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Director: Lázaro Manhiça

A ASSOCIAÇÃO dos Escritores Moçambicanos (AEMO) entregou, quarta-feira, ao Instituto Nacional de Gestão do Risco de Desastres (INGD), na cidade de Maputo, produtos diversos destinados às vitimas dos ataques terroristas na província de Cabo Delgado.

A oferta é composta por livros, peças de roupa e géneros alimentícios não perecíveis.

A doação resulta de um sarau cultural realizado a 5 de Dezembro, que juntou artistas e amantes da arte solidários ao sofrimento das populações daquele ponto do país.

Intitulado “Cabo Delgado é Moçambique - Moçambique é Cabo Delgado”, o evento aconteceu em parceria com o colectivo de artistas plásticos “Nós Arte”. Esta iniciativa é liderada pelo pintor Chicken, que também organizou uma exposição com o mesmo título na galeria do Núcleo de Arte, na capital do país.

Segundo o secretário-geral da AEMO, Carlos Paradona, a arte deve ser encarada como um meio importante para a transmissão de mensagens sobre a reconciliação nacional.

Assinalou que as mensagens de paz, fraternidade e de concórdia, difundidas no país, devem ser assumidas por todos os moçambicanos, como forma de fortalecer a coesão e a unidade nacional e garantir a estabilidade do país.

“Os moçambicanos têm o direito de viver em paz e não podem estar envolvidos em guerras consecutivas. Vivermos em paz é um dos pressupostos para a estabilidade cultural, política, económica e social do país”, disse Paradona.

Salientou que a paz é condição fundamental para podermos alcançar aquilo que aspiramos, incluindo escrever e lançar livros.

Como que se inspirando nas palavras do Papa Francisco, o Secretário-Geral da AEMO sublinha o facto de a paz não ser apenas a ausência de guerra, mas o incansável empenho de todas as pessoas do bem para que no país haja harmonia.

Quanto à oferta de produtos aos compatriotas de Cabo Delgado, Carlos Paradona garante que esta acção será continuada, até porque algo idêntico foi feito quando, em 2019, os ciclones Idai e Keneth atingiram a costa moçambicana.

“A nossa solidariedade será sempre por meio da arte. Mas, mesmo assim, continuaremos a mobilizar a sociedade moçambicana para se juntar, sobretudo nos momentos mais difíceis, e confortar aqueles que mais precisam, no caso os nossos irmãos de Cabo Delgado”, acrescentou.

Por seu turno, Sandra Chilengue, afecta à Direcção de Preservação e Mitigação do Instituto Nacional de Gestão do Risco de Desastres, referiu que os livros oferecidos pela Associação dos Escritores Moçambicanos serão uma maior valia, temos jovens que precisam de ler e se informar para ter uma mente mais aberta, partilhar e abstrair-se.

Chilengue adiantou que as obras são vistas como forma de mostrar que há uma luz no fundo do túnel.

“Há sempre esperança e, por isso, não podemos deixar de ler”, referiu.

A representante do INGD também falou da situação dos deslocados de guerra e lembrou que, nalguns casos, eles abandonam os seus distritos sem conseguir levar algo consigo. E é neste sentido que as roupas e os alimentos ajudarãoa aliviar o seu sofrimento.

 

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