O processo de votação das VI eleições presidenciais, parlamentares e provinciais, que teve lugar no dia 15, é considerado positivo, num balanço preliminar apresentado hoje pelas missões internacionais de observadores que acompanharam a fase final da campanha eleitoral, votação e o apuramento em curso.
Para o efeito, vários observadores que se encontram no país, no segmento do convite formulado pelas autoridades, convocaram a imprensa para apresentar os seus relatórios na cidade de Maputo.
Trata-se de seis missões de observação eleitoral, MOE, que se juntaram para apresentar os seus pareceres gerais, nomeadamente, SADC, União Africana, CPLP, EISA, The Commonwealth e La Francophonie.
Nas suas apresentações referiram que foram asseguradas as liberdades cívicas e os direitos políticos dos cidadãos, através do sufrágio universal, acrescentando que as assembleias de voto funcionaram de forma ordeira e pacífica, ainda que morosas.
No mesmo passo, assinalam o atento e diligente desempenho dos membros das mesas de assembleias de voto no cumprimento dos procedimentos estabelecidos e no esclarecimento dos eleitores.
As missões de observação destacaram a participação dos actores políticos e partes intervenientes no processo eleitoral, em 78% dos locais observados, tendo registado com agrado a participação de mulheres como membros das mesas das assembleias de voto.
A missão da CPLP junta-se à sociedade civil moçambicana num apelo às autoridades judicias para o pleno esclarecimento e responsabilização dos incidentes ocorridos durante o período de campanha, e às autoridades eleitorais, no que concerne aos indícios de irregularidade eleitoral.
Finalizaram exortando todas as forças políticas para que sigam o exemplo da população e contribuam para o ambiente de tranquilidade, aguardando pelos resultados e aceitando-os de forma pacífica e ordeira, ou então seguindo os meios legais de contestação dos resultados sem, no entanto, optar pela violência pós-eleitoral.

