A ORGANIZAÇÃO dos Continuadores de Moçambique deve privilegiar parcerias com instituições que trabalham em prol da criança, como forma de complementar os esforços do Governo no atendimento e defesa dos direitos deste grupo.

A posição foi defendida ontem, na província de Maputo, pela Primeira-Dama e presidente da “Continuadores”, Isaura Ferrão Nyusi, no encerramento da II sessão do Conselho Central desta organização.

O encontro, que reuniu membros, organizações da sociedade civil e parceiros de cooperação, pretendia fazer o balanço das actividades realizadas no ano passado, proclamar novos membros honorários, bem como debater e aprovar o orçamento para o presente exercício económico.

A presidente da “Continuadores” disse, na ocasião, que a sessão abre espaço para que a organização oriente e encaminhe a criança a uma educação baseada no amor à família, dedicação aos estudos, respeito pelo trabalho, prática do desporto, espírito de solidariedade, amor e protecção ao meio ambiente.

“O nosso desafio é tão enorme que nós, só nós sozinhos, não poderemos levar bem avante tudo o que almejamos, daí que temos que contar com parcerias de várias instituições que trabalham em prol da criança, tendentes a complementar os esforços do país no atendimento da criança”, disse Isaura Nyusi.

O secretário-geral da “Continuadores”, Danilo Teixeira, enalteceu o trabalho do Gabinete da Esposa do Presidente da República, conducentes ao bem-estar da criança e empoderamento da mulher, e manifestou o compromisso da organização de contribuir para o desenvolvimento do país.

Solicitado a comentar a aprovação da lei contra as uniões prematuras, Teixeira disse que o instrumento representa um ganho na promoção e protecção dos direitos da criança, em particular da rapariga.

“Esta é uma lei oportuna e nós, como organização que trabalha em prol da criança, vamos trabalhar ao lado do Estado para garantir a sua implementação. Não há dúvidas que este é um ganho no quadro da protecção dos direitos da criança”, acrescentou.

Para este ano, a Organização dos Continuadores de Moçambique pretende reforçar as acções em prol do desenvolvimento são e harmonioso da criança e salvaguarda dos seus direitos, bem como mobilizar todos os sectores da sociedade e comunidade internacional para apoio às actividades que visam a promoção do bem-estar deste grupo.

De forma específica, pretende-se aumentar as oportunidades de educação e formação das crianças com deficiência e garantir a permanência das raparigas nas escolas, até à conclusão dos ensinos básico e secundário.

No quadro da promoção da educação no amor à família, à pátria e ao povo, dedicação aos estudos e prática de actividades desportivas, a organização quer ver reforçado o conhecimento da história do país, promover o plantio de árvores e mudança de atitudes e comportamentos individuais na defesa do meio ambiente.

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O Presidente da República anunciou ontem que a Renamo já rectificou e apresentou a lista dos  oficiais a serem integrados na Polícia da República de Moçambique (PRM), no âmbito do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) dos seus homens residuais.

Falando num comício popular na localidade de Mulotana, distrito de Boane, última etapa da visita de dois dias à província de Maputo, Filipe Nyusi disse que a nova lista é composta por homens que se encontram acantonados em Gorongosa.

Antes a Renamo tinha submetido uma lista composta por nomes de oficiais na reserva, reformados, ou desmobilizados das Forças de Defesa e Segurança (FDS).

O Chefe do Estado fez este anúncio quando reiterava o seu compromisso de tudo fazer para o restabelecimento de uma paz efectiva no país, particularmente antes das eleições de Outubro próximo.

“A Renamo já rectificou a lista dos homens a serem reintegrados na Polícia. Isto demonstra o compromisso deles em contribuir para a restauração da paz no país”, disse Filipe Nyusi, acrescentando que desta forma fica ultrapassada uma etapa que emperrava o processo de DDR.

O Presidente Filipe Nyusi acrescentou que esse é um sinal que demonstra a concretização do desejo dos moçambicanos de alcançar a paz efectiva antes das eleições de 15 de Outubro.

Sobre o processo eleitoral, o Chefe do Estado disse que esse momento não deve ser usado para separar os moçambicanos, mas sim como mais uma etapa para a escolha dos dirigentes do país.

“Tivemos eleições autárquicas recentemente e uns ganharam aqui e outros ali, mas como não houve agitação as pessoas estão lá a dirigir as autarquias onde foram eleitos tranquilamente. É isso que deve suceder e não usar as eleições como forma de divisão”, apelou Nyusi.

Enquanto isso, 32 mil novas ligações eléctricas serão feitas nos próximos tempos nas províncias de Maputo e Manica, no âmbito do Programa Energia para Todos (ProEnergia), lançada ontem pelo Chefe do Estado, que inclui a construção de 134 quilómetros de linha de média tensão, 722 quilómetros de baixa tensão, e 372 postos de transformação.

Na província de Maputo serão abrangidos diversos bairros nos municípios da Matola e Boane, enquanto em Manica o projecto vai beneficiar bairros a nível da capital provincial, Chimoio.

Filipe Nyusi disse que, no imediato, está previsto o estabelecimento de oito mil novas ligações eléctricas até Dezembro próximo, acrescentando que a primeira fase deste projecto está avaliado em cerca de 228 milhões de dólares norte-americanos, financiados pelo Banco Mundial, que deverá liderar o processo.

“Nós estamos cientes da expansão dos municípios do país, particularmente da Matola. Isso faz com que percebamos o nível de preocupação dos moradores dos novos bairros que se debatem com problemas de falta de água e energia, por exemplo”, reconheceu o Chefe do Estado, acrescentando que é por estar ciente dessas necessidades que o Governo vai buscando, paulatinamente, soluções definitivas.

O Chefe do Estado apelou aos moradores dos bairros abrangidos a compreenderem que algumas das suas preocupações não foram respondidas ainda porque, neste quinquénio, o Governo teve que redefinir as suas prioridades, devido às adversidades que foram surgindo.

ALCIDES TAMELE

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O manifesto do partido Frelimo para a campanha e eleições gerais e das assembleias provinciais de 15 de Outubro é aprovado hoje peloComité Central(CC), que se reúne na Matola.

O porta-voz do partido, Caifadine Manasse, disse ontem ao “Notícias”que o manifesto da Frelimo traduz as vontades do povo moçambicano, depois dum processo metodológico e aturado de auscultação real, vivência e experiência acumulada de governação, à luz dos desafios actuais e futuros.

Segundo Manasse, o manifesto é simples e, essencialmente, traduz a construção do Estado de Direito Democrático e a consolidação da paz e estabilidade social.

“Com este manifesto, queremos continuar a promover o desenvolvimento do nosso país. Queremos continuar a servir aos moçambicanos, melhorando cada vez mais as condições de vida. Queremos aprimorar os serviços prestados aos cidadãos na Administração Pública, construir mais escolas, unidades de saúde, mais estradas e pontes, mais água, providenciar mais energia, transporte, entre outras apostas”, disse o porta-voz da Frelimo, sublinhando que é um manifesto que consolida os ganhos conquistados no mandato prestes a findar.

Afirmou que, na ocasião, os militantes do partido vão saudar a aprovação do documento e festejar com o Presidente da Frelimo, Filipe Nyusi, numa manifestação denominada Onda Vermelha.

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A população do distrito de Boane, província de Maputo, reprovou hoje a mensagem apresentada ao Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi.

O acto aconteceu em comício popular orientado pelo Chefe do Estado, na localidade de Mulotane, posto administrativo de Matola-Rio, no âmbito da visita presidencial que Nyusi realiza desde ontem na província de Maputo.

A reprovação do relatório das realizações do governo distrital, apresentado em nome da população, foi manifestada através de gritos, assobios, palavras depreciativas ao logo da leitura da mensagem.

A população desmentia que no distrito há melhorias na construção e reabilitação de vias de acesso e a eficiência de distribuição de águas às comunidades.

Perante este clima, o Chefe do Estado ordenou imediatamente para que cinco membros da comunidade pudessem expor livremente todos os problemas que preocupam o distrito.

Foram enumeradas várias dificuldades, com destaque para a falta de energia eléctrica, fornecimento de água, estradas, escolas, hospitais e outros.

Por seu turno, o Presidente agradeceu a abertura dos cidadãos daquele distrito e garantiu que tudo o que foi apresentado como problemas vai merecer a devida solução. 

"Já ouvi as vossas preocupaçoes que sao a falta de energia, água, transportes, estradas, escolas e hospitais, por isso, hoje mesmo vou reunir com o executivo para estudarmos as possível soluçao. Na área de transporte, por exemplo, vou reunir os municípios para desponibilizar autocarros para esta zona. Na saúde, boane vai ter um hospital distrital. Na área de energia, estao aqui ostecnicos para expandir a energia eléctrica, no ambito do programa energia para todos" garantiu o Presidente da República. 

Acrescentou ainda que, todos os problemas já estavam na lista do programa do Governo e alguns projectos relativo à resolução estão em curso.

 

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O Presidente da República, Filipe Nyusi, chegou há momentos na localidade de Mulotana, distrito de Boane, em Maputo, para dirigir um comício popular, no segundo dia da sua visita de trabalho à província de Maputo.

A cerimónia iniciou com orações de líderes religiosos e vários grupos culturais evoluíram no local, com destaque para Livaningo, Josina Machel e Nyau, tendo de seguida sido apresentadas  mensagens da população, do chefe da localidade, da administradora e do governador da província de Maputo.

Ainda na manhã de hoje, Nyusivisitou a Sumol-Compal, uma unidade industrial que se dedica à produção de sumos no Conselho Autárquico de Boane, província de Maputo, tida  como uma das soluções dos problemas que afectam o país.

Hoje, segundo dia e último da sua visita de trabalho à província de Maputo, Nyusi considerou que os operadores agrícolas na área de produção de frutas já têm onde colocar os seus produtos, pois o mercado nacional dispõe de uma unidade industrial que precisa de matéria-prima, encorajando, por conseguinte, o aumento de operadores na área, e, automaticamente, haverá maior oferta de emprego.

Filipe Nyusi sublinhou que os produtores de quase todo o país queixam se  da falta de mercado para vender os seus produtos e  de meios para a transformação dos mesmos, porque o país tem muitos operadores agrícolas dedicados à produção de frutas, como papaia, banana, manga, uva, ananás e outras.

Mais detalhes nas próximas horas.

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