Director: Lázaro Manhiça

O PRESIDENTE da Renamo, Afonso Dhlakama, comentou ontem na Beira o Estatuto de Líder da Oposição que vai a debate na sessão extraordinária da Assembleia da República, que começa hoje, considerando que o mesmo não se destina a si, como indivíduo, mas sim ao segundo candidato mais votado nas eleições presidenciais.  

Dhlakama fez estas declarações à sua chegada a Beira, onde esta tarde vai dirigir um comício popular, no qual pretende “agradecer a população de Sofala” por ter votado nele e no seu partido nas eleições de 15 de Outubro. “As pessoas confundem esse estatuto como se fosse para o Dhlakama. Por isso andam rumores de que fui comprado por uma casa e salário”, disse ele, acrescentando:  “Mas não é isso que eu quero. Eu quero uma democracia efectiva no país”.

“Pretendo ser uma referência democrática em África, através do diálogo e não em acções bélicas”, referiu o líder da Renamo, acrescentando que este desiderato é possível quando houver uma aceitação mútua com outros sectores da sociedade.

Num outro desenvolvimento, Afonso Dhlakama ameaçou formar um governo alegadamente porque ganhou as eleições presidenciais. A uma pergunta sobre se para o efeito iria negociar com a Frelimo, Dhlakama respondeu negativamente, argumentando que ele e a Renamo ganharam as eleições gerais de Outubro último, por isso vão formar o governo.  

“Desta vez não irei perdoar como aconteceu em 1994 e 1999. Como vou formar este governo? Vou pegar nesses 35 por cento de votos legitimados no sufrágio e juntar com os do meu amigo da Frelimo e meter na mesma panela. Criar um governo de gestão, que será de transição de Janeiro de 2015 a 2019. Vocês vão me perguntar: quem vai ser o presidente? Aqui é preciso negociar”, afirmou Dhlakama.

O presidente da Renamo alegou, porém, que para si o importante não é ir viver no palácio da Ponta Vermelha, “porque eu já fiz muito por este país”.

Questionado sobre o que faria se a Frelimo recusasse a sua proposta de governo de gestão, o presidente da Renamo respondeu nos seguintes termos:

“A Frelimo não tem cara de recusar isso. Quando falo assim, estou a salvar a própria Frelimo. Eles não têm sequer moral para questionar”.

Afonso Dhlakama vai hoje orientar um comício no átrio dos CFM-Centro, na Beira, para, segundo ele, agradecer a população por ter votado nele e no seu partido nas eleições de 15 de Outubro. “Estou aqui para agradecer aos beirenses por causa da sua participação no processo de votação. Este agradecimento vai ser feito num comício amanhã (hoje) e teremos a oportunidade de explicar à população sobre o processo eleitoral”, revelou Dhlakama que também fez saber que este exercício vai acontecer em todas as capitais provinciais.

Rodrigues Luís

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