PHC

Director: Lázaro Manhiça

DA Ilha de Moçambique, província de Nampula, primeira capital de Moçambique durante a ocupação colonial portuguesa, surge o nome do país: Mussa Bin Bique. E, ainda hoje, o lugar pode ser encarado como um museu em toda a sua escala.

Vasculhar este passado, pensar o presente e perspectivar o futuro é uma das propostas trazidas pela artista plástica e poetisa Sónia Sultuane na exposição “O Lugar das Ilhas”, inaugurada há dias no Centro Cultural Brasil-Moçambique (CCBM), cidade de Maputo, e que estará patente até Agosto próximo.

A mostra surgiu a partir das visitas recentes de Sultuane à Ilha de Moçambique e procura, com recurso à escultura, fotografia e aglomerado de madeira, fazer uma radiografia do espaço histórico.

É daí que para compreender a terceira individual da artista é necessário ter a mínima noção daquilo que a ilha representa aos moçambicanos, África e o mundo. O lugar foi declarado em 1991 Património Mundial da Humanidade, pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Neste sentido, Sónia Sultuane traz alguns marcos históricos da ilha e faz o apreciador reflectir sobre a “Rota dos Escravos”, conforme está intitulada uma das suas obras de capulana, mosaico, cadeado, arame farpado, corda e corrente.

Esta peça é representativa do passado dos africanos, marcado pela opressão colonial, guerras internas e escravatura, que fez com que muitos habitantes do continente migrassem forçosamente para outros lugares, de modo a trabalharem como escravos.

Neste sentido, a exposição permite compreender a Ilha nos dias que correm, afinal não é apenas um lugar de contemplação da história, mas num exemplo de convivência pacífica entre diferentes culturas e religiões.

É neste presente que Sultuane fez a sua radiografia através do céu, mar, arquitectura (muito representada por portas e janelas), olhares, sabores, mussiro (para abordar a beleza feminina) e a indumentária, entre outros elementos cuja contemplação não se desvia da história.   

E para melhor entrar no espírito da ilha, a individual é complementada por um filme sobre este património da humanidade, realizado por Licínio Azevedo. Leia mais

Comments

O ARTISTA plástico Magafuso, nome artístico de Diogo Luís Daniel, inaugurou há dias na Casa Provincial de Cultura de Inhambane, uma exposição de pintura, intitulada “Dolomo”, em celebração de 38 anos de carreira.

“Dolomo” é língua gitonga que significa sentimentos, emoções ou instintos artísticos. E na medicina quer dizer tratamento farmacêutico da psiquiatria ou analgésico.

As obras patentes nesta exposição, inaugurada pelo governador da província, Daniel Chapo, retratam a vida social, mitos, antropologia, economia, políticae religião.

Tem ainda trabalhos que falam sobre o terrorismo que assola alguns distritos de Cabo Delgado, a exploração insustentável dos recursos naturais, actividades de pesca, os desafios encarados pelamulher nas suas actividades quotidianas, entre outros.

Trata-se de uma colectânea composta por 100 obras de pintura, produzidas desde o ano 2018.

A abertura desta exposição estava prevista para o ano 2020, mas a emergência do novo coronavírus adiou tais pretensões.

Questionado sobre a razão da escolha do título da mostra, Magafuso explicou que fez uma combinação de significados do Dolomo de “sentimentos e emoções vividas pelo Homem e o tratamento psicológico através da arte” que podem ser negativos ou positivos.

Com um vasto percurso artístico, Magafuso apaixonou-se pela arte em 1983, período em que começou a pintar os seus primeiros trabalhos a lápis. Em 1989 começou a divulgar a sua arte, principalmente na Feira Económica Provincial de Inhambane.

Diogo Daniel sonha com um museu ou galeria para expor as suas obras e por via delas ensinar aos mais novos que desejarem entrar no mundo das artes plásticas.

Com mais de 30 anos de carreira, o artista disse ter produzido centenas de obras que estão expostas em instituições públicas e privadas, bem como em residências particulares, galerias e centros culturais.

Mas destacou a pintura do mural na Igreja Católica da Maxixe, numa parede de quatro metros de altura e três de largura, trabalho que valeu-lhe elogios e 100 mil meticais.

Natural da cidade da Maxixe, Diogo Daniel, nasceu em 1964 e é licenciado em Ensino de Educação pela Universidade Save - Extensão da Maxixe (antiga Universidade Pedagógica). Participou em várias exposições, feira, debates e festivais de arte.

Magafuso é nome do seu falecido pai que o adoptou como alcunha artística para homenagear seu pai.

Comments

DECORRE desde ontem, na cidade da Beira, o Festival do Livro Infantil da Kulemba – FLIK 2021, um evento que este anoacontece no formato virtual devido ao novo coronavírus.

A decorrer até domingo, a iniciativa anual regressa depois de, no ano passado, o contexto causado pela Covid-19 não ter permitido a sua realização.

A presente edição tem como patrono o escritor Mia Couto e reúne autores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), com destaque para Pedro Pereira Lopes e Celso Cossa, de Moçambique, Lurdes Breda e António Cabrita, de Portugal, e Ninfa Parreira, do Brasil.

O programa contempla interações entre os escritores convidados e os alunos de diferentes escolas de Sofala, conversas e saraus literários proporcionado por leitores e escritores brasileiros e por uma actriz e cantora moçambicanas e teatro.    

Serão ainda conhecidos os vencedores dos concursos de declamação de poesia, de contos e de ilustração lançados nos meados do mês passado. Os concursos, presididos por Mia Couto, Ana Magaia e Mauro Manhiça, culminarão com a publicação antologias poética e de prosa.

O FLIK 2021, que abre com uma conversa entre Mia Couto e os alunos da Escola Salvatoriana Mwana Unerufaro e Chiveve,conta com apoio da Fundação Fernando Leite Couto, Cornelder de Moçambique, Parque Nacional da Gorongosa, Universidade Zambeze, Editora Fundza, Camões – Centro Cultural Português na Beira, entre outros parceiros.

Comments

É INAUGURADA hoje(15) a exposição fotográfica “Educação em tempos de corona”, um evento organizado pelo Centro Cultural Moçambicano-Alemão (CCMA) em parceria com a Cooperação Alemã através do programa ProEducação da GIZ.

A exposição reúne as 20 melhores obras submetidas por fotógrafos entusiastas e profissionais,no âmbito do concurso de fotografia anunciado em Abril sobre oimpacto da pandemia da Covid-19 na educação em Moçambique.

A abertura terá lugar às 18 horas e contará com a presença dos autores das imagens apuradas e da comissão de júri composta por membros do CCMA, da GIZ e pelo fotógrafo convidado João Costa “Funcho”, que anunciará os autores das três melhores fotografias.

Os vencedores terão a oportunidade de participar numa missão fotográfica coordenada pela Cooperação Alemã através do programa de educação da GIZ com o objectivo de produzir uma selecção de fotografias autênticas para fins de comunicação sobre o trabalho da Cooperação Alemã no sector da Educação em Moçambique.

A exposição estará patente na galeria até o dia 13 de Julho de 2021.

Comments

ARRANCA esta quarta-feira (16) a quarta edição do Festival do Livro Infantil da Kulemba – FLIK 2021, no formato online, a partir da cidade da Beira, indica um comunicado de imprensa a que o Notícias teve acesso.

De acordo com a fonte, a edição vai decorrer até dia 20 e tem como patrono o escritor Mia Couto.

O evento reúne vários autores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), com destaque para Celso Celestino Cossa e Pedro Pereira Lopes (Moçambique), Lurdes Breda e António Cabrita (Portugal) e Ninfa Parreiras (Brasil), que vão interagir com alunos de várias escolas moçambicanas.

O FLIK vai exibir dois saraus literários, serão anunciados os vencedores dos concursos literários de declamação de poesia e de ilustração, publicação de um livro com os melhores contos infantis com as melhores ilustrações e gravação de um CD de declamações.

A realização do FLIK 2021 conta com apoio do Camões – Centro Cultural Português na Beira, Fundação Fernando Leite Couto, Cornelder de Moçambique, Parque Nacional da Gorongosa, Universidade Zambeze, Editora Fundza, entre outros.

Comments

CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Cezerilo Matuce

JORNAL DIGITAL


Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction