Director: Júlio Manjate

O Presidente da República desafiou os membros do seu Governo a serem protótipos de integridade para com os seus colaboradores e com a sociedade, de modo a manterem a moral para condenar actos que atentem contra a gestão da coisa pública.

Falando sábado último em Maputo, no acto de posse dos membros do novo Governo, Filipe Nyusi disse que os ministros foram nomeados para servir o Estado e não para dele se servirem, daí a necessidade de terem consciência de que a partir de agora estão sob vigilância e fiscalização pelo povo.

Afirmou que durante o mandato, o Governo vai continuar a ser implacável em relação à corrupção que afecta negativamente o ambiente de negócios no país, com implicações nos rankings internacionais, impedindo os cidadãos de gozarem da estabilidade económica e social.

 “É vosso dever identificar os focos de corrupção nos sectores que passam a dirigir, remetendo os casos às entidades competentes, de modo a responsabilizar os seus infractores”, disse Filipe Nyusi, acrescentando que para vencer essa batalha, os dirigentes devem liderar exemplarmente.

Para o efeito, disse Nyusi, a postura dos ministros deve ter os mais altos princípios da ética governativa, como a transparência, a integridade, o primado na lei, lealdade, humildade, imparcialidade, equidade e justiça social, o uso racional de recursos, entre outros.

O Chefe do Estado desafiou os membros do novo executivo a desenvolver acções de fiscalização das actividades no sector público, usando todas suas capacidades e inteligência, para que de forma proactiva e pragmática satisfaçam os nobres anseios dos cidadãos.

“Um dos papéis cruciais do actual Executivo é evitar a perda de riqueza que abunda em Moçambique”, disse o Presidente da República, aos 17 ministros empossados no sábado.

Acrescentou que o papel da fiscalização é ainda insignificante e o país está a perder muita riqueza que vem do mar e águas interiores. Daí a necessidade de maior fiscalização à semelhança daquela que foi feita no sector de florestas, a “operação tronco”.

O estadista frisou não ter solicitado nenhum cartão partidário aos recém-empossados e que a sua nomeação se deve à competência e confiança nas suas qualidades.

Filipe Nyusi colocou alguns desafios aos novos governantes, tais como à nova titular da pasta dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, a quem exigiu maior intervenção para que as representações diplomáticas no exterior façam mais esforço para atrair investimentos e zelar pela vida dos moçambicanos na diáspora.

“Já dissemos que somos pela diplomacia económica, e só podemos ter mais investimentos estrangeiros com diplomatas de qualidade e comprometidos com a causa nacional”, disse Filipe Nyusi.

Aos ministérios da Defesa Nacional e do Interior, sob a direcção de Jaime Neto e Amade Miquidade, respectivamente, Nyusi disse que têm como missão principal “procurar incansavelmente a paz e a tranquilidade para o povo moçambicano”.

“Devem garantir condições de trabalho para todos os membros das Forças de Defesa e Segurança (FDS), principalmente os de níveis inferiores. Estarei vigilante quanto a isso na minha qualidade de Comandante-Chefe”, disse o Chefe do Estado.

CONVERSAS AOS SÁBADOS

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Administrator: Rogério Sitóe

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