Imprimir
Categoria: Política
Visualizações: 760

MAIS de 700 guerrilheiros da Renamo vão ser abrangidos pelo processo de  Desmilitarização, Desarmamento e Reintegração (DDR), queontemarrancou na zona de Chiuala, distrito de Báruè, província de Manica.

Chiuala, mais precisamente a região de Mussianhalo, é o local onde se encontra instalada, há vários anos, uma das maiores bases da Renamo. Nestecentro serão desmilitarizados, desarmados e reintegrados guerrilheiros provenientes das unidades militares dos distritos de Báruè, Tambara e Mossurize, num processo que poderá durar 20 dias. O posto de Mussianhalo poderá atender também guerrilheiros oriundos de todas as bases que se encontram em zonas circunvizinhas.
A cerimónia de lançamento do DDR foi dirigidapelo Secretário de Estado da província, Edson Macuácua, e foitestemunhado por membros de organizações da sociedade civil, religiosas, entre outros convidados.
Edson Macuácua lembrou que o DDR não é um simples acto, mas sim uma etapa que vai culminar com a conquista da paz efectiva em Moçambique.
Exortou os guerrilheiros que ainda se encontram nas matas para que não tenham receio porque o Estado está preparado paraosreceber num ambiente de segurança, paz, inclusão e amizade entre moçambicanos.
Já o secretário-geral da Renamo, André Magibiri, disse que nesta segunda fase do processo de DDR serão desmobilizados guerrilheiros desta formação política, mais oito que decidiram abandonar a Junta Militar da Renamo, liderada por Mariano Nhongo.
“Isso mostra que o DDR éuma realidade. Aos abrangidos pelo processo, queremos recordar que a partir de hoje passarão a trabalhar juntamente com outros moçambicanos na construção do país”, anotou.
Os guerrilheiros desmobilizados vão beneficiar de abertura de contas bancárias, registo de nascimento, atribuição do Número Único de Identificação Civil (NUIT) e kits de material para a reinserção dos guerrilheiros na sociedade.
Lançado oficialmente a 04 de Junho de 2020, o DDR surge no quadro da operacionalização do acordo de paz e reconciliação, assinado pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, e o líder da Renamo, Ossufo Momade. - (AIM)