A Missão de Observação Eleitoral da União Europeia (UE) considera que a votação foi bem organizada, mas precedida por violência, limitação das liberdades fundamentais e dúvidas sobre a qualidade do recenseamento eleitoral.
Estas são as conclusões preliminares apresentadas hoje, em Maputo, numa conferência de imprensa organizada pela Missão de Observação Eleitoral da UE em Moçambique.
Segundo o chefe da Missão, Sánchez Amor, estas primeiras conclusões incluem a análise da campanha eleitoral, o quadro jurídico, o desempenho dos órgãos eleitorais, a qualidade do recenseamento, a apresentação de candidaturas, o papel dos meios de comunicação social e a participação das mulheres.
Amor disse que a avaliação abrange também o dia da votação, observado em todas as províncias por mais de 150 observadores da UE, Canadá, Suíça e Noruega, que visitaram 807 mesas de assembleias de voto.
O chefe da missão europeia disse que apesar dos procedimentos de votação terem sido cumpridos, na contagem de votos registou-se a ausência de observadores nacionais em quase metade das assembleias de voto, facto que não contribuiu para a transparência do processo.
Respondendo à questão colocada por jornalistas, sobre incidentes que ocorreram em algumas assembleias de votação, se mancham ou não o processo, Amor respondeu que a missão de observadores é de relatar tudo o que aconteceu e não lhes cabe fazer o juízo.
