Director: Lázaro Manhiça

Pub

Politica

O GOVERNO vai esta semana à Assembleia da República (AR) para responder às perguntas colocadas pelas bancadas parlamentares sobre a situação política, ...

Terça, 20 Abril 2021
Leia +

Nacional

MAIS dois óbitos, vítimas da covid-19, foram declarados hoje (20) pelas autoridades da Saúde, o que eleva o cumulativo de mortos para 802 casos no país. Trata-se de ...

Terça, 20 Abril 2021
Leia +

Beira

A DEMORA na reflutuação de três navios de pesca que, no dia 23 de Janeiro último, afundaram no Porto de Pescas da Beira durante a passagem do ciclone tropical ...

Segunda, 19 Abril 2021
Leia +

Maputo

UMA cidadã nacional está sob custódia da Polícia, desde ontem, na província de Maputo, indiciada de tráfico  internacional de drogas. A mulher ...

Terça, 20 Abril 2021
Leia +

Economia

O NOVO Terminal aduaneiro de Ressano Garcia, na fronteira entre Moçambique e África do Sul, começa a operar a partir do próximo mês de Maio. O empreendimento, ...

Terça, 20 Abril 2021
Leia +

Tecnologias

O MINISTÉRIO da Saúde (MISAU) iniciou, na manhã de hoje (19), com a segunda fase do processo de vacinação contra a Covid-19, para 216.771 pessoas de grupos ...

Segunda, 19 Abril 2021
Leia +

ALGUÉM  dizia, revoltado, que o ilustre governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, devia refinar mais o seu discurso quando se trata de comunicar para o povo, ou com o povo. E acho que todos aqueles que estão do lado das massas concordam com esse posicionamento.

Zandamela veio nos revelar que estávamos a sair da crise, quando a dura realidade indica que os dias que nos esperam serão ainda mais dolorosos. Então essa oratória, na óptica do povo e dos analistas abalizados, está desprovida de qualquer sentido. O bom do governador veio agravar mais os sentimentos ao dizer que não era nenhum tolo ou doído ao dizer o que disse. Seja como for, é preciso que os dirigentes  de topo tenham atenção na forma como dizem as coisas nos órgãos de comunição social.

Rafael Marques, um jornalista e activista angolano, exilado aparentemente em Portugal, numa entrevista à um jornal luso, afirmava, a dado passo, que o Presidente angolano João Lourenço, apesar de ser escrupuloso na gestão do Estado, é bruto na forma como ele anuncia as suas decisões.

Ora bem, esta semana o governo moçambicano materializou a subida da tarifa a cobrar nos transportes urbanos de passageiros, vulgo “chapa cem”. Não que a comunicação tenha sido feita de forma inadequada, mas acabou sendo violenta quando o dia da entrada em vigor da nova tarifa foi acompanhado de carros de guerra na  rua, apontados para a alma dos pacatos e honestos trabalhadores que já se tinham conformado com a medida. Gratuíta exibiçâo de armas para quem só pedia transporte !

Para quê tanta ameaça e exibição de força desproporcional contra trabalhadores que ruminam diariamente as dores de levarem para casa o pão amassado pelo diabo?  Pelo que se sabe, até prova em contrário, ninguém estava predisposto a enveredar pelos tumultos naquele dia. Todos pareciam, mais do que conformados, resignados com a medida. Até porque o que vai abafar qualquer levantamento popular, não serão, concerteza, as armas. Temos exemplos claros em muitos cantos do mundo.

Foi chocante ver pela manhâ carros de comabte e agentes da UIR, prontos para cair sobre  o povo. Que luta todos os dias para sobreviver. As armas nunca resolveram problemas, antes pelo contrário. Ademais, os utentes de transporte público de Maputo e Matola já estavam por demais preparados para aquele dia. Nas vésperas eles nunca mostraram sinais de revolta nem de promover desacatos. O que eles queriam é que houvesse mais transporte. Quase todos eles estavam conformados,  pois diziam: “está decidido, é para fazer mais o quê!?”.

Estas palavras deviam ter comovido aos nossos dirigentes, e não atiçar neles a necessidade do uso da força. No Brasil, em particular no Rio de Janeiro, a Polícia mata todos os dias em nome da lei, e mesmo assim não consegue parar o crime. Agora o governo mandou militares para as ruas, a fim de fazer o trabalho da Polícia, porque as armas policiais nunca conseguiram estancar as elevadas ondas de crimes, muitos deles de índole racial. E esta atitude de despachar miliatres para as ruas já foi condenada pelas Nações Unidas.

Seja como for, o que leva aos tumultos populares, são as injutiças. E se o nosso governo não quer amanhã um derramamento de sangue gratuito é urgente  resolver de  forma  sustentável o problema dos transportes nas cidades de Maputo e Matola.

Um forte abraço !

Alfredo Macaringue

CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Rogério Sitoe

Administrator: Cezerilo Matuce

JORNAL DIGITAL


Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction