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Categoria: Política
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O Centro de Informação para a Cooperação Sul-Sul, lançado em Maio passado no quadro das transformações no seio do Grupo África, Caraíbas e Pacífico (ACP), entra em funcionamento no próximo ano.
O Centro, cuja missão será de fornecer uma série de informações de diversa natureza sobre os países membros da ACP, estará baseado em Malabo, a capital da Guiné Equatorial.
A informação foi revelada a jornalistas moçambicanos, em Nairobi, no Quénia, por Henrique Banze, membro do Secretariado da ACP, que lida sobre as questões de cooperação para o desenvolvimento e finanças nesta organização baseada em Bruxelas.
“Estamos agora no processo de recrutamento do Chefe do Centro”, afirmou Banze, antigo vice-ministro moçambicano dos negócios estrangeiros e cooperação e também da Defesa Nacional, à margem da reunião ministerial havida Domingo, destinada a preparar a 9ª Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo do Grupo ACP, que decorre de ontem até terça-feira, na capital queniana.
Nesta cimeira, Moçambique faz-se representar por uma delegação de alto nível, liderada pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, e que integra os ministros dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco, e da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa, para além de outros quadros da Presidência da República e de instituições do Estado.
Segundo Banze, Moçambique está muito bem posicionado, para poder participar nesta iniciativa, que vai permitir um maior fluxo de informação, no quadro da cooperação Sul-Sul.
Neste momento, a parceria entre ACP e a União Europeia está a funcionar na base do Acordo de Cotonou, assinado em 2000 e que termina em 2020.
“Portanto, esta cimeira é importante porque o Acordo com a União Europeia vai terminar em 2020, mas não só, porque a própria organização quer uma ACP transformada, que trabalhe, fundamentalmente, em questões multilaterais”, explicou.
Com as transformações que se vem operando no seio da ACP, que incluem a criação do referido Centro de Informação para a Cooperação Sul-Sul, pretende-se consolidar as parcerias, garantir novos financiamentos e a a mobilização de novos investidores, entre os quais o sector privado dos Estados-Membros e outras fundações filantrópicas, que possam participar neste Grupo.
“Todas estas transformações visam garantir que haja sustentabilidade financeira da organização”, afirmou Banze.
O Grupo ACP congrega 79 país, dos quais 48 africanos, 16 das Caraíbas e 15 do Pacífico, e foi criada em 1975.

Damião Trapé, da AIM, em Nairobi