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Categoria: Recreio e Divulgação
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OS palcos voltaram a fechar, como uma das medidas do Governo para conter e prevenir a pandemia do novo coronavírus, quando tudo indicava que aos poucos se estava a regressar à normalidade, mas não conseguiram acabar com o espírito de resiliência da dupla de bailarinos e coreógrafos Idio Chichava e Pak Ndjamena, dos mais internacionais do país. 

Os dois não conseguem ficar de braços cruzados e aproveitam o momento para pensar na dança. Assim o fazem e recomendam a todos os artistas em tempos de quarentena. Estão num constante exercício de busca por alternativas, ainda que nalgum momento assumam que os fazedores das artes e cultura estão a passar por uma situação algo desesperadora.

A sua forma de pensar e agir é característica antiga, mas também é um aprendizado do primeiro estado de emergência, decretado em Março de 2020 pelo Presidente da República, para conter e prevenir a pandemia do novo coronavírus. 

“Da outra quarentena, a lição tirada é a persistência e crença, porque em termos financeiros é complicado”, disse Idio que actualmente reside em França.

Ele explica que as medidas recentemente anunciadas pelo Governo, com o mesmo objectivo, apesar de muito afectarem o sector das artes, devem ser acatadas, senão “a coisa pode ser pior”.

Lamenta que com os palcos fechados não há como actuar, pelo menos como se está habituado. “O nosso instrumento é o corpo”.

Idio afirma que este é um momento para buscar a teoria da arte para posteriormente colocá-la em prática. “Precisamos de continuar com a criação, na concepção de obras coreográficas e reflectir o nosso trabalho enquanto bailarinos”, frisou.

O coreógrafo que concorda que se deve partir para a via digital, explicado porém que nem tudo é um “mar de rosas”, pois os custos da internet, limitam a audiência. Leia mais