.

Todos sabemos que a violência armada como aquela que acontece naquelas províncias não garante a paz, pelo contrário,provoca destruições e semeia luto nas famílias.

O país precisa urgentemente da paz.

Portanto, é salutar que Nampevo continue a transmitir-nos, sem hipocrisia de qualquer índole, uma grande mensagem de que a paz, no nosso país só se pode manter através de entendimento entre os moçambicanos.

É igualmente salutar que todos moçambicanos tenham a convicção de que Nampevo continuará a defender a paz e a unidade nacional.

CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

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