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Categoria: Recreio e Divulgação
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MOÇAMBIQUE vai participar num concurso de fotografia sobre a pandemia da Covid-19 dirigido às comunidades lusófonas espalhadas pelo mundo.

A informação foi avançada recentemente à Lusa por Marta Pereira, líder da Associação de Comunicação em Língua Portuguesa (Somos – ACLP).

Para além do nosso país, o concurso destina-se “a todos os cidadãos dos países e regiões da lusofonia ou residentes de Macau” e “enquadradas com o tema seleccionado, tiradas em Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Goa, Damão e Diu”.

Lançada ontem, a inscrição no concurso fotográfico é gratuita e pode ser efectuada através do formulário que se encontra no ‘site’ da Somos! (www.somosportugues.com) até ao dia 28 deste mês.

A Lusa avançada ainda que, às três imagens vencedoras serão atribuídos prémios no valor de dez mil patacas (94.924,8 meticais), cinco mil patacas (47.462 meticais) e 3.500 patacas (33.177 meticais).

De acordo com as regras do concurso, as fotografias “devem ser capazes de espelhar o combate à doença dentro do universo lusófono.

Deverão ter também em conta as dificuldades enfrentadas, as perdas, as mudanças profundas trazidas pela Covid-19, designadamente em termos culturais, mas podem também exaltar actos de altruísmo, de coragem, de resistência, de fé, e de compaixão nestes tempos difíceis.

Essas imagens farão ainda parte de uma exposição que será organizada na Galeria de Exposições da Casa Garden de 26 de Março a 10 de Abril, em Macau, sob a curadoria mais uma vez de António Mil-Homens.

A mostra vai ainda integrar “outras fotografias seleccionadas pelo júri pela sua relevância ou valor para o tema do concurso fotográfico e para o propósito da Somos – ACLP, de projectar a dimensão cultural da lusofonia, assim como o papel de Macau enquanto plataforma que une a China e os países/regiões de língua portuguesa”, de acordo com a associação.

“Não houve grandes dúvidas em escolher a doença provocada pelo coronavírus que, como bem sabemos, está a afectar também os países lusófonos. Pensamos que o tema pode documentar, através de imagens, o combate à doença nas comunidades dos países de língua portuguesa e em Macau, bem como as transformações socioculturais que originou, as fraquezas, as desigualdades sociais e comportamentais”, explicou Marta Pereira.

A pandemia está a “afectar populações mundialmente, com os países e regiões, incluindo os lusófonos, a verem-se forçados a ajustar continuamente as medidas de resposta e de prevenção, que envolvem o confinamento de pessoas e quarentenas, que têm trazido enormes desafios à vida em sociedade”, salientou a associação para justificar o concurso intitulado de “Alma lusófona em tempos de Covid-19”.