PHC

Director: Lázaro Manhiça

hostgator domain coupon
Pub

Politica

O MINISTÉRIO da Defesa reiterou quinta-feira (22) que as forças da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) destacadas para apoiar o país no combate ao ...

Sexta, 23 Julho 2021
Leia +

Nacional

O BISPO António Juliasse Sandramo, administrador da diocese de Pemba, norte de Moçambique, alertou esta sexta-feira (23) para o perigo de criação de “uma ...

Sexta, 23 Julho 2021
Leia +

Beira

O PRESIDENTE do Conselho Municipal da Beira, Albano Carige, garantiu hoje (22) que a sua instituição tenciona destruir o edifício comercial que estava a ser erguido no bairro do ...

Quinta, 22 Julho 2021
Leia +

Maputo

VENDEDORES de peixe e mariscos na Avenida Marginal e nas proximidades do Centro de Saúde do Bairro Costa do Sol, na cidade de Maputo, receberam, esta semana, o ultimato do município ...

Sexta, 23 Julho 2021
Leia +

Economia

O PORTO de Maputo manuseou um volume de mais de 18 milhões toneladas de carga no ano passado, contra 21 milhões toneladas em 2019, uma queda de 14,3%, que se deve, em parte, ao impacto ...

Sexta, 23 Julho 2021
Leia +

Tecnologias

A INDÚSTRIA do petróleo e gás, sem acção imediata e decisiva, vai impedir que o mundo cumpra a meta de evitar que o aquecimento global vá além de ...

Sexta, 23 Julho 2021
Leia +

AS actividades de exploração de areias pesadas nos distritos de Angoche e Larde, província de Nampula, por parte da Hayiu Mining Mozambique e Kenmare Moma resources, respectivamente, estão a gerar inquietações no seio das comunidades locais por incumprimento da legislação mineira vigente e da responsabilidade social.

Segundo revelaram à nossa Reportagem, a responsabilidade social traduzir-se-ia na realização de actividades nas comunidades que iriam melhorar os níveis de qualidade de vida.

A exploração de areias pesadas pela mineradora Hayiu Mining Mozambique acontece há cerca de dois anos no povoado de Murrua, na localidade de Sangage, aliás, onde se encontra localizado o escritório desta firma de capitais chineses.

Contudo, a comunidade local, estimada em sete mil habitantes, não beneficia de serviços básicos sociais nos domínios de abastecimento de água potável, estabelecimentos de ensino para as crianças em idade escolar, cuidados de saúde, energia eléctrica da rede nacional, entre outros.

De acordo com o régulo de Murrua, Lopes Cocotela Vasco, a linha de transmissão de energia eléctrica da rede nacional que alimenta a fábrica da mineradora Hayiu Mining Mozambique atravessa o seu povoado, mas inexplicavelmente a comunidade local não beneficia daquele produto que constitui o motor do desenvolvimento social.

“A água que alimenta a fábrica e os escritórios da mineradora chinesa, onde é transformada antes do consumo dos trabalhadores, é captada num furo localizado no bairro de Namaué, um dos nove do povoado de Murra, mas a população continua a consumir água contaminada” – lamentou Lopes Cocotela Vasco, que revelou que a mineradora chinesa está a explorar areias pesadas em Murrua há dois anos.

Por seu turno, Alberto Punchiua, residente em Murrua, revelou que a maior parte da população local caminha cerca de 20 quilómetros até a cidade de Angoche para beneficiar de cuidados médicos no hospital rural local. “As possibilidades de uma mulher grávida chegar com vida ao hospital de Angoche são remotas, e intriga-me o facto de a mineradora ter financiado a reabilitação do hospital com os custos provenientes da exploração dos recursos mineiros que estamos a conservar sem, contudo, beneficiarmos de assistência sanitária” – lamentou.

Entretanto, Ancha Jamal, membro do comité de co-gestão de recursos naturais de Murrua, disse que o sector da saúde em Angoche destacou recentemente um técnico elementar de saúde para assistir às comunidades locais. Contudo, o referido técnico encontra-se a trabalhar no posto de saúde que funciona no interior das instalações da mineradora chinesa que veda o seu acesso à população.

A comunidade de Murrua recordou que a implantação da mineradora Hayiu Mining Mozambique naquela região da localidade de Sangage foi caracterizada pela violação da legislação de minas vigente que obriga o proponente de uma iniciativa de exploração de recursos minerais a realizar com assistência do governo distrital a consulta à comunidade local.

O momento serve para a comunidade apresentar as contrapartidas para que a mineradora interessada possa desenvolver as suas actividades, incluindo de responsabilidade social, num ambiente caracterizado por harmonia entre as partes.

A Kenmare Moma Resorts explora areias pesadas, nomeadamente ilmenite, rutilo, e zircão na localidade de Topuito. Esta mineradora irlandesa é acusada pela população local de não privilegiar a mão-de-obra local não qualificada na realização de trabalhos específicos.

Adicionalmente, alega que a mineradora coloca em perigo o seu investimento pelo facto de não respeitar os locais de valor histórico-cultural. Rodrigues Jamal, ou simplesmente Rei Mathapa, líder supremo na localidade de Topuito, denunciou relações turvas entre a direcção da Kenmare Resources e a comunidade local e explica: “Eles não querem recrutar jovens de Topuito para o preenchimento de algumas vagas que o tipo de trabalho não tenha algo a ver com formação académica e essa atitude não ajuda a combater a pobreza no seio da comunidade”.

O rei Mathapa falou também da falta de ligação com o mercado dos projectos de desenvolvimento financiados pela Kenmare. Referiu que os produtores de ovos e hortícolas não conseguem colocar os seus produtos na cozinha da empresa que confecciona refeições para os trabalhadores da Kenmare, alegadamente por falta de qualidade.

QUALIDADE DAS OBRAS INQUIETA

O administrador de Larde, Brugy Rupia, regozija-se pelo facto de a Kenmare Moma Resorts apostar na construção de infra-estruturas escolares nas comunidades a nível de Topuito em benefício das comunidades locais. Contudo, mostra-se insatisfeito com a qualidade das obras.

“Eles estão a construir estabelecimentos escolares, mas a qualidade das obras faz-nos acreditar que as mesmas não são para durar décadas, porque há um conjunto de imperfeições na estrutura de betão, janelas, incluindo o mobiliário construído ou adquirido para apetrechar as escolas – lamentou Brugy Rupia.

O governo de Larde já tem uma proposta a fazer à Kenmare para ultrapassar a problemática da falta de qualidade das infra-estruturas financiadas por aquela mineradora. Segundo o governante, o processo de selecção do empreiteiro para a execução das obras no seu distrito financiadas pela Kenmare deve envolver o Governo com vista a garantir transparência no processo.

PRESERVAR LOCAIS DE VALOR HISTÓRICO-CULTURAL

NA localidade de Topuito existe uma montanha onde as comunidades locais fazem as suas preces. Foi neste local onde em Junho de 2006 o rei Mathapa pediu aos seus ancestrais sucesso no processo de implementação do empreendimento de areias pesadas em Topuito, quando esta localidade fazia parte do distrito de Moma, agora desmembrado para o vizinho de Larde. Segundo Mathapa, o pedido foi aceite, avaliando pelos milhares de toneladas de ilmenite, rutilo e zircão que são colocados no mercado internacional.

No entanto, o rei Mathapa explica que a Kenmare tem a pretensão de iniciar a exploração de areias pesadas no monte Piliphe, facto que está a causar revolta no seio da sua comunidade. “Pediram-me para fazer extracção de areias pesadas no monte Piliphe, mas eu lhes disse para esperarem até eu morrer para ficarem a satisfazer as suas vontades” – frisou.

Mathapa

Manifestou recentemente junto do Governador de Nampula, Victor Borges, a sua inquietação quanto às intenções da Kenmare de explorar as areias pesas numa zona considerada sagrada pelas comunidades locais.

No entanto, Gareth Clifton, representante da Kenmare Moma Resources no país, desmentiu que a sua empresa tenha intenções de destruir o monte Piliphe, não obstante reconhecer que o mesmo é um reservatório rico de areias pesadas, acrescentando que “respeitamos os valores das comunidades e sempre que quisermos fazer algo faremos consultas antes do início de qualquer actividade”.

Clifton aproveitou a ocasião para referir que nos últimos tempos os trabalhadores recrutados para realizar trabalhos de pequena monta já têm contratos de trabalho com a sua empresa, desmentindo que não haja recrutamento da mão-de-obra local como disse o líder comunitário de Topuito.

TOPUITO JÁ NÃO É UM “ELDORADO”

A vila de Topuito, distrito de Larde, já não é o paraíso que os cidadãos de vários pontos do país, em particular de Nampula, desejaram conhecer na fase de implantação das infra-estruturas do empreendimento da Kenmare. Foi nessa fase que foram promovidas oportunidades de negócios, nomeadamente na restauração, alojamento, produtos alimentares e vestuário diverso, tendo trazido a Topuito um ambiente invulgar e atractivo.

Juma Quitembo disse à nossa Reportagem que a redução da mão-de-obra registada no mês passado na Kenmare foi o principal motivo da queda da dinamização da economia de Topuito que vinha registando um volume considerável de trocas comerciais desde 2006 na fase de construção do empreendimento.

“Tenho duas casas que construi com a intenção de arrendar aos trabalhadores da Kenmare, incluindo curiosos que vinham conhecer este grande mega-projecto e desfrutar do ambiente alegre que aqui se vivia. Hoje nem um cliente solicita os meus serviços e, pior de tudo, fui despedido no âmbito da redução da mão-de-obra, alegadamente para fazer face à escassez de receitas que a empresa vem enfrentando” – lamentou Juma Quitembo.

Santos Albino é gerente do primeiro centro social e recreativo de Topuito, denominado Mavuco. “O complexo inclui uma pensão com 13 quartos que neste momento fazemos a limpeza porque os potenciais clientes desapareceram. A mercearia e a venda de bebidas e refeições que são outros negócios que exploramos, a receita global do mês de Agosto não superou a renda registada em uma semana entre os meses de Janeiro e Junho. É uma desilusão, talvez seja por isso que o proprietário decidiu dedicar-se à agricultura e está neste momento a preparar as terras para a próxima campanha” – lamentou o interlocutor.

A Kenmare despediu 167 antigos colaboradores, dos quais 27 estrangeiros e 100 naturais de Topuito.

REITERA GOVERNO - HOUVE CONSULTA COMUNITÁRIA EM MURRUA

O administrador do distrito de Angoche, Fonseca Etide, desmente as alegações de que a implantação do empreendimento de areias pesadas de Murrua, localidade de Sanga, não foi precedida por uma consulta comunitária como a lei recomenda.

“Houve consulta comunitária, só que as comunidades não entenderam que os encontros havidos há cerca de três anos estavam enquadrados na consulta. Mas já temos uma saída para ultrapassar as nossas diferenças, e já está marcado um encontro com a comunidade de Murrua para além de auscultar as suas inquietações, explicar que os benefícios da exploração dos recursos naturais não são apenas para este povoado, mas para todos cidadãos em Angoche– referiu o dirigente.

Acusou as organizações da sociedade civil que operam na província de fomentar a agitação no seio das comunidades, relativamente aos seus direitos e obrigações.

Entretanto, Victor Sousa, coordenador da Kulima, disse que as organizações não-governamentais são parceiras do Governo na implementação do seu plano social e económico porque queremos o desenvolvimento. Contudo, não vamos ficar impávidos quando as populações clamarem pelos seus direitos que estiverem a ser violados”.

Victor Sousa disse que os gritos que vêm da população em Murrua e Topuito chamam à atenção para as ONGs e o Governo de Nampula discutirem o melhor modelo para a canalização dos benefícios a que têm direito, tanto do ponto de vista financeiro, material quer de preservação dos valores culturais.

CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Cezerilo Matuce

JORNAL DIGITAL


Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction