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Director: Lázaro Manhiça

OS níveis de adesão ao planeamento familiar (PF) têm vindo a melhorar, tendo o país registado no primeiro trimestre deste ano uma cobertura de 41 por cento. Contudo, a situação sobre a saúde da mulher e da criança continua preocupante.

A informação partilhada ontem pela vice-ministra da Saúde, Lídia Cardoso, indica que uma em cada duas raparigas dos 15 aos 19 anos de idade é mãe ou está grávida pela primeira vez. Para além disso, em média, uma mulher tem pelo menos cinco filhos.

Segundo a dirigente, que falava na II reunião nacional técnica de Planeamento Familiar, o mais preocupante é o facto de o Inquérito de Imunização, Malária e HIV/SIDA (IMSAIDA, 2015) revelar ainda que uma em cada duas mortes,entre as mulheres dos 15 aos 24 anos de idade,acontece por causas relacionadas com a gravidez, parto e aborto.

“Estes dados mostram-nos que a situação da mulher e criança no nosso país carecem de atenção de todos nós para se reverter o actual cenário”, disse.

Anotou que as gravidezes indesejadas e prematuras que, em alguns casos, culminam em abortos podem ser prevenidas com uma maior consciencialização sobre a importância do PF e a disponibilidade de contraceptivos nas unidades sanitárias.

Para tal, Lídia Cardoso apelou aos participantes a preparem-se para responder de maneira eficiente e satisfatória a oferta de serviços de planeamento familiar, criando soluções criativas e inovadoras para ultrapassar os desafios existentes, sobretudo os impostos pela pandemia da Covid-19.

“Engajemo-nos para trazer abordagens criativas e enriquecedoras nestes debates que vão realizar, de modo que cada um se torne noagente da mudança que queremos ver, representando a valorização da vida, através do planeamento familiarnos vossos locais de proveniência de forma coordenada e sustentável”, sublinhou.

A reunião de quatro dias decorre sob o lema: “Programa, farmácia, monitoria e avaliação: juntos pelo sucesso do programa”e tem em vista avaliar os progressos alcançados até ao momento e os desafios enfrentados para provisão do PF.

A propósito, Alda Mahumana, responsável pela área de planeamento familiar no Ministério da Saúde, avançou que a taxa de adesão cresceu de 11 por cento em 2011 para 25.3,em 2015. O mesmo aconteceu em 2019, cuja cobertura atingiu 40 por cento. Contudo, baixou para 32 por cento em 2021, devido àCovid-19 e voltou a crescer para 41 por centono primeiro trimestre deste ano.

O PF é um conjunto de acções e serviços que permitem que raparigas, mulheres, rapazes, homens e casais, escolham quando e quantos filhos querem ter, incluindo o espaçamento entre o nascimento dos mesmos.

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O POSTO administrativo de Chongoene-sede, no distrito do mesmo nome, regista um aumento gradual de associações e iniciativas femininas, com o objectivo de combater a fome, através de produção de alimentos, não só aproveitando racionalmente aterra, como se reinventando para fazer face às mudanças climáticas. (SAMUEL UAMUSSE)

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REALIZA-se no domingo a Cimeira Global da Mulher 2021, um evento a decorrer de forma virtual. Organizada pela Fundação Womenice, a cimeira, que em Maputo será coordenada pelo Ministério da Cultura e Turismo, tem como objectivo envolver, inspirar, engajar e empoderar a mulher através de debates, partilha de experiências e aprendizagem.

O encontro contará com mais de 35 palestrantes de mais de 10 países e será transmitido em directo pela rede social do facebook da Womeniceorg.

Entre palestrantes e convidadas, destaque vai para as ministras da Cultura e Turismo, Ludovina Materula; e do Género, Criança e Acção Social, Nyeleti Mondlane.

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AS primeiras semanas após o parto são um período crítico para a saúde e asobrevivência das mães e seus filhos recém-nascidos, sendo as horas e dias a seguir ao nascimento o período mais sensível para ambos.

A falta de cuidados, neste período, pode ter como resultado a morte ou a incapacidade,assim como possibilidades não aproveitadas para promover práticas saudáveis que afectam as mulheres, os recém-nascidos e as crianças. (ANA RITA TENE)

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O EMPODERAMENTO da mulher é considerado um caminho importante para a melhoria da nutrição através da implementação de programas que concorram para o aumento da produção e produtividade agrícola.

Este pronunciamento foi feito ontem pela primeira-dama da República de Moçambique, Isaura Nyusi, num encontro sobre o empoderamento de mulheres líderes na nutrição, que contou com a presença da princesa Sarah Zeid, da Jordânia.

Isaura Nyusi citou estudos segundo os quais se as mulheres tivessem o mesmo acesso aos recursos produtivos que os homens, elas poderiam aumentar os seus rendimentos agrários em 20 a 30 por cento e a produção agrícola total em 2,5 a 4 por cento tirando entre 100 e 150 milhões de pessoas da fome.

“As evidências mostram que quando as mulheres tomam decisões sobre como alimentar os seus filhos, quanto tempo usar nessa acção e quando elas têm de melhorar o acesso aos cuidados de saúde, as taxas de desnutrição diminuem”, disse.

A primeira-dama referiu que se deve inovar e quebrar as práticas tradicionais que limitam o progresso e promover parceiras, colocando o bem-estar das mulheres e das crianças no centro das atenções, pois na maioria das vezes “a cara da desnutrição é a mulher”.

Avançou que é sobre a mulher que recai a responsabilidade e consequências da vulnerabilidade à insegurança alimentar. Neste contexto, é, segundo Isaura Nyusi, evidente que a desigualdade de género contribui para a nutrição inadequada e a insegurança alimentar entre mulheres e crianças.

“Em Moçambique, por exemplo, em muitas famílias as mulheres não têm o poder de decidir como os alimentos e outros recursos devem ser distribuídos no seio do agregado, incluindo entre seus filhos e elas mesmas”, criticou a primeira-dama, encorajando todos os intervenientes no processo da nutrição a imprimirem maior dinâmica para acabar com a desnutrição crónica e a violência baseada no género.

Para tal, a primeira-dama disse ser necessário desenvolver acções concretas como educação alimentar através de palestras, criação de salas digitais de debates sobre hábitos alimentares saudáveis, criação de grupos de apoio de mães para mães na comunidade para questões como amamentação e a segurança alimentar e  incentivar o desenvolvimento do associativismo com vista à geração de renda.

Por seu turno, a princesa Sarah Zeid disse haver necessidade de se garantir que as crianças tenham os primeiros dois anos de vida com nutrição suficiente. 

“A primeira-dama (Isaura Nyusi) é campeã nesta área de nutrição. O trabalho que faz é o mesmo que faço, mas ela apoia o Presidente e eu o Programa Mundial para Alimentação a fim de garantir que as crianças e as mulheres grávidas tenham uma nutrição adequada nos primeiros 1000 dias de vida”, disse Sarah Zeid.

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